39 de 46

 
01 de Julho de 2009 | 22:24
 

Abertura da 7. Flip: Eterna vida provisória   

Davi Arriguci Jr. abriu a Flip com conferência sobre o homenageado deste ano, Manuel Bandeira

Por Bruno Dorigatti
Fotos de Tomás Rangel e de arquivo (Manuel Bandeira)


  


Com dez minutos de atraso, Flávio Moura apresentou e passou a palavra para o crítico literário Davi Arrigucci Jr. que procurou ser breve e intenso, "como o poeta, espero". O poeta, no caso, é o grande homenageado deste ano, Manuel Bandeira, o responsável da passagem para a poesia moderna no Brasil, o nosso São João Batista - como afirmava Mário de Andrade - aquele que anunciava as novas formas, o verso livre, uma nova concepção do poético, da poesia.

Bandeira foi aquele que leu mais profundamente os clássicos, medievais e da língua portuguesa, abriu a leitura para o simbolismo francês de Mallarmé, os poetas menores franceses e do simbolismo belga, além dos romantismo alemão. Mais tarde, nos anos 1950, se abriria novamente para a vanguarda, como os poetas concretos. Destinado à morte desde a adolescência, tuberculoso que foi, foi se tratar na Europa, tal um personagem de Thomas Mann, em A montanha mágica. 

"Bandeira teve uma eterna vida provisória. Sobreviver foi uma vitória sobre si mesmo, um extremo desejo de transcedência. Um país que deu um homem da fibra moral de Bandeira tem que dar certo", afirmou Arrigucci para uma Tenda dos Autores praticamente lotada, em seu depoimento como experiência de leitor do poeta pernambucano. O crítico tem alguns livros e ensaios sobre Bandeira, um deles, Humildade, paixão e morte, que levou 17 anos para ser finalizado.

Na conferência procurou resumir como Manuel Bandeira concebeu a poesia, como a praticou e com que sentido. No livro memorialístico, Itinerário de Pasargáda, lançado em 1954, o poeta volta às suas reminescências mais antigas, aos 3 anos, no pátio do Palace Hotel, onde aquela emoção diferente que sentiu e mais tarde seria associada à experiência poética. Esta emoção poética, segundo Arrigucci, se diferencia da emoção comum, já que seria uma sensação de universo que traz um mundo completo, uma totalidade orgânica, e mesmo objetos do mundo banal trazem esta sensação de totalidade, do insondável quando observados, sentidos através desta emoção poética.





"Alumbramento. Que no espanhol tem o significado de iluminar, parir, mas também traz uma manifestação espiritual, ecos do simbolismo", definiu o crítico. No poema "Evocação do Recife", quando ele comenta da "moça nuinha no banho", quando ficou parado, o coração batendo, estático e extático, o poeta apresenta sua faceta com uma raiz erótica no mundo sensível, espécie de epifania, aparição, mas que traz consigo eventos espirituais, materiais, emotivos. Este seria o alumbramento que assombrou e tomou Bandeira, um núcleo simbólico da experiência, uma síntese da totalidade. 

A poesia, agora no século XX, está nos amores e nos chinelos, nas coisas lógicas e nas desbaratadas. O amor e a morte, o sentimento de finitude e destruição estariam no cerne da lírica bandeiriana. Aqui, um esboço da biografia de Bandeira ajuda a entender as transformações e o rumo de sua poesia. Em 1920, já no Rio de Janeiro, o poeta perde o pai, depois de já ter perdido a mãe e a irmã, todos na sua Recife natal. Se muda para a Rua do Curvelo, no morro de Santa Teresa, centro do Rio, e lá encara a solidão, a pobreza e a eminência da morte. Começam a aparecer em sua obra o alto (o morro) e o baixo (a cidade), a interioridade do quarto e a exterioridade da rua.

No morro, ele descobre no Rio a visão do mais humilde cotidiano, da pobreza e incorpora ao estilo essa visão de baixo. Em 1933, ao se mudar para a Rua Morais e Vale, beco da Lapa, no pé do Morro de Santa Teresa, a então ampla paisagem se asfixia no beco. O "Poema do beco" é sintomático desse momento:

"Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?

- O que eu vejo é o beco"

Esta poesia feita de pequeninos nadas, mas repletos de valor plástico e musical dos fonemas, é, segundo Arrigucci, um belo exemplo do que buscava Bandeira: esconder as grandes coisas no cotidiano da rua, alcançar uma depuração do estilo na brevidade. Uma poesia através de circunstâncias e desabafos.




