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31 de Maio de 2009 | 15:34
 

II PRÊMIO SÃO PAULO DE LITERATURA   

Conheça os finalistas que concorrem ao prêmio de R$ 200 mil

Por Bruno Dorigatti


No sábado à noite, foram indicados os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2009 nas duas categorias, Melhor Livro do Ano de 2008 e Melhor Livro do Ano - Autor Estreante 2008. O prêmio, a maior remuneração entre todos os de língua portuguesa - R$ 200 mil para cada um dos vencedores - teve 217 livros inscritos, 117 deles entre os de autor estreante. Em sua primeira edição, premiou O filho eterno (Record), de Cristóvão Tezza, e A chave de casa (Record) Tatiana Salem Levy.


Confira todos os finalistas.

Melhor Livro do Ano (de 2008)

Carola Saavedra, Flores azuis (Companhia das Letras)
João Gilberto Noll, Acenos e afagos (Record)
José Saramago, A viagem do elefante  (Companhia das Letras)
Lívia Garcia-Roza, Milamor (Record)
Maria Esther Maciel, O livro dos nomes  (Companhia das Letras)
Milton Hatoum, Órfãos do Eldorado  (Companhia das Letras)
Moacyr Scliar, Manual da paixão solitária  (Companhia das Letras)
Ronaldo Correia de Brito, Galiléia (Alfaguara / Objetiva)
Silviano Santiago, Heranças (Rocco)
Walther Moreira Santos, O ciclista (Autêntica)

Melhor Livro do Ano - Autor Estreante (de 2008)

Altair Martins, A parede no escuro  (Record)
Contardo Calligaris, O conto do amor  (Companhia das Letras)
Estevão Azevedo, Nunca o nome do menino (Terceiro Nome)
Francisco Azevedo, O arroz de palma  (Record)
Javier Arancibia Contreras, Imóbile (7Letras)
Marcus Vinicius de Freitas, Peixe morto (Autêntica)
Maria Cecília Gomes dos Reis, O mundo segundo Laura Ni (Editora 34)
Rinaldo Fernandes, Rita no pomar (7Letras)
Sérgio Guimarães, Zé, Mizé, camarada André (Record)
Vanessa Barbara e Emilio Fraia, O verão do Chibo (Alfaguara / Objetiva)




 
 
31 de Maio de 2009 | 15:30
 

INSTANTÂNEOS DO II FESTIVAL DA MANTIQUEIRA   

Veja algumas imagens exclusivas da festa literária de São Francisco Xavier

Fotos de Ricardo Daumas


Livraria Saraiva ficou lotada durante os dois dias de evento.






Flávio Carneiro, Luiz Alfredo Garcia-Roza e Luis Fernando Verissimo recebem os leitores na Livraria Saraiva.







Verissimo foi o autor que mais vendeu e autografou livros no festival.




Os ganhadores do I Prêmio São Paulo de Literatura: Cristovão Tezza (que não largou sua máquina um minuto) fotografa Tatiana Salem Levy.












 
 
31 de Maio de 2009 | 15:04
 

LITERATURA POLICIAL - 200 ANOS DE EDGAR ALLAN POE   

Luis Fernando Verissimo, Luiz Garcia-Roza e Flávio Carneiro falaram do romance policial e de seu principal nome

Por Bruno Dorigatti
Foto de Cintia Sanchez / Divulgação


A segunda mesa na Tenda Principal tratou do romance policial e seu principal artífice, a figura que definiu e inspirou todas as histórias que tratam de crimes, assassinatos, mistérios e estranhezas e não se enquadram nas estórias fantásticas e sobrenaturais que buscam sua explicação no além. Edgar Allan Poe surge em um momento onde o racionalismo científico passa a ser um objetivo e uma finalidade, o caminho pelo qual tudo poderia ser explicado através da investigação que deveria seguir um mesmo roteiro para desvendar estas estranhezas, agora não mais sobrenaturais, passíveis de explicação, reveladas pelo policial ou detetive cerebral. O primeiro parágrafo do conto "Os assassinatos da Rua Morgue", é uma declaração de princípios e o estabelecimento de modelos para seus seguidores onde a razão é levada aos extremos, para além dos limites dela mesma:

