24 de Agosto de 2009 | 18:29
Leo Maia puxou ao pai, Tim 
Em seu terceiro CD, 'Sopro do Dragão, o filho do 'Síndico' cruza o suingue das gafieiras com o balanço dos bailes do movimento Black Rio
Leo Maia não nega a raça. Filho de Tim Maia (1942 - 1998), ele segue com propriedade os passos do pai em seu terceiro CD, Sopro do Dragão, nas lojas neste mês de agosto com o selo da LGK Music e a distribuição da Som Livre. No disco, o artista evoca o balanço das gafieiras - não por acaso, duas das 14 faixas são intituladas Bendita Gafieira e Ela Dança Gafieira - sem deixar de lado as levadas do funk e do soul que imperavam nos bailes da pesada que agitavam os subúrbios e as periferias cariocas nos anos 70, época áurea do movimento Black Rio.
Essa herança é perceptível em músicas como I Go, I Go, parceria de Leo com Cássio Calazans. Leo, a propósito, assina nove músicas no repertório majoritariamente inédito e autoral. O funk Amor à Moda Antiga, parceria do artista com Seu Jorge, atesta que o jovem artista é legítimo discípulo do suingue black. Da lavra alheia, vale destacar Revanche - balada assinada por ninguém menos do que Hyldon, expoente da geração soul dos anos 70 que foi capitaneada por Tim Maia - e Homem do Espaço, tema antigo de um dos reis do suingue nacional, Jorge Ben Jor, regravado com muita propriedade por Leo Maia em Sopro do Dragão.
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23 de Agosto de 2009 | 16:30
Rosenblit de bem com a música 
Compositor reúne nomes como Lenine, Joyce, Zé Renato, Zélia Duncan e Ney Matogrosso em CD de ambiência carioca que gravita em torno da Bossa Nova
Você provavelmente não sabe quem é Alberto Rosenblit. Mas certamente já ouviu a música desse compositor que trabalha há cerca de 15 anos como produtor musical da Rede Globo. É Rosenblit o autor das trilhas incidentais de várias novelas da emissora carioca. Entre elas, A Favorita, exibida em 2008. Cabe a ele criar aqueles temas instrumentais que realçam as emoções das tramas. Fora desse universo, Rosenblit é compositor influenciado pela Bossa Nova. E é essa referência que se espalha pelas 11 faixas do CD que o artista está lançando, De Bem com a Vida. Como não é cantor, o compositor recrutou respeitável time de intérpretes para cantar suas músicas. O álbum conta com adesões de Ivan Lins (em Leblon), Zélia Duncan (em Beco das Garrafas), Lenine (cujos vocalises adornam Pororoca), Joyce (na faixa-título), Zé Renato (Na Rua Sol Maior, tema de clima camerístico) e Ney Matogrosso (intérprete do choro-canção Pixinguinha Morreu de Rir). De Bem com a Vida está sendo editado pela gravadora Dabliú Discos.
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22 de Agosto de 2009 | 17:41
O show antropofágico da baiana 
Fiel ao lema tropicalista, Daniela Mercury 'deglute' Raul Seixas, Chico Buarque e Legião Urbana no show 'Canibália', inspirado no inédito CD homônimo
O canto da cidade do Rio de Janeiro neste fim de semana é o de Daniela Mercury. A cantora baiana estreou no Canecão, na noite de ontem, o show Canibália, pontapé inicial de um projeto ambicioso que prevê CDs, DVDs, filmes e exposição. Em sintonia com a antropofagia estética pregada pelos modernistas em 1922 e pela Tropicália nos anos 60, a artista deglute múltiplas referências num roteiro que inclui sucessos de Chico Buarque (O que Será? - numa batida seca de textura eletrônica), Belchior (Como Nossos Pais, referência a Elis Regina, intérprete da música em 1976), Raul Seixas (Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás) e Legião Urbana (Tempo Perdido, balada inserida no segundo bloco, de energia roqueira).
A exemplo de seu show anterior, Balé Mulato (2006), Daniela apresenta um espetáculo de grande força visual, calcado na interação entre música e dança. Com presença destacada na cena, os bailarinos dão movimento a um show que, musicalmente, cruza a batida do samba-reggae (há louvações a grupos afros como Ilê Aiyê e Olodum) com levadas eletrônicas de tonalidades contemporâneas.