 
 
26 de Junho de 2009 | 19:36
 

POEMAS INÉDITOS DE ARMANDO FREITAS FILHO   

“Não tenho mais tempo a perder. Tenho muitas coisas para estudar, o que é diferente de ler. 'Lar' é o livro mais importante que já escrevi. Por quê? Porque é um livro onde a veste está mais rasgada"

BOB

Primeiro amor fora da família.
Primeira língua que me lambeu
deliciosamente morna de desejo.
Primeiro beijo de língua, primeiro
amigo, guardião das sete chaves
de todos os segredos: dos mais
sujos ou íntimos da alma de carne
meu meio-irmão de outra raça
ou meu primeiro filho, inconcebível
morto aos quatorze anos.


18 de Fevereiro

Dia do meu adversário.
Invisível, no início, quando
inocente, não se olha para trás
apesar de cada ano crescer
a sombra, à luz de velas
cercada de palmas vivas
que vão mudando de sentido
sub-reptícias, diminuindo o som
uma a uma, perfumando-se, frias
enquanto as chamas relutantes
se firmam e enfrentam o sopro
que perde o fôlego para o fogo.

[Poemas do novo livro de Armando Freitas Filho: 'Lar' (Companhia das Letras)]

>>> Leia entrevista exclusiva com Armando Freitas Filho na Saraiva Conteúdo, AQUI!




 
 
26 de Junho de 2009 | 17:49
 

DIÁLOGOS CARIOCAS: O RIO EM DIFERENTES FACES   

Encontros vão reunir especialistas e gestores públicos para debater a cidade sob uma ótica humanista, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ

A primeira edição do ciclo Diálogos Cariocas, promovido pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, em parceria com a produtora Paluana, será realizada nos próximos dias 26 e 30/06 e 1 e 3/07 com palestras e debates que prometem colaborar para ampliar o olhar para as questões urbanas da cidade. A mediadora será a jornalista Cláudia Tisato e os encontros contam com patrocínio da Eletrobrás. O evento é gratuito. 

Nos debates, haverá também mostra com trechos editados de filmes sobre o Rio de Janeiro, como ‘Orfeu do Carnaval’ (Marcel Camus), Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa (Roberto Farias), O Assalto ao Trem Pagador (Roberto Farias) e Rio 40 Graus (Nelson Pereira dos Santos), sempre contextualizando os temas apresentados e discutidos.

Quatro temas principais serão abordados nos ‘Diálogos Cariocas:

O Rio que se muda’, no dia 26/06, a partir da palestra de Carlos Fernando Andrade, doutor em Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e superintendente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

‘Rio, cidade, lagoa, mar e floresta’, no dia 30/06, contará com a presença de Antonio Carlos Gusmão, mestre em Controle da Poluição Industrial e Saneamento Básico pela UERJ e presidente da Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA).

O tema ‘Medo, violência e liberdade’, no dia 01/07, será abordado por Vera Malaguti, doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e secretária-Geral do Instituto Carioca de Criminologia.

A palestra ‘Rio: favela ou bairro’, em 03/07, terá como convidado Sérgio Magalhães, doutor em Urbanismo FAU/UFRGS e professor de Urbanismo da UFRJ.

Convidados especiais

O evento contará também com Nelson Pereira dos Santos, convidado do dia 03/07, e Janice Caiafa, que participará do debate no dia 01/07.

>>> Confira a programação completa no site Diálogos Cariocas.

Diálogos Cariocas
Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ
Salão Dourado - Campus Praia Vermelha - UFRJ
Av. Pasteur, 250 – Urca - Rio de Janeiro - RJ

Dias: 26 e 30/06 e 01 e 03/07
Horário: 14 às 18h

Inscrições gratuitas:

http://www.dialogoscariocas.com.br/ 
email: dialogoscariocas@paluana.com 
ou pelo telefone: (21) 3507.4629 




 
 
26 de Junho de 2009 | 17:30
 

CASA DE CULTURA MANTÉM PROGRAMAÇÃO DE CINEMA E LITERATURA   

Exibição de filmes e debates com produtores e diretores brasileiros faz parte da programação da Casa de Cultura, uma extensão da FLIP.

CASA DE CULTURA - PROGRAMAÇÃO

QUINTA-FEIRA, 02 DE JULHO

10h30 Manifesto por um Brasil literário

O Instituto C&A, a Casa Azul, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o Instituto Ecofuturo e o Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) promovem debate sobre a importância da literatura e sobre políticas de promoção da leitura. O escritor Bartolomeu Campos de Queirós lerá o "Manifesto por um Brasil literário".