"As faculdades do espírito, denominadas analíticas, são , em si mesmas, bem pouco suscetíveis de análise. Apreciamo-las somente em seus efeitos. O que delas sabemos, entre outras coisas, é que são sempre, para quem as possui em grau extraordinário, fonte do mais intenso prazer. Da mesma forma que o homem forte se rejubila com suas aptidões físicas, deleitando-se com os exercícios que põem em atividade seus músculos, exultam os analistas com essa atividade espiritual, cuja função é
destrinchar enredos. Acha prazer até mesmo nas circunstâncias mais triviais desde que ponham em jogo seu talento. Adora os enigmas, as advinhas, os hieróglifos, exibindo nas soluções de todos eles um poder de "acuidade", que, para o vulgo, toma o aspecto de coisa sobrenatural. Seus resultados, alcançados apenas pela própria alma e essência, têm, na verdade, ares de intuição."

Este cientifismo busca obsessivamente a clareza no lugar da ambigüidade dos fatos, embora seja Poe também quem tenha afirmado que "a essência de todo crime permanece irrevelada". Mas a verdade é ou tem que ser necessariamente cristalina? Ou não seria feita de luz e sombras, que nunca se tornaria plenamente iluminada? O silêncio é tão constitutivo da fala quanto o que é dito e não podemos esquecer que o assassinato não se resume em saber quem matou, sendo este é apenas o ponto de partida.

Flávio Carneiro considera o parágrafo acima emblemático, quando Poe cria o detetive que é a máquina de pensar. "O sobrenatural explicado no final, que recupera sua naturalidade e se torna apenas estranhos, e seguem o método de observação, dedução e abdução. O que interessa aqui é o jogo da leitura que o narrador estabelece, nada confiável, espalhando pistas falsas pelo caminho. Ele sempre joga com as dúvidas, com uma possível leitura da trama, entre tantas outras. Poe escrevia de trás pra frente, sabendo já o efeito final a ser causado".


Luis Fernando Verissimo começou comentando a sua propalada pouco eloqüência, dizendo que, na verdade, não é ele que fala pouco, mas os outros que falam muito. Em seguida, falou de seus romances policiais, sejam eles paródias do gênero, como Ed Mort, o detetive subdesenvolvido que tropeça na própria incompetência ou na falta de sorte e produz momentos hilários inspirados nas clássicas histórias de Arthur Conan Doyle - o criador da clássica figura de Sherlock Holmes -; ou romances policiais strictu sensu, como O jardim do diabo (Objetiva), Gula (Objetiva) e Borges e os orangotangos eternos (Companhia das Letras) influenciados por Poe e Agatha Christie. Poe é um autor dos mais importantes para o argentino Jorge Luis Borges, que escrevia contos inspirados no escritor norte-americano e tinha particular interesse pelos jogos de espelhos e duplos. Atualmente, Verissimo trabalha em mais um romance policial, com o título provisório de Os espiões.

Auto-intitulando-se um ficcionista tardio - começou a escrever romances policiais aos 60 anos, após 40 anos deddicados às aulas de filosofia e teoria psicanalítica -, Luiz Alfredo Garcia-Roza falou de seus nove livros, oito deles protagonizados pelo detetive e delegado Espinosa, às voltas com crimes ambientados no Rio de Janeiro e, particularmente, em Copacabana. "Não tinha experiência prévia como autor de ficção, mas sempre fui um grande leitor de Conan Doyle, Chandler, Hammett, dos ingleses e franceses".

Segundo Garcia-Roza, a vantagem da escrita teórico-conceitual é que já existe um caminho preestabelecido a ser trilhado, como os textos de Freud no caso, por exemplo. "Isto dá um certo conforto, o escritor está amparado. Na ficção, o escritor fica desemparado, é um salto no escuro. Felizmente, fui bem aceito com o meu primeiro livro, Silêncio na chuva (Companhia das Letras), o que me abriu caminho para os outros. Tenho nove livros publicados em um tempo relativamente curto, dez anos, o que faz de mim um apressado. Quem começa aos 20 anos, tem a vida pela frente pode errar, tem tempo para melhorar. Já eu tenho pressa, meu tempo de vida útil pensante é menor."




 
 
31 de Maio de 2009 | 14:24
 

LITERATURA COMENTADA - ÍNDIGO    

Os alunos leram o livro e debateram em sala de aula antes de participar do encontro, que acabou se transformando numa verdadeira coletiva de imprensa.

