30 de Junho de 2009 | 00:50
A vez da cantora Joyce 
Compositora vai lançar em julho 'Slow Music', disco com canções de amor agridoce. No repertório, há músicas de Marcos Valle, Chico Buarque e Sueli Costa
Embora seja conhecida e reverenciada no meio musical por conta de sua produção como compositora, Joyce Moreno volta e meia lança um disco de intérprete. Slow Music, que sai em julho pela Biscoito Fino, é projeto acalentado há dez anos pela autora de Feminina. Trata-se de um disco de canções de amor de tom agridoce, urdido com pausas e silêncios. Não por acaso, o CD é dedicado a João Gilberto, mestre da economia vocal, incansável na busca da essência de uma música. Joyce segue por essa trilha ao cantar músicas de Chico Buarque (Samba do Grande Amor), Sueli Costa (Amor Amor, a pérola poética letrada por Cacaso e gravada por Maria Bethânia em 1976) e Marcos Valle (O Amor É Chama, parceria de Marcos com o irmão Paulo Sérgio Valle). A compositora não some de vez. É de Joyce a faixa-título, por exemplo. Mas é a cantora que mostra seus dotes em Slow Music.
Nome:
Email:
Comentário:
Normas de publicação: A Saraiva se reserva
o direito de impedir a publicação de comentarios ofensivos ou que contenham linguagem
inapropriada.
Nome:
Email:
Nome do Amigo:
Email do Amigo:
Comentário:
25 de Junho de 2009 | 18:19
A leveza de Regina Spektor 
Cantora, compositora e pianista soviética tem seu quinto álbum, 'Far', lançado no Brasil. É o disco mais pop dessa artista de aura 'cult'
Regina Spektor já tem cinco discos lançados. Mas o público brasileiro começou a notar o som dessa cantora, compositora e pianista soviética (radicada em NY) a partir de seu último álbum, Begin to Hope, editado em 2006. Por isso, a Warner Music já se apressou para lançar no mercado nacional o quinto CD de Spektor, Far, nas lojas de todo mundo desde terça-feira passada, 23 de junho. O álbum é o mais pop da artista. A sequência inicial - com The Calculation, Eet e Blue Lips - é especialmente irresistível. Com letras inteligentes e uma sonoridade pautada pela leveza, Spektor fez um disco fofo que tem tudo para cativar os consumidores de Begin to Hope.

Nome:
Email:
Comentário:
Normas de publicação: A Saraiva se reserva
o direito de impedir a publicação de comentarios ofensivos ou que contenham linguagem
inapropriada.
Nome:
Email:
Nome do Amigo:
Email do Amigo:
Comentário:
24 de Junho de 2009 | 17:13
Mutantes em eterna mutação 
Sem Arnaldo Baptista, mas com Sergio Dias e a nova vocalista Bia Mendes, grupo se prepara para lançar nos EUA 'Haih', seu primeiro CD de estúdio desde 1974
Foram 35 anos sem lançar um CD de estúdio, mas o jejum vai ser quebrado pelo grupo Os Mutantes em 8 de setembro de 2009, data agendada pelo selo norte-americano anti- para lançar, em princípio somente nos Estados Unidos, o novo álbum do grupo, Haih.
Ainda sem previsão de lançamento no Brasil, o disco traz a participação de Tom Zé na faixa Anagrama, uma das seis músicas compostas por ele com o guitarrista Sérgio Dias Baptista, o único remanescente da formação original e clássica do trio. Arnaldo Baptista participou do revival de 2006 (que gerou DVD e CD ao vivo com Zélia Duncan no posto de vocalista atualmente ocupado por Bia Mendes), mas pulou fora do grupo no ano seguinte. Rita Lee continua brigada com os irmãos Baptista desde os anos 70.
Sem Arnaldo, Sérgio Dias se escorou na presença do colega tropicalista Tom Zé para compor metade do repertório de Haih. Além de Anagrama, Sérgio e Zé assinam temas como Dois Mil e Agarraum (faixa que traz a participação de Mike Patton, vocalista do grupo Faith No More) Samba do Fidel e Querida, Querida. Jorge Ben Jor - de quem os Mutantes gravaram Minha Menina em seu primeiro álbum, de 1968 - contribui com a inédita O Careca. Já Erasmo Carlos assina, com a nova vocalista Bia Mendes, Singing the Blue.
Resta aguardar setembro - ou agosto, mês em que o disco já deverá ter vazado na internet - para conferir se o novo repertório dos Mutantes está à altura do grupo criativo que deu identidade ao rock brasileiro.
Nome:
Email:
Comentário:
Normas de publicação: A Saraiva se reserva
o direito de impedir a publicação de comentarios ofensivos ou que contenham linguagem
inapropriada.