13h30 Oficina literária - Poesia

Extensão da homenagem a Manuel Bandeira, a oficina literária tem como tema a poesia e será ministrada pelo tradutor e poeta Paulo Henriques Britto. As aulas são reservadas aos aprovados no processo de seleção realizado em junho.

15h10 Bandeira nas ondas do rádio

Com edição de estréia sobre Manuel Bandeira, o programa de rádio digital Lettera Libris realizará leitura dramatizada de poemas, projeção de vídeos sobre o poeta e a cidade de Recife e gravação de podcasts com críticos e escritores, que comentarão a obra do homenageado da 7a. FLIP.

16h30 Em caso de felicidade: entrevista com David Foenkinos

Descrito pelo jornal Le Monde como “cômico depressivo”, o parisiense David Foenkinos prefere usar o humor para discutir temas sérios. Aos 34 anos, é autor de O potencial erótico de minha mulher (2005) e Em caso de felicidade (2008). Seu último livro, Quem se lembra de David Foenkinos, recebeu o prêmio Jean Giono de 2007.

18h30 Cinema e Filosofia, com Ollivier Pourriol 

O escritor francês Ollivier Pourriol, autor de Cinefilô, propõe aos leitores um convite singular: aprender filosofia a partir de filmes pop. Na FLIP, ele expõe a teoria de Spinoza sobre o desejo de eternidade, ilustrada por filmes como Blade Runner (de Ridley Scott), X-Men (de Bryan Singer) eMatrix (de Andy Wachowski), entre outros, e conversa com o público.

SEXTA-FEIRA, 03 DE JULHO

10h30 Acordo Ortográfico em questão

O angolano Ondjaki, autor de Bom dia, camaradas, e o brasileiro Marcelino Freire, autor de Balé ralé, trocam impressões a respeito do Acordo Ortográfico que entrou em vigência este ano e pretende uniformizar a ortografia de oito países falantes do português. Na mediação, o escritor Marcelo Moutinho, organizador do Dicionário amoroso da língua portuguesa.

>>> Leia artigo exclusivo de Marcelino Freire, na Saraiva Conteúdo.

13h30 Oficina Literária

15h30 Indústria do Cinema

Pedro Buarque de Holanda, da Conspiração Filmes, e Rita Buzzar, roteirista e produtora dos longas Olga e Budapeste, discutem a indústria do cinema e as políticas de patrocínio à produção audiovisual. Mediador: Guilherme Fiuza.

17h30 Curta O poeta do Castelo e pré-estréia  Só 10% é mentira

O poeta do Castelo (1959, 9 min), de Joaquim Pedro de Andrade, acompanha Manuel Bandeira em uma manhã da década de 1950, no Rio de Janeiro. Bandeira toma café da manhã, datilografa em sua cama e anda pelas ruas do bairro do Castelo. O curta será exibido no início de cada filme da programação. No documentário Só 10% é mentira (2008, 78 min.), o diretor Pedro Cezar faz um registro lírico do poeta Manoel de Barros, com imagens que representam o universo do autor.

>>> Leia entrevista exclusiva com o cineasta Pedro Cezar, na Saraiva Conteúdo.

21h Mesa Cineclube Paraty

FLIP - Casa da Cultura: Cinema fora de ordem  Atiq Rahimi (diretor e roteirista de Terra e cinzas, exibido em Cannes), Alekei Abib (co-roteirista de Via Lactea), Maria Camargo (roteirista do programa Por toda minha vida, da TV Globo) e Newton Cannito (roteirista de Quanto vale ou é por quilo, de Sergio Bianchi) discutem a produção de roteiros que recusam fórmulas.

22h Show Francis Hime e Olivia Hime:

Homenagem a Manuel Bandeira “Sim, gosto de ser musicado, traduzido e... fotografado”, afirmou certa vez Manuel Bandeira. Inspirados pela declaração, Olivia Hime e Francis Hime apresentam, na FLIP, um repertório em homenagem ao poeta, com músicas criadas por Tom Jobim, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Dorival Caymmi, Francis Hime, entre outros, a partir de poemas de Manuel Bandeira.

Local: Tenda dos Autores

SÁBADO, 04 DE JULHO

10h30 Profissão: repórter

 Nascido na Califórnia, Jon Lee Anderson é um dos principais jornalistas de guerra da atualidade e dedicou grande parte de sua carreira à cobertura de eventos na América do Sul, em Cuba e no Oriente Médio. É autor de livros como Guerrillas: Journeys in the Insurgent World, A queda de Bagdá e Che Guevara: uma biografia, um dos principais perfis biográficos sobre o líder revolucionário.