Em Canibália, Daniela canta músicas que fazem parte do CD que vai estar nas lojas em setembro (com cinco opções de capas e disposições das faixas). Entre elas, há o reggae Sol do Sul, A Vida É um Carnaval e Trio em Transe (esta repleta de citações cinematográficas na letra). O roteiro inclui sambas de Dorival Caymmi e dueto virtual com Carmen Miranda.
Eis alguns flagrantes da estreia carioca de Canibália, no Canecão, na noite de sexta, 21 de agosto:



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21 de Agosto de 2009 | 20:59
A dona da 'Voz' 
Trinta e oito álbuns editados pelo cantor Frank Sinatra no selo Reprise passam a ser comercializados pela gravadora Universal Music
Um ano depois de negociar com os Rolling Stones os direitos para relançar a discografia gravada pelo grupo a partir de 1971, a Universal Music passa a administrar todo o catálogo de Frank Sinatra no selo Reprise, criado pelo cantor em 1960 para lhe dar independência. Essa parte da obra da Voz era tradicionalmente incorporada ao acervo da Warner Music.
O acordo engloba todos os 38 títulos gravados por Sinatra no selo. Já a partir de outubro, a Universal Music começar a repor esses discos em catálogo. O primeiro da lista é o álbum My Way, lançado em 1969 com retumbante repercussão em todo o mundo por conta de sua faixa-título, uma das músicas mais conhecidas do repertório de Sinatra. My Way vai ganhar edição comemorativa de 40 anos, turbinada com gravações inéditas feitas por Sinatra na época do registro do disco.
Pelo acordo, a Universal também garantiu os direitos de edição em DVD de 14 registros audiovisuais do artista. Incluindo o vídeo The Man and His Music, vencedor de um prêmio Emmy.
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20 de Agosto de 2009 | 20:37
O voo solo de Da Ghama 
Egresso do grupo Cidade Negra, guitarrista se lança como cantor no CD 'Violas e Canções', no qual apresenta inéditas e regrava hits de Hyldon e Djavan
Em setembro de 2008, o guitarrista Da Gama anunciou sua saída do Cidade Negra, o grupo de pop reggae que ajudou a criar, na segunda metade dos anos 80, na Baixada Fluminense (RJ). Quase um ano depois, o músico - que adicionou um 'h' ao nome artístico, passando a assinar como Da Ghama - lança seu primeiro CD solo, Violas e Canções. No disco, Da Ghama surpreende ao cair no samba em Ciranda, parceria com Marcos Valle, gravada com Arlindo Cruz. Mas não esquece o reggae, presente em faixas como Um Só Coração (tema do repertório do Negril, um grupo similar ao Cidade Negra que não chegou a obter grande projeção na mídia, apesar do aval de Herbert Vianna) e a regravação de Na Rua, na Chuva, na Fazenda, a canção de Hyldon que ficou mais conhecida como Casinha de Sapê desde seu lançamento, em 1975. Contudo, Da Ghama vai além das recriações de músicas alheias e apresenta no álbum canções inéditas, compostas em parceria com nomes como Bernardo Vilhena (Jeito de Ser e Tesouro Perdido), George Israel (Carta Grega) e Rick Magia (Amor Proibido, com jeito de hit radiofônico). Violas e Canções é uma produção independente que está sendo editada pelo selo do guitarrista, Reggae Brasil.
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19 de Agosto de 2009 | 17:50
Uma cantora, dois shows 
Mônica Salmaso lança CD ao vivo com o registro do show em que canta Chico Buarque, mas o áudio é inédito, diferente do DVD já editado pela Biscoito Fino
Mônica Salmaso está lançando no formato de CD o registro ao vivo do show em que canta somente músicas de Chico Buarque. A novidade é que o áudio do CD Noites de Gala ao Vivo, posto nas lojas pela gravadora Biscoito Fino neste mês de agosto de 2009, não é o mesmo do DVD já editado anteriormente pela mesma Biscoito Fino. Criteriosa, a cantora não quis lançar um subproduto gerado a partir do áudio do DVD.
Com a palavra, a própria Mônica Salmaso:
"Quando lançamos o DVD deste trabalho, já havia na Biscoito Fino a intenção de que, junto com ele, lançássemos o CD ao vivo. Inicialmente, eu me opus a esta ideia porque quando o DVD foi gravado, (em março de 2008) não havia mudado quase nada da nossa performance em relação ao CD gravado em estúdio. Éramos o mesmo grupo, tocando as mesmas músicas com os mesmos arranjos. Achei que não fazia sentido lançar um produto tão parecido com o já lançado no ano anterior.