Nome:
Email:
Nome do Amigo:
Email do Amigo:
Comentário:
22 de Junho de 2009 | 17:58
O segundo de Céu 
Sucesso nos EUA, cantora brasileira lança em 7 de julho seu esperado segundo álbum, 'Vagarosa', antecipado por um bom EP, 'Cangote'
Da geração de cantoras projetadas nos anos 2000, Céu é uma das que conseguiu maior prestígio. Inclusive fora do Brasil. Tudo por conta de um único álbum, Céu, editado em 2005 no mercado nacional e, um ano depois, nos Estados Unidos, país onde a artista é vinculada à gravadora Six Degrees. Daí a expectativa com o segundo álbum da cantora, Vagarosa, cujo lançamento está programado para 7 de julho no exterior. No Brasil, o disco - que tem o dedo de Beto Villares na produção e a participação de Luiz Melodia - chega às lojas no fim de julho, distribuído pela gravadora Universal Music. A julgar pelo EP Cangote, editado nos EUA como uma prévia do CD, Vagarosa vai manter o culto em torno de Céu. Temas como Visgo de Jaca e Bubuia estão impregnados de uma brasilidade contemporânea. O repertório é essencialmente de autoria da própria Céu, mas inclui regravação de uma música obscura de Jorge Ben Jor (aliás, do tempo em que ele era Jorge Ben). Trata-se de Rosa Menina Rosa, tema lançado por Jorge em 1963 em seu antológico primeiro LP, Samba Esquema Novo. Fique atento, pois você vai ouvir falar muito de Céu até o fim do ano.
Nome:
Email:
Comentário:
Normas de publicação: A Saraiva se reserva
o direito de impedir a publicação de comentarios ofensivos ou que contenham linguagem
inapropriada.
Nome:
Email:
Nome do Amigo:
Email do Amigo:
Comentário:
21 de Junho de 2009 | 10:07
Caetano Veloso encaixotado 
Discos lançados pelo artista entre 1983 e 1994 são reeditados no terceiro 'box' da coleção 'Quarenta Anos Caetanos', com direito a CD com gravações raras
Desde que lançou seu primeiro álbum (Domingo, dividido em 1967 com Gal Costa), Caetano Veloso passou a figurar na linha de frente da chamada MPB. Seus discos sempre foram dissecados na mídia e, não raro, provocaram polêmicas que deram status e prestígio ao artista. Mas o fato - desconhecido por muitos fãs do inquieto compositor - é que Caetano somente começou a se tornar um cantor rentável para a indústria fonográfica (no caso, para a gravadora hoje denominada Universal Music) a partir dos anos 80. É essa fase popular da discografia do artista que foi embalada na caixa 83-94. Trata-se da terceira das quatro caixas programadas dentro da coleção Quarenta Anos Caetanos, idealizada para celebrar os 40 anos do artista na mesma gravadora, completados em 2007 (um caso raro no mercado fonográfico brasileiro, diga-se, comparável somente à fidelidade do saudoso cantor Nelson Gonçalves à extinta RCA).
A caixa 83-94 era para ter sido lançada ainda em 2007, mas um atraso no cronograma da coleção fez com que a caixa chegasse às lojas somente neste mês de junho de 2009, reunindo dez álbuns de Caetano e uma coletânea com gravações raras, intitulada Certeza da Beleza. Todos os discos estão sendo reeditados com som remasterizado (em alguns casos, com a remixagem feita para a caixa Todo Caetano, editada em 2002). A arte gráfica dos LPs originais também foi preservada. Mas vale ressaltar que, nos casos dos dois títulos já lançados com capricho em CD (Tropicália 2 e Fina Estampa, de 1993 e 1994, respectivamente), a arte gráfica original supera as das atuais reedições.

Capas à parte, os álbuns expõem a pluralidade que norteou a obra de Caetano entre 1983 e 1994. Se Uns (1983) é um disco festivo e solar, Velô (1984) se impôs pela sonoridade roqueira que começava a imperar nas rádios e no próprio mercado graças ao surgimento de bandas como Blitz e Barão Vermelho. Caetano soube saudar de imediato o rock que invadia todas as praias brasileiras, mas nem por isso mudou sua personalidade. Totalmente Demais (1986) e Caetano Veloso (1986) são álbuns gêmeos, gravados no mesmo ano no estilo voz-e-violão. A diferença é que o primeiro foi gravado ao vivo para o Brasil enquanto o segundo é um registro de estúdio idealizado para o mercado dos EUA que somente em 1990 seria lançado no mercado nacional. Nesse meio tempo, Caetano já tinha expiado as dores pela morte do pai (José) no tristonho Caetano (1987) e mergulhado novamente em águas tropicalistas em Estrangeiro (1989). A estes discos seguiram-se o contundente Circuladô (1991), o encontro com Gilberto Gil em Tropicália 2 (1993) e uma releitura chique do cancioneiro hispânico em Fina Estampa (1994).