13h30 Oficina Literária 

15h30 O mar e os sertões

No ano do centenário da morte de Euclides da Cunha (1866-1909), o escritor Milton Hatoum, o crítico literário Francisco Foot Hardman e a professora Walnice Nogueira Galvão conversam sobre o autor de Os sertões. Na mediação, o jornalista Daniel Piza, que este ano trilhou o mesmo caminho percorrido por Euclides da Cunha na Amazônia no começo de século XX.

17h30 Intercâmbios literários entre Brasil e França

Anne-Solange Noble, responsável pelos direitos estrangeiros da editora Gallimard, e Françoise Nyssen, diretora editorial da Actes Sud, discutem a presença da literatura brasileira no universo literário francês. Na mediação, Angel Bojadsen, da editora brasileira Estação Liberdade.

19h30 Curta O poeta do Castelo e pré-estréia Todo mundo tem problemas sexuais

O bem-humorado Todo mundo tem problemas sexuais (2008, 80 minutos), de Domingos de Oliveira, conta cinco histórias temáticas: Impotência, Perversão, Sedução, Desejo e Preferências sexuais. Em comum, elas têm os muitos desencontros sexuais dos personagens.

20h30 Concerto Kaleidos

O quinteto de sopros Kaleidos apresenta composições apreciadas por Manuel Bandeira. No repertório, músicas de Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Ari Barroso, entre outros. O concerto integra a programação da FLIP - Casa da Cultura, mas será realizado na Igreja da Matriz.

DOMINGO, 05 DE JULHO

10h30 Curta-metragem O poeta do Castelo e filme Os condenados

Baseado em obra de Oswald de Andrade, Os condenados (1973, 80 min.), de Zelito Viana, se passa na década de 1920, em São Paulo, onde a prostituta Alma D’Alvelos lê para os clientes de um bordel o estranho diário do telegrafista João do Carmo.

13h30 Oficina Literária 

15h30 Curta O poeta do Castelo e filme Separações Separações , de Domingos de Oliveira,

Separações (2002, 116 min.), de Domingos de Oliveira, acompanha a crise no casamento de Glorinha e Cabral, um dramaturgo de 50 anos. Cabral propõe a separação, mas tenta reconquistar a mulher quando ela se apaixona por outro homem.

18h Filme ‘De corpo inteiro’

Adaptação do livro homônimo de Clarice Lispector, De corpo inteiro (2008, 66 min.), de Nicole Algranti, encena entrevistas feitas pela escritora para as revistas Fatos & Fotos e Manchete nos anos 60 e 70. Entre as personalidades entrevistadas estão Paulo Autran, Helio Pellegrino, Chico Buarque e Bibi Ferreira.

 




 
 
26 de Junho de 2009 | 17:03
 

FLIPZONA MOVIMENTA PROGRAMAÇÃO ENTRE JOVENS   

Depois de sete edições, organização da FLIP criou a FlipZona - um projeto direcionado aos jovens, com o intuito de aproximá-los do universo literário.

A FlipZona será um projeto continuado envolverá toda a rede de ensino de Paraty, como já acontece com a Flipinha.

Haverá oficinas de produção e edição de áudio e vídeo, caracterização teatral, produção de texto, animação, videogame, fotografia, debates com escritores e profissionais cuja produção mantém relações com o universo jovem, exibição de filmes, etc.

PROGRAMAÇÃO FLIPIZONA

QUARTA-FEIRA, 01 DE JULHO

8h Docudrama
Documentário e dramatização
Paulo Maia e Marcos Reis

10h Bate-papo sobre fotografia
Iatã Cannabrava
Giancarlo Mecarelli

12h Projeção de vídeos
Projeto Kabum

13h30 Filme
“Oxalá cresçam pitangas”
Diretor: Ondjaki
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

15h Filme
“Stardust”

Diretor: Matthew Vaughn
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

16h30 Projeção de vídeos
Minidocumentário
Casa Escola
Profas. Clarice Cará, Daniel Firencze e Edson Oliveira

18h Apresentação surpresa


QUINTA-FEIRA, 02 DE JULHO

8h Bate-papo sobre ilustração e tecnologia
Daniel Kondo
Baseado no “Livro surfando na Marquise”, de Paulo Bloise

9h30 Docudrama
Documentário e dramatização
Paulo Maia e Marcos Reis

10h Bate-papo sobre ilustração e poesia
Cyntia Cruttende
Baseado no livro “Sob o sol, sob a lua”

12h Projeção de vídeos

13h30 Filme
“A fantástica fábrica de chocolate”
Diretor: Tim Burton

15h Filme
“As aventuras de Tintin”
baseado nas histórias em quadrinhos criadas
pelo autor belga Georges Prosper Remi – conhecido como Hergé