Entre abril e novembro de 2008, nós realizamos o sonho de fazer uma turnê brasileira que percorreu 21 cidades passando por todas as regiões do país. Para mim, era a realização de um sonho antigo o de poder, pela primeira vez, levar um mesmo espetáculo com sua equipe técnica e parte do equipamento, por tantas cidades durante quase um ano.
Com mais de 10 anos de carreira, tive a oportunidade de fazer uma espécie de “mapeamento” de um público que vem sendo formado de forma gradual, fora da grande exposição comercial. E o que me surpreendeu sobremaneira foi o fato de o meu trabalho ter um público formado em muitas cidades, onde não tinha ido até então, de forma espontânea e com muita identificação. O Brasil, que é tão grande e de difícil comunicação (fora do alcance unilateral da televisão), ficou mais próximo através disso e me senti, mais do que nunca, uma artista do país e não da região sudeste, onde nasci e moro e onde mais trabalho.
Ao desenharmos a turnê, passamos pelos mais lindos teatros de cada cidade, salas históricas onde artistas e público se sentem felizes por estarem ali, visitamos as cidades, conhecemos pessoas e lugares e, assim como o espetáculo, nós próprios tivemos condições de “unificar” o Brasil por meio dessas viagens.
Quando voltamos a São Paulo, nos dias 1, 2, 3, 4 e 5 outubro de 2008, no Teatro Fecap, o show que fazíamos tinha ganhado mudanças musicais consideráveis. Já tínhamos feito mais de 80 shows em teatros diversos e os arranjos foram incorporando outras nuances, novidades e mais propriedade musical, além de termos incluído a música FLOR DA IDADE ao repertório. Como uma comida que é cozida lentamente em forno a lenha, o show ganhou este gosto de bem feito, que somente a prática e o tempo podem proporcionar.
Por sorte nossa, o show do dia 3 de outubro foi gravado e, por mais sorte ainda, ele estava bastante bom, sem muitos reparos a serem feitos, muito musical e refletindo exatamente esta nossa sensação de que o trabalho ganhou musicalidade com a turnê, as viagens, as repetições, o público diverso e os teatros variados. Quando escutei este show gravado, tive finalmente, a vontade que ele fosse lançado para que o ciclo do projeto ficasse completo e que a gente pudesse ter o registro compartilhado da turnê e do amadurecimento do show.
Agradeço aos músicos do Pau Brasil pela parceria, a toda a nossa equipe que desenhou e trabalhou com seriedade e amor pelo sucesso da turnê, aos produtores locais e imprensa de cada cidade por onde passamos, ao patrocinador da turnê Bradesco Prime, ao Teatro Fecap pelo espaço que adoramos e pela gravação deste material e à gravadora Biscoito Fino que tem me dado suporte, apoio e projetos lindos.
Muito obrigada a todos".
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18 de Agosto de 2009 | 15:32
Um olhar brasileiro sobre Ella 
Jane Duboc e Victor Biglione lançam disco em que dão sotaque nacional a uma seleção de clássicos gravados pela cantora norte-americana de jazz Ella Fitzgerald
Tudo começou com um show, Dear Ella, apresentado em 1996 no Rio de Janeiro (RJ) por Jane Duboc e Victor Biglione. Do palco, a cantora e o guitarrista foram para o estúdio. E o resultado é o CD Tributo a Ella Fitzgerald, lançado este mês pela gravadora Rob Digital. Como o título do disco já anuncia, trata-se de uma abordagem do cancioneiro imortalizado na voz de uma das maiores cantores de jazz de todos os tempos, morta em 1996. Mas o diferencial está no toque brasileiro dessa abordagem. Jane e Biglione inserem ritmos nacionais na seleção de standards. Se Ain't Got Nothing But the Blues vai parar no sertão nordestino, Stormy Weather é turbinada com a batida do samba. Já Night and Day ganha ambiência bossa-novista, em sintonia com o leque estético de Ella, que gravou músicas do principal compositor da Bossa Nova, Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994), de quem Jane e Biglione recriam, aliás, Bonita. Um dos destaques do álbum é Here Is that Rainy Day, incrementada na introdução e nos acordes finais com sons que remetem à obra do maior compositor erudito do Brasil, Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959). Enfim, Jane (cantora hábil nos scats) e Biglione (guitarrista de toque preciso) jogam um olhar brasileiro sobre Ella. E isso faz toda a diferença.
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17 de Agosto de 2009 | 18:14
'Bleach' ganha reedição de 20 anos 
Primeiro álbum da banda de Kurt Cobain volta ao catálogo em novembro com doze inéditas faixas gravadas ao vivo em show feito pelo Nirvana em 1990
É fato que o Nirvana inscreveu seu nome na galeria do rock ao lançar em 2001 seu segundo álbum, Nevermind, pedra fundamental do movimento grunge, disco que trouxe Smells Like Teen Spirit, uma das músicas-emblemas da década de 90. Mas o primeiro álbum do grupo, Bleach, também é objeto de culto. Tanto que o selo Sub Pop está anunciando o lançamento de luxuosa reedição remasterizada de Bleach, para festejar os 20 anos de existência do disco, posto nas lojas em junho de 1989. A novidade é que o CD - ou o vinil duplo branco, para quem sente saudade da era dos LPs - vai trazer como bônus doze números (uma Intro mais onze músicas) de um show feito pelo Nirvana em fevereiro de 1990, num teatro de Portland, em Oregon. Entre músicas de Bleach, o roteiro apresente um cover do grupo escocês The Vaselines, Molly's Lips. A reedição vai ser lançada em novembro nos Estados Unidos. Resta torcer para que ela chegue logo ao Brasil.
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16 de Agosto de 2009 | 18:16
Páginas da bossa e do samba 
Celso Fonseca e Marcos Valle lançam 12 parcerias inéditas no primeiro disco que gravaram juntos, 'Página Central', lançado pela Biscoito Fino
Um é dos mais inspirados compositores da segunda geração de bossa-novistas. O outro despontou nos anos 80 como guitarrista de nomes como Gilberto Gil, mas, aos poucos, foi se lançando como cantor e compositor. Ambos têm sucesso e prestígio no exterior, em especial no mercado europeu. Linkados pela devoção à Bossa Nova e pelo êxito em praças estrangeiras, Marcos Valle e Celso Fonseca já dividiram o palco algumas vezes, tanto no Brasil como na Europa. Mas nunca haviam gravado um disco juntos. Marcos Valle & Celso Fonseca Apresentam Página Central - CD editado pela gravadora Biscoito Fino neste mês de agosto - chega ao mercado para preencher essa lacuna. Somente o exuberante tema instrumental que abre e intitula o álbum já torna o trabalho recomendável. Mas Valle e Celso ainda tiram outras cartas da manga. O disco e os compositores brilham especialmente nos temas instrumentais como Voo Livre e Faz de Conta, este com a adição do trio Azymuth. São temas que fundem tradições do samba, da bossa, do pop e do soul. Mas sem ranços saudosistas. O CD aponta para o futuro. Ainda que, curiosamente, termine com certa nostagia, sublinhada pelas cordas que adornam a canção Curvas do Tempo.
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Robson 17 de Agosto de 2009 | 14:36
Linkados é um verbo engraçado em português.
Gostei do Celso linkado com a Ana Carolina.
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15 de Agosto de 2009 | 15:43
É tempo de Diogo Poças 
Após 16 anos dedicados à música publicitária, irmão da cantora Céu se lança como cantor e compositor em disco de tom 'cool' editado pela Warner Music
Uma das cantoras mais bem-sucedidas da nova geração, Céu tem um irmão. Ele se chama Diogo Poças e, até então, era conhecido somente no mercado publicitário, onde atuou durante 16 anos na criação de jingles, spots e dublagens. A novidade é que Diogo Poças também é cantor e compositor. Determinado a se lançar na carreira fonográfica, Diogo já conquistou fãs ilustres como o publicitário Washington Olivetto com seu primeiro CD, Tempo, editado pela Warner Music.
Diogo Poças jamais fica na cola de Céu, embora tenha convidado a irmã famosa para um dueto no samba Nada que te Diz Respeito. Dono de seu próprio estilo, o rapaz se revela um compositor inspirado. Basta ouvir o samba Carioquinha - parceria de Diogo com seu pai, Edgard Poças, maestro envolvido na criação e produção dos discos do grupo infantil A Turma do Balão Mágico - para comprovar o talento do jovem artista como compositor. Mas o intérprete também surpreende positivamente, regravando com personalidade músicas como Felicidade (Antonio Almeida e João de Barro, o Braguinha) e Maria Joana, o samba de Sidney Miller, gravado por Gal Costa em 1967 no LP Domingo, dividido com Caetano Veloso.
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