31 de Maio de 2009 | 09:27
O Brasil de Vanessa da Mata 
Sucesso do primeiro DVD da artista reitera a popularidade da obra da compositora que canta pop e ritmos nacionais de forma contemporânea
A gravadora Sony Music acaba de despejar nas lojas nada menos do que 200 mil cópias do primeiro registro de show de Vanessa da Mata, gravado dentro da série Multishow ao Vivo. São 100 mil cópias do CD. E outras 100 mil do DVD. Cifras muito respeitosas diante do quadro de crise vivido pelo mercado fonográfico por conta das piratarias física e virtual. Os números dão a medida do sucesso da artista, uma compositora nascida longe demais das capitais (ela é de Mato Grosso) que se tornou cantora para propagar sua obra autoral, projetada nacionalmente por Maria Bethânia em 1999 na faixa-título do álbum A Força que Nunca Seca.
Já um sucesso de vendas, o Multishow ao Vivo de Vanessa funciona como um resumo de seus três álbuns. Mas a base vem do repertório e da sonoridade do último, Sim, disco de 2007 que já emplacou dois mega-hits radiofônicos, Boa Sorte / Good Luck (um inusitado dueto de Vanessa com o cantor e compositor Ben Harper) e Amado (a balada projetada na trilha sonora nacional da novela cult A Favorita). Um terceiro sucesso, a propósito, pode estar por vir. Você Vai me Destruir já tinha toda pinta de hit no CD Sim e, no registro ao vivo, ressurge ainda mais demolidora.

Vanessa repetiu na sua primeira gravação ao vivo a parceria com os produtores Mario Caldato e Kassin, que formataram o CD Sim. Até a dupla Sly & Robbie - uma das referências máximas da cozinha jamaicana - foi convocada de novo para reeditar no show a participação em reggaes como Ilegais e Vermelho.
Sim, há reggaes e pop no repertório de Vanessa da Mata. Mas a obra da artista está calcada nos ritmos brasileiros. Tem algo de samba. Tem algo da guitarrada que norteia os ritmos do Pará. E tem algo das toadas interioranas. Só que essa salutar brasilidade é embalada com sonoridade contemporânea, sem ranços puristas. Somando-se a isso à crescente desenvoltura da cantora, o resultado é um belo registro de show.
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Marco Antonio 18 de Julho de 2009 | 10:59
A Vanessa da Mata, é sem dúvida, uma artista única em várias sentidos, sua voz, seus trejeitos no palco e sua suavidade encantam aos mais variados públicos, do infantil ao adulto.
Merecedora de seu sucesso Vanessa é mais que uma simples voz, mais que alguém apenas para ouvir, é mágica em poesia, é verdadeira em suas raízes e é especial em projetar ao mundo um brasil em música que é fascinante.
Desejo a mesma, não o sucesso de legiões de fãs onde a música fica em segundo plano para exaltação do artista, mas o sucesso que ao ouvir o trecho lembra-se do desejo de ouvi-la ao vivo e de comemorar a dádiva de ter em uma mulher, uma voz tão surpreendente.
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30 de Maio de 2009 | 00:21
Nas águas de Fafá 
Cantora revisita repertório de seu segundo LP, de 1977, em show que conta com a participação de sua filha, Mariana Belém
Fafá de Belém vive semana especialmente feliz. Depois de ter sido um dos maiores destaques do irregular Elas Cantam Roberto, terça-feira em São Paulo, a cantora trouxe para o Rio o show Água, em que revisita o repertório de seu segundo homônimo álbum, editado originalmente em 1977. O show estreou no Teatro Rival na quinta-feira, 28 de maio, e fica em cartaz até sábado, 30.
Fafá, para quem não viveu os anos 70, é uma das melhores cantoras surgidas nesta década farta em vozes femininas. Antes de se embrenhar por trilha mais sentimental, a partir de 1986, Fafá cantava música regional que conjugava brejeirice e sensualidade. Água, o disco de 1977 que ela está revisitando este ano a partir de convite da direção da Virada Cultural paulista, é focado nessa vertente.