16h30 Bate-papo sobre criação e ilustração
Ana Raquel
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

16h30 Bate-papo sobre criação e ilustração
Ana Raquel

18h Apresentação surpresa

18h30 Sarau Manuel Bandeira
Declamação de poesias

20h Crie Futuros Ibero América: a palavra como ponte
Experimento de criação coletiva para criar futuros desejáveis

Angel Mestres, Transit, Espanha
Ana Tomé Diaz , AECID
Efrain Rodriguez, Cuba
Jaime Collyer, escritor, Chile
Lala Deheinzelin, Brasil

SEXTA-FEIRA, 03 DE JULHO

8h Bate-papo sobre os conflitos na adolescência
Rodrigo Lacerda
Basedo no livro “O fazedor de velhos”

9h30 Docudrama
Documentário e dramatização
Paulo Maia e Marcos Reis

10h Bate-papo sobre o quadrinho e a literatura
Fabio Moon e Gabriel Bá

12h Projeção de vídeos
Projeto Kabum

13h30 Filme
“Crepúsculo”
Diretora: Catherine Hardwicke
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

15h Filme
“Vermelho como o céu”
Diretor: Cristiano Bortone

Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

16h30 Projeção animação
Produção de alunos de Paraty sobre a obra de Machado de Assis

18h Apresentação surpresa

18h30 Sarau Manuel Bandeira
Declamação de poesias

20h Crie Futuros Ibero América: a palavra como ponte
Experimento de criação coletiva para criar futuros desejáveis

Angel Mestres, Transit, Espanha;
Ana Tomé Diaz , AECID
Efrain Rodriguez, Cuba
Jaime Collyer, escritor, Chile
Lala Deheinzelin, Brasil

SÁBADO, 04 DE JULHO

9h30 Docudrama
Documentário e dramatização

Paulo Maia e Marcos Reis

10h Bate-papo sobre mídias e comunicação
Marcelo Tas

12h Projeção de vídeos

13h30 Filme
“A princesa Mononoke”

Diretor: Hayao Miyazaki
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

15h Filme

“Oliver Twist”
Diretor: Roman Polanski
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

16h30 Projeção de vídeos

18h Apresentação surpresa

18h30 Projeção animação

Produção de alunos de Paraty sobre a obra de Machado de Assis

19h Bate-papo sobre expedições
Paula Saldanha e Roberto Werneck

DOMINGO, 05 DE JULHO

10h Filme
“Ratatouille”
Diretores: Brad Bird e Jan Pinkava
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

13h30 Filme
“Duelo de titãs”

Diretor: Boaz Yakin
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

15h Filme
“Encantadora de baleias”

Diretor: Niki Caro
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

>>> Saiba mais sobre a FLIPZONA, AQUI!

 





 
 
25 de Junho de 2009 | 11:21
 

FLIPINHA AGITA A GAROTADA EM PARATY   

O programa educativo da FLIP acontece de janeiro a dezembro com ações que envolvem alunos e professores da rede escolar pública e privada.

FLIPINHA O ANO TODO

Ciclo de Literatura: Seminários sobre o autor homenageado do ano para os professores da rede pública e privada de ensino de Paraty.

Oficina de Ilustrações: Oficina para a comunidade caiçara sob a coordenação do ilustrador Roger Mello. Os desenhos produzidos são utilizados no material gráfico da Flipinha.

Mediadores de Leitura: Jovens que passam por uma capacitação em literatura, teatro e música proporcionam as crianças uma prática de leitura eficiente e prazerosa.

Ciranda dos Autores: Encontros dos alunos com escritores e ilustradores. Desde 2004 foram recebidos mais de 60 autores.

Flipinha no Mar: Atividades ligadas à literatura e ao patrimônio cultural no local, com o intuito de dar acesso à cultura e à literatura às comunidades mais distantes de Paraty.

TENDA DE FLIPINHA

A Tenda da Flipinha, montada durante a Flip, tornou-se o ponto de encontro das atividades realizadas ao longo do ano.

Pés-de-livros: Das árvores da Praça da Matriz pendem barbantes com livros, aonde cerca de 70 mediadores de leitura convidam o público à

Arte na Praça: Mais de 30 oficinas simultâneas dos saberes e fazeres de Paraty que celebram o patrimônio imaterial local.

Ciranda dos Autores: 2009 serão 22 autores, 13 mesas temáticas voltadas ao público infantil

Ciranda dos Bonecos: Oficinas com crianças e jovens para a produção de bonecos de papel machê de personagens da literatura. Os bonecos são instalados na Praça da Matriz durante a FLIP.