Por Ramon Mello
Foto: Cintia Sanchez / Divulgação

A escritora paulistana Ana Cristina Ayer de Oliveira, conhecida pelo pseudônimo Índigo, foi a grande atração do projeto Tenda Literatura Comentada do II Festival da Mantiqueira. Cerca de 80 crianças do ensino fundamental - acompanhadas de professores de Português e Literatura - lotaram o salão anexo da Paróquia da Igreja Matriz de São Francisco Xavier para conversar sobre o livro A maldição da moleira (Girafinha).

Os alunos leram o livro e debateram em sala de aula antes de participar do encontro, que acabou se transformando numa verdadeira coletiva de imprensa de dar inveja a muito jornalista especializado em literatura. As perguntas não se resumiram apenas na biografia da jovem autora, as crianças faziam perguntas sobre aspectos subjetivos da obra.

"O que está implícito no título do livro?", Diovana Campos Paulino, aluna da 7. série.

Alguns professores confessaram que quase deixaram de comprar o livro por causa do título "sinistro" estampado na capa roxa.

O livro - acompanhado da ilustrações de Alê Abreu - conta a história de Heitor, um recém-nascido que adquire consciência depois que a avó aperta sua moleira. A narrativa mostra a visão consciente do bebê diante do convívio com teletubbies, móbiles, um gato "selvagem", o genial Comandante Oscar, uma mãe atenciosa e um pai desastrado, entre outros personagens.

       
  
Taiane Silva Oliveira, uma das alunas  mais interessadas na conversa com a escritora índigo

No final da conversa, as crianças formaram uma fila para receber o autógrafo, disputando com os professores alguns minutos a mais de conversa com escritora. Índigo tem 15 livros publicados, além de participações em coletâneas, traduções e adaptações de clássicos para histórias em quadrinho. E ainda mantém um blog, o Diário da Odalisca.

>>> Assista entrevista com a escritora Índigo para programa Encontros de Interrogação - Instituto Itaú Cultural (2004):




 
 
31 de Maio de 2009 | 14:05
 

OS FINALISTAS DO I PRÊMIO SÃO PAULO DE LITERATURA   

Cristóvão Tezza, Beatriz Bracher, Menalton Braff e Wilson Bueno abriram o Festival da Mantiqueira

Por Bruno Dorigatti
Foto de Cintia Sanchez / Divulgação

O II Festival da Mantiqueira reuniu em sua primeira mesa os finalistas ao I Prêmio São Paulo de Literatura, que falaram sobre suas obras indicadas ao mais importante prêmio literário do país. Cristóvão Tezza, vencedor deste e dos outros quatro mais importantes prêmios do país, comentou sobre a guinada que O filho eterno (Record) representou em sua trajetória literária. O livro parte da experiência do escritor com seu filho, que tem síndrome de down, para ficcionalizar sobre essa delicada relação. O livro procura um contraponto, uma investigação de que por que um pai criado com tão boas referências é incapaz de lidar com o nascimento do filho.

"Até eu levei um susto pelo impacto que teve, entre os leitores e a crítica. Foi meu livro mais difícil, ao abordar um tema que não havia tocado. Eu acreditava que os problemas pessoais não deveriam ser transformado em literatura. Quando me livrei disso, consegui transformar em ficção. Mas não poderia ser uma confissão pessoal. A ficção é uma percepção complexa, difusa dos fatos. Além de abordar a relação entre pai e filho, procurei pensar a minha geração, que tinha 15, 16 anos no final dos anos 1960, as utopias, a revolução nos costumes, na família, no capitalismo", disse o catarinenses radicado em Lages.

Beatriz Bracher, indicada ao Prêmio SP pelo romance Antonio (Editora 34) falou sobre a culpa, presente neste e em seus  livros anteriores e que, segundo ela, compõe senão a totalidade, grande parte dos principais temas da literatura. No caso dos dois primeiros romances de Bracher, Azul e dura (7Letras), Não falei (Editora 34), a culpa se manifesta através da crise de consciência de personagens de classe média e alta, que se vêem enredados em situações limites. Em Antonio, ela procurou uma narrativa mais convencional, com três personagens que contam a um outro a história do pai ausente.