No palco do Rival, Fafá apresenta as 12 músicas do disco na ordem em que elas aparecem no LP original. A participação de sua filha também cantora, Mariana Belém, resulta especialmente interessante porque, no belo número de abertura, ela evoca a imagem da Fafá juvenil dos anos 70. Mariana também brilha ao sustentar os tons altos do refrão de Araguaia, uma das músicas do disco que tinham caído em injusto esquecimento.

Para quem não liga Água a seu repertório, o disco emplacou sucessos como Pauapixuna, Foi Assim (bolero até hoje obrigatório nos shows de Fafá), Raça e Sedução. As três últimas músicas foram agrupadas no lado B (sim, houve um tempo em que os álbuns tinham lados), como lembra Fafá, e mesmo assim foram hits retumbantes.
Das cantoras de sua geração, Fafá é - ao lado de Bethânia, a rigor projetada uma década antes - uma das poucas que conservam a mesma voz dos tempos de maior popularidade. Soma-se a esse vigor vocal a sua intensa capacidade interpretativa e o resultado é um show sedutor. Fafá vai da intensidade emocional de Leilão à leveza da Canção Passarinho com a mesma habilidade. O show é excelente e sinaliza que Fafá deve de vez em quando dar um mergulho em águas regionais.
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29 de Maio de 2009 | 18:54
O CD rejeitado de Mariano 
Cantor abre selo Nau com edição de disco recusado pelo executivo que comandava a EMI em 2004
A foto que estampa a capa do novo CD de Pedro Mariano é antiga. Foi feita em 2004. A opção foi intencional. É que o disco, Incondicional, é um trabalho finalizado em 2004 que não chegou às mãos do consumidor porque uma troca na diretoria da gravadora EMI Music provocou a rejeição do álbum, já finalizado e pronto para ir para a fábrica. Cinco anos e uma insignificante passagem pela Universal Music depois, Mariano abre selo, Nau, para editar o disco. E fez questão de lançar o CD com as fotos feitas para o material gráfico original.
A audição do CD deixa claro que houve muito barulho interno por quase nada. O bom disco tem uma pegada pop e um suingue que inexistiam nos trabalhos anteriores do artista. Mas, em essência, o universo de Incondicional é o mesmo pelo qual Mariano transita desde que foi projetado na virada dos anos 2000, na leva de artistas contratados pela hoje anêmica gravadora Trama. Mariano chegou a fazer algum sucesso nas rádios voltadas para o segmento rotulado de adulto contemporâneo. Ele é filho de Elis Regina (1945 - 1982), mas, ao se lançar como cantor, não sofreu comparações como sua irmã, Maria Rita.
O repertório, embora não seja coeso, oferece bons momentos. Vale a pena ouvir Simplesmente, uma canção de Samuel Rosa com Chico Amaral que tem tudo para ser hit nacional se entrar na trilha de uma novela ou começar a tocar na rádio (a propósito, a obra composta por Samuel fora do Skank já renderia um grande disco). Vale a pena ouvir também Colorida e Bela, obra-prima de Jair Oliveira, cantor e compositor que despontou na mesma turma que Mariano. Colorida e Bela somente não causa mais impacto porque já foi gravada pelo próprio Mariano. Sim, ao se transferir magoado da EMI para a Universal Music, o cantor fez um registro ao vivo de show em cujo roteiro incluiu quatro músicas do disco rejeitado. Colorida e Bela é uma delas. Quase Amor, de Jorge Vercillo, foi outra. Já Próxima Atração, parceria de Lulu Santos com Marcos Valle, permanecia inédita. A música exemplifica o suingue que banha boa parte do repertório do álbum.
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ezequiel 21 de Fevereiro de 2010 | 00:46
não importa se rejeitem ou aceitem importante é que mariano faz um ótimo trabalho e possui uma excelente voz.
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29 de Maio de 2009 | 14:47
Sinal verde para o blu-ray 
Indústria fonográfica brasileira já aposta no vídeo de alta definição. Gravações ao vivo de Stevie Wonder e Diana Krall saem no formato
Assim como a indústria do cinema, o mercado fonográfico entra na era da alta definição e começa a apostar no blu-ray. A gravadora Universal Music já se prepara para lançar nos próximos dias no Brasil, no novo formato, os atuais registros de shows de Stevie Wonder (Live at Last, gravado em arena de Londres em duas apresentações da turnê A Wonder Summer's Night) e de Diana Krall (Live in Rio, captado em 1º de novembro de 2008 na casa carioca Vivo Rio). Estes títulos vem se somar aos vários blu-rays já editados pela Sony Music, a gravadora que, por ora, mais aposta no formato. A Sony já pôs à venda no mercado nacional blu-rays de John Mayer (Where the Light Is - Live in Los Angeles), Celine Dion (A New Day - Live in Las Vegas) Justin Timberlake (FutureSex / Lovershow - Live from Madison Square Garden ) e do brasileiríssimo Roberto Carlos (En Vivo, que registra show gravado em Miami). Salvo algum imprevisto mercadológico, o blu-ray vai mesmo substituir o DVD. Contudo, a transição deverá ser lenta. Primeiro, porque o preço dos aparelhos ainda está alto (o de uma marca conhecida ultrapassa os R$ 1 mil). Segundo, porque o preço do blu-ray em si - cerca de R$ 90 - ainda está pouco atraente para o público de classe média que consome regularmente DVDs. Nos próximos anos, portanto, DVDs e blu-rays ainda vão conviver harmoniosamente nas prateleiras. Contudo, um fator pode apressar a popularização do vídeo de alta definição: o aparelho de blu-ray toca também DVD. Em bom português, ninguém vai precisar aposentar suas coleções de DVDs como aconteceu na passagem do vinil para o CD. E, de mais a mais, tudo caminha para a alta definição. E não é por acaso que já há artistas, como Ritchie, gravando projetos (Outra Vez - Ao Vivo no Estúdio) já idealizados para edição em blu-ray.
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28 de Maio de 2009 | 10:34
Rita Lee ainda é a maior diversão 
Roqueira lança CD e DVD com a gravação ao vivo do show Pic Nic. Roteiro inclui duas inéditas e subversão gaiata de 'I Want to Hold your Hand'
Já há alguns DVDs com registros de shows de Rita Lee no mercado. Mas, para quem gosta mesmo da roqueira, há encantos no Multishow ao Vivo que Rita está lançando em CD e DVD pela gravadora Biscoito Fino. O título é outro, mas a gravação é a do show Pic Nic que estreou no Rio em janeiro de 2008. E o fato é que o Pic Nic é divertido. Mas, no caso, deve ser curtido preferencialmente no DVD, para que se possa apreciar todo o jogo de cena armado por Rita no palco. O clima noir de Vítima já vale o vídeo. E na zorra cabe também uma (sub)versão gaiata de I Want to Hold your Hand, o rock dos Beatles que virou um forró intitulado O Bode e a Cabra. Rita faz o número tocando triângulo e com chapéu de cangaceiro. Entre duas inéditas que não fazem jus ao histórico da compositora que soube misturar rock e carnaval, Se Manca e Insônia, há hits como Cor-de-Rosa Choque (costurada no roteiro com Todas as Mulheres do Mundo pela linha de orgulho feminino que une as letras) e Baby (uma evocação de seu passado tropicalista que cita Domingo no Parque). Enfim, Rita Lee ainda é garantia de diversão.
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27 de Maio de 2009 | 19:09
As 'meninas maravilhosas' de Roberto 
Fafá, Nana, Marília, Ana Carolina, Zizi e Alcione brilharam no show que celebrou a obra do 'Rei' em 20 vozes femininas. TV Globo exibe o espetáculo no dia 31
Visivelmente feliz, Roberto Carlos saudou as 20 cantoras do elenco do show Elas Cantam Roberto - realizado ontem, 26 de maio, no Theatro Municipal de São Paulo - como "meninas maravilhosas". Com exceção de Sandy (que reviveu As Canções que Você Fez pra mim em tom juvenil) e de Luiza Possi (que se aventurou pelo italiano de Canzone per te em dueto com a mãe, Zizi), nenhuma intérprete do show pode mais ser chamada de menina sem licença poética. Mas algumas foram, de fato, maravilhosas. Fafá de Belém entrou em sintonia com o tom sentimental do cancioneiro do Rei ao reviver Desabafo. Hebe Camargo surpreendeu pelo fraseado elegante e doce com que entoou Você Não Sabe. Fiel ao passado teatral, Marília Pêra apostou na dramaticidade de 120...150...200 Km por Hora enquanto Paula Toller passou em baixa velocidade pel'As Curvas da Estrada de Santos. Já Nana Caymmi destilou fino sentimento em Não se Esqueça de mim. Por sua vez, Adriana Calcanhotto dispensou toda a pompa orquestral e rebobinou Do Fundo do meu Coração sozinha com seu violão personalíssimo ao passo que Ana Carolina pôs sua "voz tamanha" a serviço de Força Estranha. E Marina Lima, à meia-voz, impôs sua personalidade a Como 2 e 2. Entre erros e acertos, o show transcorreu mecanizado, mas quase sempre interessante. E nem tudo foi romantismo. Daniela Mercury pecou até pelo excesso de eletricidade em Se Você Pensa. Fernanda Abreu fez pregação pacifista ao encarar Todos Estão Surdos. Mart'nália pôs samba e charme em Só Você Não Sabe, única música desconhecida do roteiro (foi gravada de forma obscura por Roberto em 1989). Na contramão da espontaneidade da filha de Martinho da Vila, Zizi Possi esbanjou classe em Proposta. Quer conferir? É só sintonizar a TV Globo no domingo, após o Fantástico. Ou então esperar o DVD que vai ser editado em breve.
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26 de Maio de 2009 | 15:32
Discos absolvem Wilson Simonal 
Sucesso de documentário sobre cantor motiva edição de coletânea e relançamento de caixa com álbuns de sua fase áurea
Uma explosiva mistura de voz, suingue, arrogância e alegria produziu nos anos 60 um dos artistas mais interessantes da música brasileira: Wilson Simonal (1938 – 2000). Em cartaz nos cinemas, o ótimo documentário Ninguém Sabe o Duro que Dei inebria público e crítica ao recontar com maestria a história até então mal-contada do (suposto) envolvimento do cantor com agentes da repressão do governo militar. Mas para que 2009 seja o ano da absolvição de Simonal é preciso que o Brasil volte a ouvir suas gravações. Os filhos do artista, Max de Castro e Wilson Simoninha, preparam coletânea dupla que vai ser editada pela Som Livre com fonogramas de todas as fases da discografia de Simonal. E, verdade seja dita (pois essa nem o filme diz), o mau passo político de 1971 não calou de imediato sua voz. O cantor carioca gravou álbuns em 1972, 1973, 1975, 1977 e 1979. O que houve foi o silêncio combinado da mídia. E foi este silêncio que aniquilou Simonal. Em tempos pré-internet, gravar um disco sem divulgação nos jornais e nas rádios era o mesmo que não gravar. Mas o que pode reabilitar mesmo Simonal é o lançamento – prometido pela EMI Music – da caixa que reúne todos os discos feitos pelo cantor para a Odeon. Foi nessa companhia, entre 1961 e 1971, que Simonal deixou obra à altura de seu talento. Os quatro volumes da série Alegria! Alegria! exemplificam o tom esfuziante de Simonal, cantor de balanço e orgulho ímpares. Gravações como as de “Sá Marina”, “País Tropical” e “Meu Limão, meu Limoeiro” continuam, quarenta anos depois, repletas de suingue e frescor. É fato que o movimento auto-intitulado Pilantragem foi insignificante na história da música popular brasileira – como Sérgio Cabral tem coragem de dizer em alto e bom som no documentário – mas a música de Wilson Simonal continua cheia de significado. Valor que a edição da coletânea e o relançamento da caixa com os álbuns da Odeon poderão atestar tão logo cheguem às lojas. O filme ora em cartaz não inocenta Simonal e tampouco o culpa. A absolvição real – vale repetir – vai acontecer somente quando o Brasil ouvir sem ranço ou culpa as gravações do lendário cantor.
Leia mais
> Simonal redimido
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26 de Maio de 2009 | 01:20
Elas cantam e celebram Roberto 
Show que acontece nesta terça-feira, em São Paulo, reúne nomes com Adriana Calcanhotto, Marina Lima, Fernanda Abreu, Zizi Possi, Mart'nália e Ana Carolina
Não tem Maria Bethânia e tampouco Marisa Monte. Gal Costa também é uma ausência sentida. Mesmo assim, as emoções deverão ser fortes e reais no show Elas cantam Roberto, programado para esta terça-feira, 26 de maio, no Teatro Municipal de São Paulo. Elas são Adriana Calcanhotto, Alcione, Ana Carolina, Celine Imbert, Claudia Leitte, Daniela Mercury, Fafá de Belém, Fernanda Abreu, Hebe Camargo, Ivete Sangalo, Luiza Possi, Marília Pêra, Marina Lima, Mart'nália, Nana Caymmi, Paula Toller, Rosemary, Sandy, Wanderléa e Zizi Possi. Roberto é, claro, Roberto Carlos, o cantor que permanece entronizado na preferência popular há mais de quatro décadas. Mas, nas contas oficiais, já são 50 anos de carreira (de fato, Roberto gravou seu primeiro disco em 1959, quando ainda imitava – ou achava que imitava - João Gilberto). E é por esses 50 anos que o eclético elenco feminino se junta hoje para celebrar um cancioneiro que já está no inconsciente coletivo do Brasil. O evento faz parte do ciclo ItáuBrasil. Até março de 2009, Roberto vai correr o país com turnê iniciada em 19 de abril, dia de seu aniversário, na cidade natal de Cachoeiro de Itapemirim (ES). No meio do caminho, shows especiais como o de hoje – e como o espetáculo programado para agosto em que bandas de rock vão festejar a obra do compositor-líder do primeiro movimento pop nacional (a Jovem Guarda, mora?) – vão ser gravados para exibição na TV Globo (o das cantoras vai ao ar no dia 31 de maio) e edição em CD e em DVD. Se tudo der certo, no fim do ano ainda tem o prometido disco de inéditas. Elas vão cantar Roberto do seu jeito. Fernanda Abreu pescou uma pérola gospel do início dos anos 70, Todos Estão Surdos. Marina Lima acatou a sugestão do Rei e vai cantar Como Dois e Dois, a música dada por Caetano Veloso para Roberto. Alcione soltará o vozeirão em Sua Estupidez. As estrelas do axé – Daniela Mercury, Claudia Leitte e Ivete Sangalo – vão de Se Você Pensa, Falando Sério e Não Vou Ficar, respectivamente. Zizi Possi embarca no romantismo de Proposta e volta a cantar em italiano para reviver Canzone per Te em dueto com a filha, Luiza Possi. Enfim, tem cantoras para todos os gostos. Inclusive uma atriz, Marília Pêra, e uma apresentadora de TV, Hebe Camargo. A diretora Monique Gardenberg trabalha para pôr ordem na casa. Mas uma coisa já é certa: o Rei só vai dar as caras no palco lá no fim do show para um anunciado, mas sigiloso, gran finale.
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25 de Maio de 2009 | 14:04
Nando Reis assume o romantismo pop 
Álbum de inéditas do ex-titã, Drês, chega às lojas esta semana, puxado pela canção 'Ainda Não Passou', e traz dueto com Ana Cañas entre faixas com guitarras
Nando Reis está se tornando a melhor tradução de Roberto Carlos no universo pop. A julgar pela despudoradamente romântica canção Ainda Não Passou, eleita pela gravadora Universal Music para puxar o álbum de inéditas que o ex-titã lança esta semana, Drês, Reis segue os passos do Rei. Algo que já havia sido detectado por ouvidos mais sensíveis em seu álbum anterior, Sim e Não. Consta, a propósito, que a construção desse particular universo autoral foi um dos fatores que levou o cantor a se separar dos Titãs, numa saída inicialmente ruidosa, mas cujas feridas já parecem cicatrizadas. O CD Drês foi gravado com o fiel grupo de Nando, Os Infernais. Entre inéditas como Mil Galáxias e Mosaico Abstrato, há um dueto do cantor com Ana Cañas - a intérprete lançada pela Sony Music em 2007 - na faixa Pra Você Guardei o Amor. O álbum deverá ter um clima bem romântico e familiar. Há música (Conta) feita por Nando para sua mãe, Cecília, e também uma canção composta em tributo à filha Sophia, Só pra So. Mesmo quando a pegada é roqueira, como na faixa de abertura (Hi, Dri!), o romantismo dá o tom entre a guitarra tocada furiosamente por Carlos Pontual, co-produtor do disco. "Enquanto houve luz os meus olhos não vão parar de procurar os olhos teus", canta Nando na faixa. Detalhe: a regravação de Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás - sucesso de Raul Seixas em 1976, revivido por Reis este ano sob encomenda para a trilha sonora da novela Caminho das Índias - não entrou no disco. Nem mesmo como faixa-bônus. Drês apresenta somente doze inéditas de autoria de Nando Reis. A capa - feita com a técnica da arte de colagem - é assinada pelo jovem artista plástico Sesper. Já o material de divulgação, inclusive a foto que ilustra esse post, é de autoria do Fábio Bitão.
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23 de Maio de 2009 | 10:01
O poder aglutinador de Ivete Sangalo 
Cantora recebe Maria Bethânia, Marcelo Camelo e Lulu Santos no CD e DVD Pode Entrar, nas lojas do Brasil e de Portugal em junho
Cantora que reina no universo popular da música afro-baiana, mais conhecida como axé music, Ivete Sangalo mostra seu poder aglutinador no CD e DVD que lança no início de junho dentro da série Multishow Registro. Um dos prováveis campeões de vendas do ano, com lançamento já agendado em Portugal, o projeto Pode Entrar reúne convidados de universos musicais díspares. No estúdio montado em sua casa, em Salvador (BA), a intérprete recebeu colegas como Maria Bethânia, Marcelo Camelo e Lulu Santos. Com Bethânia, que em 1994 incluiu um sucesso da Banda Eva (Adeus, Bye Bye) no roteiro de seu show As Canções que Você Fez pra mim, Ivete canta uma música inédita de Carlinhos Brown (outro convidado do disco), Muito Obrigado, Axé. Com Lulu, a artista traz Brumário - música que Lulu lançou num de seus álbuns mais incompreendidos, Popsambalanço e Outras Levadas (1989) - para a levada do samba-reggae, ritmo-base dos blocos afros da Bahia. Já o inusitado dueto com Marcelo Camelo acontece numa canção, Teus Olhos, composta especialmente pelo artista para Ivete. Fato que nem causa tanta surpresa assim se for levado em conta que Camelo já transitou por universo musical mais populista ao participar do Acústico MTV de Sandy & Junior. É o mesmo universo pelo qual Ivete também passeia. Tanto que o grupo Aviões do Forró - conhecido somente no circuito nordestino - também participa do projeto da baiana na faixa Sintonia e Desejo, de autoria de Ivete com Gigi. Goste-se ou não de Ivete Sangalo, e ela é alvo de amores e ódios intensos, é inegável a capacidade da artista de conciliar num mesmo projeto artistas de origens e sons tão diversos.
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