AUTORES CONFIRMADOS

Ana Raquel | Anna Claudia Ramos | Anna Lee | Bia Hetzel  | Caio Riter | Carlos Heitor Cony | Celso Sisto | Fábio Sombra | Ivan Zigg | Jô Oliveira |Jonas Ribeiro |Júlio Emílio Braz  |Luciana Savaget | Márcio Vassallo | Marina Colasanti |Nilma Lacerda |Paula Saldanha|Regina Yolanda | Rosa Amanda Strausz |Rosana Rios |Roseana Murray |Rosinha Campos |Ruth Rocha |Salmo Dansa | Tiago de Melo Andrade

 >>> Leia a programação completa, AQUI!




 
 
19 de Junho de 2009 | 17:22
 

TROCANDO IDÉIAS COM RENATO RUSSO   

O DVD Renato Russo Entrevistas MTV é um precioso registro, principalmente para fãs do Legião Urbana

Por Ramon Mello

Sei que (teoricamente) esse post deveria estar no Blog de Música, mas decidi escrever aqui porque considero Renato Russo um poeta, como Cazuza, Caetano, Chico... A lista é extensa.

Então, com a licença de Mauro Ferreira:

Há poucos dias, assisti o DVD Renato Russo Entrevistas MTV com três longas entrevistas com o líder do Legião Urbana, produzido pelo pesquisador musical e jornalista Marcelo Fróes e lançado pela MTV, em 2006 - data dos dez anos de morte do “Olavo Bilac do rock brasileiro”.

     

Não custar relembrar que se trata de um registro antológico. Ou seja, mesmo se não souber cantar “Eduardo e Mônica” sem errar a letra, você vai gostar de assitir. Renato era bom de papo, são 142 minutos de conversa sobre música.

“Uma documento único, uma verdadeira aula de história e cultura”, está escrito na contracapa. É verdade, assista e comprove.

Antes, posso contar um pouco sobre essas conversas:

“Passado, Presente e Futuro”, entrevista realizada no apartamento de Renato, em Ipanema, em Maio de 94, é a conversa mais longa. O diretor e roteirista Jorge Espírito Santo, mediador do encontro, leva algum tempo para conduzir o diálogo com Renato, mas é possível conhecer toda a trajetória de Renato Russo, desde quando começou no Aborto Elétrico, em Brasília, até a intensa carreira da Legião Urbana.

"O que é Legião Urbana?" A primeira pergunta de Espírito Santo deixa Renato um pouco sem paciência, mas ele responde:

"É um conjunto musical brasileiro que canta letras em português a partir de uma batida 4X4, e a partir da experiência urbana de ser um jovem brasileiro (...)", em seguida, Renato interrompe a pede para recomeçar a entrevista. 

No “MTV no Ar”, gravado pela equipe de jornalismo da MTV no Estúdio Discover, no Rio de Janeiro, dia 30 de maio de 1994, Renato usa o seu primeiro CD solo, The Stonewall Celebration Concert, para conversar sobre direitos humanos e homossexualidade. Segundo o músico e letrista, o álbum foi feito para "exorcizar um amor que era para dar certo e não deu" – referindo-se ao seu namoro com Robert Scott Hickmon, roqueiro que conheceu em Nova York, em novembro de 1989.

“A Entrevista”, encontro mais descontraído, gravado em 26 de Março de 93, aconteceu na sala do apartamento de Renato. Tranqüilo e íntimo, Renato conversa informalmente com o jornalista Zeca Camargo sobre amor, sexo e amizade. E não esconde os problemas com bebidas.

[Trecho de ‘A Entrevista’ disponibilizado no You Tube]

O registro é precioso, principalmente para fãs do Legião Urbana. É emocionante ver Renato comentando suas letras de música e de sua vida pessoal.

'Renato Russo: o Filho da Revolução'

Pegando carona nessas entrevistas, vale indicar a leitura de Renato Russo: o Filho da Revolução (Agir), do jornalista Carlos Marcelo, editor executivo do jornal Correio Braziliense.

O livro faz um recorte na vida do músico, quando ele morava em Brasília, então capital controlada pelos militares. Trata-se um Renato jovem, em fase de formação, que ainda usava o sobrenome de batismo, Mandredini Jr. Há letras e documentos inéditos que revelam aspectos pouco conhecidos da trajetória do artista. Além da pesquisa, o retrato do artista é desenhado através de depoimentos de vários amigos anônimos e alguns famosos como Ney Matogrosso, Dado Villa-Lobos, Millôr Fernandes, Dinho Ouro-Preto, Tony Bellotto e Herbert Vianna.