Nome:
Email:
Comentário:
Normas de publicação: A Saraiva se reserva
o direito de impedir a publicação de comentarios ofensivos ou que contenham linguagem
inapropriada.
Nome:
Email:
Nome do Amigo:
Email do Amigo:
Comentário:
20 de Junho de 2009 | 12:05
Ney entre o palco e o estúdio 
Enquanto termina a turnê do show Inclassificáveis, Ney Matogrosso começa a gravar CD com o repertório de seu novo espetáculo, Beijo Bandido
Prestes a completar 68 anos, em agosto, Ney Matogrosso continua com vitalidade juvenil. Nem bem terminou a turnê nacional do show Inclassificáveis, espetáculo de tom imperativo no qual voltou a vestir fantasias, o intérprete começou a gravar em estúdio o repertório de um novo show, Beijo Bandido, no qual se apresenta de cara limpa. Este outro show foi apresentado somente duas vezes, em Santos (SP), em dezembro de 2008, e no Teatro Tom Jobim (RJ), em janeiro. Mas vai voltar à cena quando sair o CD, que tem arranjos do pianista Leandro Braga.

Eis o repertório do novo disco do cantor:
1. Tango pra Teresa (Jair Amorim e Evaldo Gouveia)
2. Segredo (Herivelto Martins e Marino Pinto)
3. Fascinação (F. D. Marchetti e M. de Feraudy - Versão de Armando Louzada)
4. Invento (Vitor Ramil)
5. De Cigarro em Cigarro (Luiz Bonfá)
6. A Bela e a Fera (Chico Buarque e Edu Lobo)
7. A Distância (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
8. Tema de Amor de Gabriela (Tom Jobim)
9. Veleiros (Heitor Villa-Lobos e Dora Vasconcellos)
10. Doce de Coco (Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho)
11. Medo de Amar (Vinicius de Moraes)
12. Bicho de Sete Cabeças (Geraldo Azevedo)
13. As Ilhas (Astor Piazzolla e Geraldo Carneiro)
14. Poema dos Olhos da Amada (Vinicius de Moraes)
15 Mulher sem Razão (Cazuza, Dé e Bebel Gilberto)
Nome:
Email:
Comentário:
Normas de publicação: A Saraiva se reserva
o direito de impedir a publicação de comentarios ofensivos ou que contenham linguagem
inapropriada.
Nome:
Email:
Nome do Amigo:
Email do Amigo:
Comentário:
19 de Junho de 2009 | 17:33
Romance à moda de Fagner 
Cantor celebra 60 anos de vida com o lançamento do CD 'Uma Canção no Rádio', em que apresenta parcerias com Chico César, Zeca Baleiro e Gabriel O Pensador
A reunião de Fagner com o rapper carioca Gabriel O Pensador parece improvável, mas aconteceu. O Pensador é co-autor e convidado de Martelo, uma das faixas do álbum de inéditas com que o artista cearense festeja seus 60 anos de vida - a serem completados em outubro. Uma Canção no Rádio é o título do disco e da nova parceria de Fagner com Zeca Baleiro, com quem dividiu um incensado CD editado em 2003.
Além da colaboração de Gabriel O Pensador, há outros pontos de renovação no disco. Fagner inaugura parceria com Chico César em Farinha Comer e, pela primeira vez, trabalha com o produtor Clemente Magalhães, mais ligado ao universo pop. Contudo, a intenção do intéprete é se renovar sem se afastar do estilo que o consagrou e que lhe garante público fiel. Uma Canção no Rádio é disco de caráter romântico, explicitado em faixas como Amor Infinito e Regra do Amor, da lavra do compositor Oliveira do Ceará. E esse romantismo é cantado vez por outra com o balanço nordestino. Me Dá meu Coração, tema já conhecido nos forrós da região e coincidentemente regravado por Elba Ramalho no recente CD Balaio de Amor, exemplifica essa vertente mais popular da obra de Fagner. Suas canções são para tocar no rádio. E tocar os corações.
Nome:
Email:
Comentário:
Normas de publicação: A Saraiva se reserva
o direito de impedir a publicação de comentarios ofensivos ou que contenham linguagem
inapropriada.