"Antonio não foge da culpa, uma tema que não é só dos meus livros, mas de toda a literatura".

Algo que remete a Sartre, e sua noção do intelectual como a consciência culpada de seu tempo.

A muralha de Adriano (Bertrand Brasil), de Menalton Braff, metaforiza sobre as muralhas, reais e invisíveis, do mundo contemporâneo, seja os muros cada vez mais altos que trariam uma suposta segurança, a (falta de) comunicação, a cor da pele, as barreiras invisíveis como as da Europa, que barra e devolve cada vez mais os imigrantes advindos das ex-colônias, os muros fronteiriços bem visíveis,entre os EUA e o México, entre Israel e a Palestina.

"Estas muralhas, vistas como uma alegoria da segregação, protegem, ao mesmo tempo em que prendem quem está dentro. Isolam e podem também proteger que está fora dela. O romance parte desse sentimento para tratar de um drama familiar, entre dois irmãos, o crescimento e a queda deles", disse Menalton.

Por fim, Wilson Bueno, indicado por O copista de Kafka (Planeta), falou da obra cuja personagem principal é ninguém menos que Felice Bauer, a noiva do escritor tcheco Franz Kakfa, que morava em Berlin e datilografava os manuscritos dele, enviados de Praga. Ao morrer, ele suspostamente teria ordenado a Max Brod, seu amigo e responsável pela seu espólio literário, que queimasse todos seus manuscritos. Bueno ficcionaliza essa história a partir daí, quando Brod liga para Felice comunicando o desejo de seu noivo e se inicia um jogo de gato e rato, onde ela coloca em dúvida se ele também estaria fazendo o mesmo. Para Bueno, esta história é mais uma das lendas que envolvem um dos mais importantes escritores do início do século XX, já que quem quer dar cabo aos seus escritos queime eles mesmo, e não delega isso a ninguém.




 
 
30 de Maio de 2009 | 11:13
 

II FESTIVAL DA MANTIQUEIRA - DIÁLOGOS COM A LITERATURA 2009   

Aberta a programação do Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier. Confira a programação completa!

II Festival da Mantiqueira

Data do Evento: 29/05/2009 até 31/05/2009

TENDA PRINCIPAL (por ordem de apresentação das mesas):

Sábado - 30/05

11h às 12h30 – “Autores Finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura – Melhor Livro do Ano – 2008”

Beatriz Bracher, Cristovão Tezza, Menalton Braff, Wilson Bueno.

Mediação: Manuel da Costa Pinto

15h às 16h30 – “Literatura Policial – 200 anos de Edgar Allan Poe

Flávio Carneiro, Luiz Alfredo Garcia-Roza, Luis Fernando Veríssimo.

Mediação: Luis Augusto Fischer

17h às 18h30 – “Autores Finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura – Melhor Livro de Autor Estreante – 2008”

Tatiana Salem Levy, Cecília Giannetti, Tiago Novaes, Wesley Peres, Eduardo Baszczyn.

Mediação: Manuel da Costa Pinto

Domingo - 31/05

11h às 12h30
– “Conversando com Miguel Sousa Tavares

Miguel Sousa Tavares - Autor de Equador e Rio das Flores

14h às 15h30 – “Recontando a História”

Boris Fausto, Jorge Caldeira, Clóvis Bulcão, Francisco Vidal Luna.16h às 17h30 – “Paixão”

Nilton Bonder, Xico Sá, Sergio Paulo Rouanet.

17h30 às 18h
Fortuna

TENDA LEITURA COMENTADA (por ordem de apresentação das mesas)

Sábado - 30/05

11h30 às 13h

Índigo – A maldição da moleira

14h às 15h30

Jorge Caldeira (também na tenda principal) – Brasil: a História contada por quem viu

16h às 17h30

Clóvis Bulcão (também na tenda principal) – Leopoldina – A princesa do Brasil

18h às 19h

Marisa Lajolo – Monteiro Lobato – livro a livro – Obra Infantil

Domingo - 31/05

11h30 às 13h

Carla Caruso – Poemas para assombrar

14h30 às 16h

Flávio Carneiro (também na tenda principal) – A confissão

16h30 às 18h

Ignácio de Loyola Brandão – Cadeiras proibidas

OFICINAS

(dia 29/05 às 17h – dia 30/05 às 09h – dia 31/05 às 09h)

- Para Professores: Anna Claudia Ramos – Tema: “Motivação da Leitura”

- Para Profissionais que trabalham em bibliotecas: Márcia de Grandi – Tema: “Dinamização do espaço físico e virtual da biblioteca”

- Para Estudantes: Luiz Antonio de Assis Brasil – Tema: “Criação Literária”

SHOWS

Sexta-feira  - 29/05

21h30 – Maxixe Machine – Local: Tenda Principal

22h30 – Rádio Comida – Local: Photozofia

Sábado - 30/05

20h – Jazz 6 – Local: Photozofia

22h – Marina de La Riva - Local: Gramado

Domingo - 31/05

13h – Orquestra Sinfônica de São José dos Campos – Local: Gramado

ATIVIDADES INFANTIS

Sábado - 30/05

12h às 12h50 – Companhia de Fadas – “Caixa de Histórias” - Local: Biblioteca Solidária

14h às 14h50 – Tininha Calazans – “Seres do Encantado” – Local: Biblioteca Solidária

Domingo - 31/05

12h às 12h50 – Fortuna – Local: Biblioteca Solidária ou  Coreto (se não chover)

14h às 14h50 – Conto Com Você – “Contos Daqui e Dacolá” – Local: Biblioteca Solidária

ATIVIDADES EXTRAS:

Sábado - 30/05

13h às 14h – Leitura Dramática: “Medéia, uma gota d´água” – Local: Coreto ou Tenda Principal (se chover)

13h às 14h – Oficina de “Criação Literária” para os professores, com Valesca de Assis. – Local: Escola

Serviço completo:

Escola - Oficinas: E.M.E.F. Mercedes Rachid Edwards
Estrada Municipal Vereador Pedro David, 19.251 - Centro
Tel.: (12) 3926-1634 - Secretaria

Tendas e Gramado
Próximos a Praça Cônego Antônio Manzi - Centro

Photozofia Arte & Cozinha
Largo São Sebastião, 105 - Centro
Tel.: (12) 3926-1406

Biblioteca Solidária
R. 15 de novembro, 50 - Centro
Tel.: (12) 3926-1163

Observações:
As senhas serão distribuídas ao lado da Igreja, localizada na Praça Cônego Antonio Manzi, com uma hora de antecedência.

Transporte para traslado entre São José dos Campos / São Francisco Xavier, no sábado das 8h às 19h e no domingo, das 8h às 16h - GRATUITO!

Saída da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, localizada na Av. olivo Gomes, 100 - Santana (Parque da Cidade) / São José dos Campos - SP

>>> Assista a reportagem da TV Bandeirantes sobre o II Festival da Mantiqueira:





 
 
29 de Maio de 2009 | 21:18
 

RUMO AO SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO   

No ônibus, a caminho de São José dos Campos, enquanto conversávamos sobre literatura, conhecemos o jovem escritor Otávio Júnior.

Por Ramon Mello e Bruno Dorigatti
Foto capa de Letícia Vieira - Extra


Depois de 9 horas de estrada, chegamos a São Francisco Xavier no alto da Serra da Mantiqueira - o lugar é lindo e frio, muito frio. Estamos na lan house Terabyte, na praça central da cidade, que serve de sala de imprensa, do lado de fora - ao lado do stand da Livraria Saraiva - um carro passa com um funk carioca para todo mundo ouvir.

"Vocês estão indo para Mantiqueira?"

No ônibus, a caminho de São José dos Campos, enquanto conversávamos sobre literatura, conhecemos o jovem escritor Otávio Júnior. Conhece? Não? Você já deve ter ouvido falar, o trabalho do rapaz é bastante conhecido - principalmente pelo projeto de incentivo a leitura Ler é Dez - Leia Favela, que atende mais de 300 crianças por semana nas comunidades dos complexos da Penha e Alemão, no Rio de Janeiro.

Otávio puxou assunto falando sobre literatura infanto-juvenil. Ele também estava a caminho do festival, mas resolveu descer em Taubaté e pegar uma nova condução a caminho do Sítio do Pica-pau-amarelo. Verdade! Monteiro Lobato - o maior escritor infantil brasileiro - nasceu em Taubaté, onde fica o Museu que leva o seu nome.

Antes de sair do ônibus, Otávio nos entregou uma sacola cheia de livros infanto-juvenis para que entregássemos na Biblioteca Solidária, aqui em São Francsico Xavier. Marcela, a bibliotecária, recebeu as obras, entre elas Os meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnar e as Histórias extraordinárias de Edgard Allan Poe, reescritas por Clarice Lispector, ambas edições antigas da Ediouro.

OTÁVIO JÚNIOR

Foto de Ricardo Daumas


      

Morador da comunidade do Caracol, no Complexo Penha, zona Norte do Rio de Janeiro, Otávio teve seu primeiro contato com a literatura, aos 8 anos, através de um livro encontrado no lixo: Don Ratton, uma obra infanto-juvenil. Desde então, o rapaz de 25 anos não pára de inventar formas de incentivar a leitura.

Em 2006, Otávio ganhou reconhecimento nacional, após participar do quadro "Agora ou Nunca", do apresentador Luciano Huck, onde faturou premiação em dinheiro para estruturar seu projeto. E este ano foi contemplado com premiado pelo Prêmio Globo "Faz a Diferença" (categoria Megazine), organizado pelo O Globo.

Otávio tem sido convidado por associações de moradores e ongs para mostrar seu trabalho, mas ainda aguarda que a repercussão do projeto se reverta em apoio financeiro para ampliar sua atuação e conseguir custear as viagens a festivais e feiras literárias, onde participação de oficinas de contação de história.

Confira o blog de Otávio, que também escreve e já tem mais de dez livros infato-juvenis à espera de um editor.




 
 
29 de Maio de 2009 | 20:43
 

POST PRIMEIRO - LETRAS NA REDE   

Para abrir os trabalhos, escolhemos dois mestres das Letras: a veterana escritora Nélida Piñon e o jovem ensaísta e poeta Francisco Bosco.

Por Ramon Mello

Estréia é alegria (e nervosismo), até mesmo para a publicação do primeiro post de um blog de literatura. Após alguns meses preparando o conteúdo - pesquisas, entrevistas, edição de textos e vídeos – chegou o momento de levar a público o resultado do trabalho. Ou melhor, o início de um longo percurso no calçadão virtual da web, um recorte da produção literária contemporânea.

Para abrir os trabalhos, escolhemos dois mestres das Letras: a veterana escritora Nélida Piñon e o jovem ensaísta e poeta Francisco Bosco.

                    

Encontramos Nélida na biblioteca da Academia Brasileira de Letras e registramos em vídeo uma longa conversa sobre as memórias afetivas que passeiam por sua obra e marcam a premiada carreira. Em Ipanema (Zona Sul do Rio de Janeiro), conversamos com Francisco, um bate-papo sobre música, poesia e literatura – não poderia combinar melhor com este espaço, não é?

                         

Apesar de assinar o blog sozinho, resolvi escrever o primeiro texto no plural para que todos entendam que funcionamos no coletivo.  Um trabalho em parceria com o coordenador editorial Marcio Debellian, o editor Bruno Dorigatti, a consultora editorial Claudia Barbosa, a produtora Flavia Paulo, o fotógrafo Tomás Rangel, o diretor de fotografia Stefan Kolumbn, a editora de vídeo Luiza Moscoso e os blogueiros-vizinhos Cavi Borges (cinema) e Mauro Ferreira (música).

Vamos publicar mensalmente quatro entrevistas com escritores, priorizando o diálogo com os jovens autores. Colocamos no forno: a dramaturga Carla Faour, a poeta Diana de Hollanda, o escritor Felipe Pena, o escritor luso-brasileiro Miguel Gullander e o poeta Armando Freitas Filho, que está preste a lançar seu novo livro: Lar (Cia. das Letras).

Faremos também a cobertura dos principais festivais de literatura do país e publicaremos informações sobre o mercado editorial, lançamentos de livros, palestras, eventos...

Por falar nisso, começa nesta sexta-feira, 29/5 (e vai até o domingo, 31/5) o Festival da Mantiqueira – Diálogos com a literatura 2009, organizado pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, em São Francisco Xavier - há 140 km da capital paulista, ao pé da Serra da Mantiqueira.

Com roupas de frio na mochila, saímos do Rio (eu e Bruno)  rumo ao festival. Mandamos notícias por aqui!

Sejam bem-vindos.




 
 

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