>>> LEIA MAIS:

O Trovador Solitário (Ediouro), de Arthur Dapieve

Renato Russo de A a Z - As idéias do líder'(Letra Livre), de Simone Assad

Conversações com Renato Russo (Letra Livre/Brasilivros)

Renato Russo & Cazuza - A Poética da Travessia (Malta Editores), de José Roberto da Silveira




 
 
15 de Junho de 2009 | 18:41
 

TEATRO COMPLETO - CAIO FERNANDO ABREU   

O fato é que os textos de Caio – romances, contos e peças de teatro – são primorosos retratos de sua geração e merecem ser lidos.

Por Ramon Mello

Batizado por Lygia Fagundes Telles de “o escritor da paixão”, Caio Fernando Abreu dedicou sua vida ao jornalismo e à ficção. Antes disso, passou pelo teatro, tendo cursado o CAD (Curso de Arte Dramática da Faculdade de Filosofia) da UFRGS e não concluído, como aconteceu com o curso de Letras.

O fato é que os textos de Caio – romances, contos e peças de teatro – são primorosos retratos de sua geração e merecem ser lidos, relidos e, sempre que possível, levados ao palco. Então, nada melhor do que uma cuidadosa edição do livro Teatro Completo – Caio Fernando Abreu (Agir) para reacender o interesse pela obra teatral de Caio.

                     

"Caio sempre adorou teatro, via tudo, conhecia todo mundo da classe teatral. No entanto, foi mais do que um espectador aficionado: tornou-se um homem de teatro. Embora bissexto, Caio foi ator, conheceu o palco por dentro. E bom ator. A última vez que comprovei esse fato foi quando da leitura que ele fez de sua peça recém-concluída: O homem e a mancha, na casa do ator Carlos Moreno, para quem a escrevera de encomenda. Essa leitura ficou-me na memória como uma deliciosa e tocante performance de comicidade e lirismo. Performance que, fiquei sabendo, repetiu publicamente em duas ocasiões, e com enorme sucesso, quando, já doente, voltara a morar em Porto Alegre."

[Trecho do prefácio assinado pelo diretor Luís Arthur Nunes na primeira edição do livro, publicado pela editora Sulina em 1996]
 
Na nova edição do livro, encontram-se as seguintes peças de teatro: Sarau das 9 às 11; Diálogos; A Comunidade do Arco Íris; Pode ser que seja só o leiteiro lá fora; Reunião de família (adaptação do romance de Lya Luft); A maldição do Vale Negro; Zona Contaminada; e O homem e a mancha – todos os textos foram revisados, corrigindo erros da edição anterior. Diretores que conviveram intimamente com a obra de Caio foram convocados para avaliação dos textos, entre eles: Luciano Alabarse, Gilberto Gawronski e Suzana Saldanha.

Há também fichas técnicas das montagens de estréia e um caderno de fotos, além da apresentação do ator Marcus Breda e do prefácio do diretor Luís Arthur Nunes, que também prefaciou a primeira edição.

“Este livro é filho de uma peça de teatro. Nasceu do processo de produção de O homem e a mancha, último texto teatral de Caio Fernando Abreu, escrito exatos dois anos antes de seu falecimento. Foi meu primeiro monólogo como ator e minha primeira realização como produtor teatral, numa parceria com o diretor Luís Arthur Nunes. Mas foi, antes de mais nada, nossa modesta homenagem póstuma a um amigo e, sobretudo, um escritor (e dramaturgo) genial.”

[Trecho da apresentação de Marcos Breda na nova edição do livro Teatro Completo – Caio Fernando Abreu, publicado pela editora Agir em 2008]
 
Antes de falecer, Caio cuidou de toda a sua obra, revisando e reescrevendo textos. É extremamente significativo (e uma bela homenagem) que sua obra dramática receba um tratamento especial dos amigos que acompanharam sua trajetória.

Caio Fernando Abreu merece o melhor, sem dúvidas.

>>> Assista entrevista com o escritor Caio Fernando Abreu no programa Entrelinhas, da TV Cultura:

>>> Assista a trajetória do escritor Caio Fernando Abreu, em reportagem RBS TV:


>>> LEIA MAIS:

- Caio Fernando Abreu - Inventário de um Escritor Irremediável (Seoman), de Jeanne Callegari

- Caio Fernando Abreu – Cartas (Aeroplano) Org. Ítalo Moriconi

- Caio Fernando Abreu - Melhores Contos (Global) Org.Marcelo Secron Bessa

- Caio 3d - O Essencial da Década de 1970 (Ediouro), de Caio Fernando Abreu
 
- Caio 3d - O Essencial da Década de 1980 (Ediouro), de Caio Fernando Abreu

- Caio 3d - O Essencial da Década de 1990 (Ediouro), de Caio Fernando Abreu

- Cenas de Intolerância - Col. Quero Ler Teatro (Ática), de Caio Fernando Abreu e Carlos Queiroz Telles

- Girassois (Global), de Caio Fernando Abreu

- As Frangas (Globo), de Caio Fernando Abreu




 
 
15 de Junho de 2009 | 17:46
 

VÍDEO INÉDITO DE CAIO FERNANDO ABREU   

A leitura do texto 'O homem e a mancha' foi realizada no dia 28 de setembro de 1994, em Porto Alegre.

Por Ramon Mello

Em 1994, o ator Carlos Moreno (o eterno Garoto Bombril) foi a São Paulo pedir ao escritor Caio Fernando Abreu para fazer a adaptação teatral do texto Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes.

Depois de vacilar com a proposta, Caio aceitou o convite e escreveu o monólogo O homem e a mancha - exato dois anos antes de seu falecimento. No entanto, Carlos Moreno não gostou do texto, que acabou não encenando na ocasião.

A montagem do último texto teatral de Caio só foi realizada em 1996, em Porto Alegre, com a direção de Luís Arthur Nunes e atuação de Marcos Breda. No ano seguinte, a peça seguiu em temporada no Rio de Janeiro e em São Paulo. E, em 1998, partiu em turnê nacional.

>>> Assista um trecho da montagem de O homem e a mancha:



Lamentavelmente, Caio não chegou a assistir a montagem do texto que dedicou a Clarice Lispector – a escritora o chamava de Quixote. Mas o próprio Caio fez uma leitura pública do texto a pedido do seu amigo Marcos Breda, que teve a generosidade de disponibilizar o vídeo da leitura na web.

A leitura realizada no dia 28 de setembro de 1994, no teatro da Sala Álvaro Moreira, em Porto Alegre, fazia parte de um evento intitulado “Ciclo Caio Fernando Abreu”. Dividindo o palco com o ator Eduardo Fachel, Caio leu de forma tranqüila e bem-humorado, sentado diante de uma mesa, vestido com uma calça preta e uma camisa branca que ostentava a seguinte frase em inglês: Why to be normal?

Publicado na íntegra no YouTube, o vídeo está dividido em 10 partes:

Na parte 1, Caio fala sobre as motivações que o fizeram escrever o texto, apresenta o ator que interage à leitura dramática e inicia a apresentação. Da parte 2 a 9 é possível acompanhar a leitura e as risadas da platéia, que não se contém diante da ironia do texto e da entonação de Caio. No final, na parte 10, Caio conversa com a platéia sobre o monólogo e sobre a presença do humor em sua obra.

>>> Assista a leitura de O homem e a mancha, por Caio Fernando Abreu:

Parte 1




Parte 2



Parte 3



Parte 4



Parte 5



Parte 6



Parte 7



Parte 8



Parte 9



Parte 10




 
 
08 de Junho de 2009 | 19:35
 

RICARDO SILVESTRIN: OFICINA LITERÁRIA ONLINE   

São lidos e comentados pelo orientador textos da produção do oficineiro, enviados conceitos teóricos e de criação literária.

O poeta, compositor, prosador e professor de literatura Ricardo Silvestrin, está orientando, via e-mail, escritores, aspirantes a escritores e apaixonados pela palavra escrita.

É uma oficina pela web. são lidos e comentados pelo orientador textos da produção do oficineiro, enviados conceitos teóricos e de criação literária nos diversos gêneros (poesia, conto, crônica, novela, romance e letra de música), além da análise de exemplos pertinentes de obras de outros autores.

O valor da oficina é de R$ 30,00 pela troca de cada 10 e-mails, 5 do oficineiro e 5 do orientador - podem ser comentados, a cada e-mail, 5 poemas ou dois contos, ou mesmo um capítulo de romance que esteja em desenvolvimento.

Contato: Ricardo Silvestrin
e-mail: ricardo.silvestrin@globo.com  tel: (51) 99199770

>>> Ricardo Silvestrin nasceu em Porto Alegre, 1963. É formado em Letras, UFRGS/1985. É colunista do Segundo Caderno do Jornal Zero Hora. Integra o grupo musical os poETs. Saiba mais, aqui!

 




 
 

39 de 46