Nome:
Email:
Nome do Amigo:
Email do Amigo:
Comentário:
18 de Junho de 2009 | 08:59
Banho de cheiro e de forró 
Universal Music reedita quatro títulos expressivos da discografia de Elba Ramalho para celebrar os 30 anos de carreira fonográfica da cantora
Elba Ramalho está completando 30 anos de carreira fonográfica. Seu novo CD Balaio de Amor - recém-lançado pela Biscoito Fino - festeja a data com um punhado de xotes e baiões de pegada romântica e popular. Mas a Universal Music, que detém parte expressiva da obra da cantora, também entra no embalo da festa e repõe em catálogo quatro títulos da discografia de Elba. Alegria (1982), Coração Brasileiro (1983), Do Jeito que a Gente Gosta (1984) e Fogo na Mistura (1985) voltam ao catálogo em edições remasterizadas com tecnologia de última geração. São nestes discos que estão as gravações originais de Banho de Cheiro, Toque de Fole e De Volta pro Aconchego. Eles representam a fase de maior popularidade da cantora e suas reedições são um verdadeiro presente para os fãs de Elba (acima em foto recente de Renato Filho). Os quatro títulos estarão nas lojas ainda em junho.
Nome:
Email:
Comentário:
Normas de publicação: A Saraiva se reserva
o direito de impedir a publicação de comentarios ofensivos ou que contenham linguagem
inapropriada.
Nome:
Email:
Nome do Amigo:
Email do Amigo:
Comentário:
16 de Junho de 2009 | 17:56
Diogo grava com Chico 
Já dono de público fiel, o filho de João Nogueira finaliza seu segundo disco com a voz e um samba inédito feito pelo compositor com Ivan Lins
O segundo disco de Diogo Nogueira, Tô Fazendo a Minha Parte, já estava indo para a fábrica quando a gravadora EMI Music deu uma ordem do tipo: 'Parem as Máquinas!". É que ninguém menos do que Chico Buarque acenou com um samba inédito para o CD. Sou Eu é uma parceria de Chico com Ivan Lins, iniciada em 2005 com Renata Maria, a canção pedida e gravada por Leila Pinheiro. Chico - que foi amigo e companheiro de peladas do pai de Diogo, o sambista João Nogueira (1941 - 2000) - não somente deu o samba ao rapaz como pôs sua voz na faixa.
Nas lojas no início de julho, o disco é o primeiro feito por Diogo em estúdio. O cantor estreou no mercado fonográfico em 2007 com CD e DVD gravados ao vivo. E logo conquistou público fiel, sobretudo o feminino. Mas Diogo Nogueira não é apenas o novo galã do samba. Ele vem se impondo como compositor no disputado mundo das escolas de samba. Basta dizer que, nos três últimos anos, a Portela desfilou com samba-enredo que traz Diogo na co-autoria.
Nome:
Email:
Comentário:
Normas de publicação: A Saraiva se reserva
o direito de impedir a publicação de comentarios ofensivos ou que contenham linguagem
inapropriada.
Nome:
Email:
Nome do Amigo:
Email do Amigo:
Comentário:
15 de Junho de 2009 | 17:46
As novas de Pitty 
Roqueira grava seu terceiro álbum de inéditas em São Paulo, influenciada pelo som da gravadora Motown e pela psicodelia dos anos 60
Com o apoio da MTV, Pitty se tornou nesta década uma das principais referências para o público que consome o rock brasileiro produzido pós-ano 2000. Bastaram dois álbuns de estúdio - Admirável Chip Novo (2003) e Anacrônico (2005) - para afirmar o estilo da artista, projetada na cena roqueira baiana como integrante da banda de rock Inkoma. Estilo no qual Pitty pretende mexer levemente em seu terceiro álbum de inéditas, em fase de gravação em São Paulo (a foto de Caroline Bittencourt expõe um flagrante de Pitty no estúdio). Sem abandonar o rock pesado, repisado em temas com Medo, a artista experimenta sonoridades dançantes na faixa Fracasso, evoca ligeiro clima de bolero em Sob o Sol (parceria com Fábio Magalhães, da banda indie baiana Cascadura) e arrisca tons psicodélicos em algumas faixas. Me Adora (recado aos críticos que alfinetam seu sucesso), Rato na Roda, Água Parada e 8 ou 80 figuram na atual safra de inéditas da compositora. A Deckdisc - gravadora carioca que apostou na carreira solo de Pitty desde seu primeiro álbum - planeja pôr o CD no mercado em agosto. Como de praxe, a produção é assinada por Rafael Ramos.
Nome:
Email:
Comentário:
Normas de publicação: A Saraiva se reserva
o direito de impedir a publicação de comentarios ofensivos ou que contenham linguagem
inapropriada.
Nome:
Email:
Nome do Amigo:
Email do Amigo:
Comentário: