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08 de Setembro de 2009 | 14:02
 

CAROL BENSIMON LANÇA SINUCA EMBAIXO D’ÁGUA   

Escritora gaúcha lança o segundo romance na Saraiva Mega Store, em São Paulo

A escritora gaúcha Carol Bensimon lança seu segundo romance,  Sinuca embaixo d’água (Cia. das Letras), nesta terça-feira, às 19h, na Saraiva Mega Store Higienópolis, no Shopping Pátio Higienópolis.  O romance, que ganhou a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária, faz parte da dissertação de mestrado da autora – o título foi dado por seu mestre em Teoria da Literatura.

Em  Sinuca embaixo d’água, sete personagens narram um momento de luto, depois da morte de Antônia, uma garota de vinte e poucos anos, num acidente de automóvel. Boa parte dos episódios transcorre no bar do Polaco, que abriga um salão de sinuca. Segundo a autora, é uma história construída em torno de uma ausência.

Carol Bensimon nasceu em Porto Alegre, mas está morando em Paris, onde está fazendo doutorado na Sorbonne Nouvelle. Recentemente, Carol esteve no Rio de Janeiro para o lançamento do site ENTER, antologia digital organizada pela por Heloisa Buarque de Hollanda.

>>> Leia o making off do livro Sinuca embaixo d´água, de Carol Bensimon.

>>> Leia matéria sobre Carol Bensimon, assinada pelo escritor Luiz Ruffato, na Revista Bravo!

Serviço:

Lançamento de Sinuca embaixo d'água

Data: Terça-feira, dia 08 de setembro

Horário: 19h

Local: Saraiva Mega Store Higienópolis - Shopping Pátio   Higienópolis

Endereço: Av. Higianópolisa, 618 - Loja 315

Tel: 3662-3060

 




 
 
04 de Setembro de 2009 | 20:10
 

BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO   

A 14ª edição do evento homenageia os EUA e investe no público infanto-juvenil

A 14ª Bienal Internacional do Livro começa nesta quinta-feira, dia 09, com 67 debates, 84 apresentações para o público infantil e a expectativa de receber 600 mil visitantes.

O evento, que vai até o dia 30, reúne diversos autores internacionais como Miguel Souza Tavares, Meg Cabot, Bernard Cornwell, Arthur Philips, Joseph O'Neill, Larry Rother e Andrew Keen. Além dos brasileiros Michel Melamed, Santiago Nazarian, Cecilia Giannetti, Lourenço Mutarelli, entre outros.

Nesta edição, além do concorrido Café Literário, será apresentado uma exposição sobre o editor José Olympio e nova programação: Livros em Cena, Floresta dos Livros, Mulher e Ponto.

No auditório Euclides da Cunha, no dia da abertura, a mesa redonda  O livro na Bolsa reúne as escritoras Danuza Leão e Leila Ferreira, com a mediação de Sonia Biondo, 
às 17 horas.

Serviço:

14ª Bienal Internacional do Livro

Rio Centro - Pavilhões Verde, Azul e Laranja
Av. Salvador Allende, 6.555, Barra da Tijuca

Tel: 21 - 3431 4000

Horário: 12h às 22h.

Ingressos: R$12

(meia-entrada para estudantes e idosos acima de 60 anos)

Passaporte Bienal: R$60

(válido para todos os dias do evento)

Promoção: 

A cada compra de valor igual ou superior a R$50 no mesmo estande, o cliente tem direito a um "reembolso promocional", equivalente ao valor do ingresso pago.

(entrada inteira - R$ 12 / meia-entrada R$6) ou do estacionamento (R$12), mediante a apresentação do cupom no ato da compra.

Até 30 de setembro.





 
 
02 de Setembro de 2009 | 13:04
 

PALAVRA (EN)CANTADA NA CASA DO SABER   

Idealizador, co-produtor e um dos roteiristas do filme, Marcio Debellian coordena os encontros que irão aprofundar diversos temas que surgem desse íntimo, rico e afinado diálogo entre palavra e som.

Seguindo a trilha do documentário Palavra (En)cantada, de Helena Solberg e Marcio Debellian, lançado em março deste ano, a Casa do Saber promove um ciclo para analisar aspectos da cultura brasileira a partir da trajetória do nosso cancioneiro.



 21 SET | A ORIGEM DA POESIA

O poeta e filósofo Antonio Cicero abre a série de encontros falando da historicidade da poesia, sua origem essencialmente ligada à música na Grécia Antiga e as transformações que surgem a partir do aparecimento da escrita. A conversa percorrerá momentos da História em que poesia e música tornam-se inseparáveis, com destaque especial para o contexto brasileiro, onde Cicero figura como importante letrista, parceiro de artistas como Marina Lima, Adriana Calcanhotto, Lulu Santos, João Bosco, entre outros.

“Minha poesia também é oral no sentido em que, com raras exceções, ou ela consiste em letra de música – o que significa a palavra cantada – ou ela fica melhor quando lida em voz alta. O som, o ritmo, a musicalidade ou a antimusicalidade do verso são extremamente importantes para mim...”

Antonio Cicero

28 SET | ESSA É A NOSSA CANÇÃO

José Miguel Wisnik, músico, compositor, ensaísta e professor de Literatura brasileira na Universidade de São Paulo, discute a formação do cancioneiro brasileiro, o artesanato de letra e música e as potências transformadoras da Bossa Nova e do Tropicalismo, até chegar ao debate sobre a “morte da canção”. Junta-se a essa conversa a montadora e roteirista Diana Vasconcellos, que assina a edição e o roteiro dos filmes "Vinicius" e "A casa do Tom", além do próprio "Palavra (En)cantada".

“Eu acho que tudo o que é forte no Brasil está ligado à ambivalência do Brasil. O futebol para o Brasil é um veneno-remédio, a música popular brasileira é um veneno-remédio. Ao mesmo tempo que ela é um sinal das nossas carências, é uma solução originalíssima que aponta uma perspectiva para a educação brasileira, para a transformação do país naquilo que ele pode ser, ou seja, o potencial que a literatura e a música têm de criar uma cultura diferente.”

José Miguel Wisnik

05 OUT | TÔ TE EXPLICANDO PRA TE CONFUNDIR

Para encerrar o ciclo, Tom Zé vai explicar para confundir, e confundir para esclarecer assuntos como experimentação musical, fusão de linguagens, vanguarda, Tropicalismo, funk, Bossa Nova, sertão, Sertões, ÊÊ Mar.

“Tom Zé funde TODAS as correntes musicais ... e com tal emoção ... ele faz o que a música ainda virá a ser ... Sua forma de atuar é o que deve ser o trabalho do artista.”

 Hans Joachim Koellreutter

“É um poeta, um trovador – troubadour – medieval, de cantigas de escárnio e maldizer.”

Augusto de Campos

Antonio Cicero. Poeta e ensaísta, é autor dos livros de poemas "Guardar" (1996) e "A cidade e os livros" (2002), e dos livros de ensaios filosóficos "O mundo desde o fim"(1995) e "Finalidades sem fim" (2005). Organizou, em parceria com Waly Salomão, o volume de ensaios "O relativismo enquanto visão do mundo" e, em parceria com Eucanaã Ferraz, a "Nova antologia poética de Vinícius de Morais". Também é compositor, tendo parceiros como Marina Lima, Adriana Calcanhotto e João Bosco.

José Miguel Wisnik. Compositor, professor de Literatura brasileira na Universidade de São Paulo e ensaísta. Como intérprete de suas canções, lançou três CDs de canções (“José Miguel Wisnik”, “São Paulo Rio”, em 2000, e “Pérolas aos poucos”, em 2003). Como ensaísta, publicou "O coro dos contrários - a música em torno da Semana de 22", "O nacional e o popular na cultura brasileira" / "Música e O som e o sentido". Em 2004 lançou "Sem Receita – ensaios e canções e José Miguel Wisnik – Livro de Partituras". Em 2008 lançou "Veneno remédio – o futebol e o Brasil".

Tom Zé. Compositor, cantor e arranjador. É considerado uma das figuras mais originais da música popular brasileira, tendo participado ativamente do Tropicalismo e se tornado uma voz alternativa influente no cenário musical do Brasil. A partir da década de 1990, também passou a gozar de notoriedade fora do pais, especialmente após o lançamento do seu disco “Estudando o Samba” no mercado internacional pelo músico escocês David Byrne.

Serviço:

PALAVRA (EN)CANTADA NA CASA DO SABER

Antonio Cicero, José Miguel Wisnik e Tom Zé
Coordenação: Marcio Debellian

Local: Casa do Saber
Dias/horários: Segundas-Feiras, às 20h (21/09, 28/09, 05/10)

Valor: R$ 120,00 na inscrição + 1 parcela de R$ 180,00 

O curso será aplicado na Casa do Saber em São Paulo, durante o mês de novembro.

>>> Conheça o site do filme Palavra Encantada.

 




 
 
28 de Agosto de 2009 | 12:30
 

POEMA INÉDITO DE BRUNA BEBER   

A editora Língua Geral prepara o lançamento do novo livro da poeta carioca , Balés









ludíbrio
 
vou enterrar cada parte

junto ao rasto impreciso

dos mínimos sinais

 
e sobre cada indício

construir um cemitério

de notícias

 
qualquer dia apareça

de surpresa

como um soluço. 


>>> A editora Língua Geral prepara o lançamento do novo livro da poeta carioca, Balés

Bruna Beber nasceu em 1984, é carioca, mas vive em São Paulo. Já trabalhou como redatora publicitária, jornalista e tradutora. Também trabalhou com pesquisa, produção e revisão de conteúdo para livros e roteiros para TV. Publicou, em setembro de 2006, seu livro de estréia de poesia, a fila sem fim dos demônios descontentes (Rio de Janeiro: 7Letras, 2006, esgotado). Escreve no mídias virgens & condessa buffet





 
 
26 de Agosto de 2009 | 21:13
 

PRÊMIO JABUTI 2009   

A Câmara Brasileira do Livro divulgou, na quinta-feira, dia 20, a lista dos concorrentes para o prêmio.





Romance

1.º Flores Azuis (Cia. das Letras), de Carola Saavedra

2.º Cordilheira (Cia. das Letras), de Daniel Galera

3.º Órfãos do Eldorado (Cia. das Letras), de Milton Hatoum

4.º Galileia (Objetiva), de Ronaldo Correia de Brito

5.º Satolep (Cosac Naify), de Vitor Ramil

6.º Manual da Paixão Solitária (Cia. das Letras), de Moacyr Scliar

8.º O Livro dos Nomes (Cia. das Letras), de Maria Esther Maciel

10.º Heranças (Rocco), de Silviano Santiago


Contos e Crônicas

1.º Canalha! – Crônicas (Editora Bertrand Brasil), de Fabricio Carpinejar

2.º 101 Crônicas – Ungáua! (Publifolha), de Ruy Castro

3.º Ó Editora (Iluminuras), de Nuno Alvares Pessoa de Almeida Ramos

4.º Rasif (Record), de Marcelino Freire
9.º Cheiro de Terra – Contos Fazendeiros (Scortecci), de Lucília Junqueira de Almeida Prado

10.º Vatapaenses Vasos Comunicantes (Gm Minister), de Sergio de Almeida Brun


Poesia

1.º Dois em Um (Iluminuras), de Alice Ruiz

2.º Chocolate Amargo (Brasiliense), de Renata Pallotini

3.º Antigos e Soltos: Poemas e Prosas da Pasta Rosa (Instituto Moreira Salles Instituto Moreira Salles), de Ana Cristina Cesar

4.º Cinemateca (Cia. das Letras), de Eucanaã Ferraz

5.º A Letra da Ley (Annablume), de Glauco Mattoso

6.º Homem Ao Termo – Poesia Reunida [1949-2005] (Editora da UFMG), de Affonso Ávila

Outros Barulhos (Reynaldo Bessa), de Reynaldo Bessa

7.º Geometria da Paixão (Anome Livros), de Dagmar de Oliveira Braga

8.º Os Corpos e Os Dias (Cultura), de Laura Erber

Réquiem (Contra Capa), de Lêdo Ivo

10.º Uma Hora Por Dia (7letras), de Maria Helena Azevedo

Biografia

2.º O Sol do Brasil (Cia. das Letras), de Lilia Moritz Schwarcz

5.º Caio Prado Júnior (Boitempo), de Editorial Lincoln Secco

6.º Domingos Sodré, Um Sacerdote Africano (Cia. das Letras), de João José Reis

7.º Cruz e Sousa – Dante Negro do Brasil (Pallas), de Uelinton Farias Alves

8.º Cancioneiro Chico Buarque (Jobim Music), de Elianne Canetti Jobim

9.º Traição (Cia. das Letras), de Ronaldo Vainfas


Reportagem

1.º O Olho da Rua: Uma Repórter em Busca da Literatura da Vida Real (Globo), de Eliane Brum

2.º O Sequestro dos Uruguaios – Uma Reportagem dos Tempos da Ditadura (L&PM Editores), de Luiz Cláudio Cunha

3.º O Livro Amarelo do Terminal (Cosac Naify), de Vanessa Barbara

4.º Narrativas de Um Correspondente de Rua (Pós-Escrito – do Instituto Cultural de Jornalistas do Paraná), de Mauri König

5.º Rim Por Rim (Record), de Julio Ludemir

6.º Sem Vestígios (Geração Editorial Ltda), de Tais Morais

8.º Casadas com o Crime (Letras do Brasil), de Josmar Jozino


Tradução

1.º Satíricon (Cosac Naify), de Cláudio Aquati

2.º A Morte de Empédocles / Friedrich Hölderlin (Iluminuras), de Marise Moassaba Curioni

3.º 40 Novelas de Pirandello (Cia. das Letras), de Maurício Santana Dias

4.º Moby Dick (Cosac Naify), de Irene Hirsch e Alexandre Barbosa de Souza

5.º Porta do Sol (Distribuidora Record de Serviços de Imprensa S.A.), de Safa A-C Jubran

6.º Poemata: Poemas em Latim e em Grego (Tessitura), de Erick Ramalho

7.º Os Irmãos Karamázov – 2 Vols. (34), de Paulo Bezerra

8.º Plotino, Enéada Iii. 8 [30]: Sobre a Natureza, A Contemplação e o Uno (Editora da Unicamp), de José Carlos Baracat Júnior

9.º O Diabo Mesquinho (Kalinka), de Moissei Mountian

10.º Contos Completos (Cosac Naify), de Leonardo Fróes

Teoria e Crítica Literária

1.º Monteiro Lobato: Livro a Livro (Editora da Unesp), de Lajolo, Marisa e Ceccantini, João Luís

2.º Pensamento e “Lirismo Puro” na Poesia de Cecília Meireles (Editora da USP), de Leila V. B. Gouvêa

3.º Literatura da Urgência Lima Barreto no Domínio da Loucura (Annablume), de Luciana Hidalgo



6.º Contos de Machado de Assis: Relicários e Raisonnés (Associação Jesuita de Educação e Assistência Social), de Mauro Rosso

7.º Do Teatro: Machado de Assis (Perspectiva), de João Robeto Faria (Org.)

8.º Que Poesia É Essa? Poesia Marginal: Sujeitos Instáveis, Estética Desajustada (Editora da Universidade Federal de Goiás), de Teresa Cabañas


10.º A Gargalhada de Ulisses: A Catarse na Comédia (Perspectiva), de Cleise Furtado Mendes

Infantil


2.º Comilança (DCL), de Fernando Vilela

3.º No Risco do Caracol (Autêntica), de Maria Valéria Rezende e Marlette Menezes

4.º Era Outra Vez Um Gato Xadrez (Record), de Leticia Wierzchowski

5.º Minhas Contas (Cosac Naify), de Luiz Antonio

6.º A História de Biruta (Cia. das Letras), de Alberto Martins

7.º Zoo (Nova Fronteira), de João Guimarães Rosa



10.º Alma de Rio (Cortez), de Ellen Pestili

Juvenil

1.º O Fazedor de Velhos (Cosac Naify), de Rodrigo Lacerda

2.º A Distância das Coisas (Edições SM – Grupo SM), de Flávio Carneiro

3.º Cidade dos Deitados (Cosac Naify), de Heloisa Prieto

4.º Montanha-Russa (Cosac Naify), de Fernando Bonassi


6.º Brincos de Ouro e Sentimentos (Pingentes Biruta), de Luiz Antonio Aguiar

7.º Figurinha Carimbada (Girafinha), de Márcio Araújo



10.º Conversa de Passarinhos (Iluminuras), de Alice Ruiz S / Maria Valéria Vasconcelos Rezende




 
 
26 de Agosto de 2009 | 18:33
 

DISSERTAÇÃO SOBRE CATATAU   

A dissertação de mestrado do dramaturgo Maurício Arruda Mendonça sobre o romance Catatau, de Paulo Leminski, já está disponível no site Domínio Público.

O poeta e dramaturgo Maurício Arruda Mendonça, integrante do Armazém Cia. de Teatro, disponibiliza na web seu trabalho acadêmico sobre o poeta curitibano Paulo Leminski. A dissertação de mestrado de Arruda Mendonça sobre o romance Catatau já está disponível no site Domínio Público

O autor da dissertação analisa “alguns aspectos literários e filosóficos dessa obra verdadeiramente complexa e que comprova que Leminski era um artífice da palavra. Mendonça explica em seu blog pessoal, Epigrafias, que o livro de Leminski “deve ser encarado como um romance filosófico na tradição de Voltaire, LaclosMann, Sartre, Camus, Machado de Assis, Guimarães Rosa”. 

Sobre o título?
                                         

Em 1976, o próprio Leminski explicou o significado do título de seu livro: 

"A palavra catatau tem múltiplos significados e por isso me fascinou. Quer dizer coisa grande e coisa pequena ao mesmo tempo. Quer dizer bicho feio na Bahia, e caipira em Minas. Em Portugal, significa briga e às de espadas. Sua origem é desconhecida. Pode ser tupi, africana. Parece ser ainda uma onomatopéia para coisa que cai".

>>> Conheça os livros de Paulo Leminski, AQUI!




 
 
25 de Agosto de 2009 | 18:39
 

AMOSTRAGEM COMPLEXA, NOVO LIVRO DE SIMONE CAMPOS   

O livro reúne 12 contos que tratam de temas do cotidiano como saudades, memórias, segundas chances, fugas, segredos, transformações, vinganças, ironias, hipocrisias e mudanças – de crença, perspectiva e poder

A escritora carioca Simone Campos lança seu terceiro livro, Amostragem complexa (7Letras). O livro de contos foi contemplado pelo programa Petrobras Cultural e conta com o apoio da Lei Rouanet. 

Simone circula entre fábulas, mangás, Mishima, Borges, arquétipos e tabus, aliando essas peças para formar um painel humano de fortes contrastes. 


                               

>>> Leia trechos dos doze contos de Simone Campos:


Mousmé (conto japonês)

Você lê história e alguns livros e já sabe como fazer tudo certo. Não cair na lábia de canalhas com Anna Karenina, não emprestar nem tomar emprestado com Shakespeare, não ser totalitário com Orwell e assim por diante. Só que iluminismo não adianta se todos correm de volta pro escuro.

Você sabe as coisas sem ter, ao menos uma vez, pensado que sabia. Você não consegue nem começar a pensar em se entregar à doce burrice. Lucidez férrea é puro horror.


Herói

Então. Vou fazer 30 anos. A idade das festas passou. Cansado do apogeu dos egos após a oitava tulipa, de pegar casal recém-formado transando no banheiro, do mal-estar na hora de fechar a conta porque ninguém lembrou de deixar os 10%, esse ano só quero me enfurnar em algum canto bem distante da civilização com todo o conforto que a civilização pode oferecer. E Raquel.


Senhora, Senhorita

Nem tinha lhe passado pela cabeça a possibilidade de não usar porta-seios, mas agora via que podia. Todas estavam à l'aise e seus próprios seios estavam se portando sozinhos. De novo.

Desceu a escadaria do metrô sorrindo. Passinhos que só lépidos; água descendo a cachoeira. As mãozinhas, em suspenso. As pessoas se viravam para olhá-la, uma mulher sorriu como quem acata a piada. E a nova moça sorria por dentro ao pensar que as pessoas pensavam que ela se vestia retrô.


Composição

Perlac era uma loja direcionada para clientes impossíveis. Zee, consciente da missão, afofava perucas escuras sobre a cabeça gessal das manecas – uma mel, uma café, outra preto-graúna, um quase-ruivo acolá – mas imaginando e sabendo que as verdadeiras clientes da Perlac estariam mais para quarentonas de 1,62m com cortes médios desidratados do que para andróides chanéis magras e frias.


Ao cubo

Sozinhos um com o outro, impressionava sua intimidade impessoal. Um para cada lado do sofá, olhos na TV, no meio as mãos, uma sobre a outra. Um no computador outro na lavanderia, um na biblioteca outro jantando.
O nome da doença era esquizoidia. Odiavam socializar. Iam em festas por causa da música. Melhor se fossem festas propensas ao fracasso, com menor probabilidade de cotovelos cutucantes.


Segundo andar

Quando saía com Olívia, tinha que explicar sua mágica. Como vivia sem emprego e sem bolsa? Como comprava seus discos e livros com salário mínimo? Como pedia comida em casa?

– Quem disse que não dá para viver com salário mínimo? – redarguia Susana.

(Estava certo. Susana ganhava dois salários mínimos.)

Vinte e dois reais de condomínio (desconto do síndico). 

Dezoito reais de gás. Celular pré-pago. 70 reais de luz. A água do prédio, 100 reais. Plano de saúde jovem, 80 reais. Transporte, 80 reais. Sobrava um estipêndio para comida, roupas e despesas acessórias. Comia até chocolate.
Eu sou uma dona-de-prédio.


Sexo em Anegue (conto africano)

Eu queria mesmo era poder entrar em outra pessoa e espiar o que elas estão sentindo sobre elas mesmas. Porque aqui dentro eu já sei como é; e também já consigo sair e me ver como elas me vêem. Mas queria saber como elas se vêem, de verdade, por dentro. Saber se elas também se sentem tão mal assim quando pensam em si mesmas e, se sim, como conseguem disfarçar e levantar a cada dia e ir trabalhar, ou estudar, ou pelo menos andar pela rua sem que ninguém pense: lá vai a coisa toda errada. Assim pelo menos eu não me sentiria sozinha.


Tabu

A Biblioteca Nacional nunca tinha ouvido falar daquele veículo – nem os milhares de contatos do professor Sobral. Mas conforme alvitrado por George Sable, o artigo existia. E estava nas mãos dela. Apenas Maiara não conseguia decifrar o texto – excesso de tinta, tipo pequeno, vista um pouco cansada, vai ver, ficando míope; a luz das quatro horas era pouca e caía morta sobre o carpete climatizado, bem longe das pernas congeladas de Maiara. Congeladas mesmo: nenhuma das duas parecia capaz de se mexer. Excesso de concentração. Não – câimbra. Não. A ordem para mexer a perna fora dada e ela não sentia movimento.
– O que está acontecendo, pensou sem inflexão
Olhou para baixo. É claro que sentia frio com aquela sucuri enovelada até o joelho. Sentiu-a deslizar, garantindo o nó. Quase um conforto.


Elidu ou Como se fosse 1995

Naquela noite, com aquela disposição de despedida, até o lugar de sempre era palatável.

O corpo de Sil não descia até o chão como mandava a música. A dona dele tinha decidido poupar as costas para o dia seguinte, poltrona de avião. Ondeava o corpo de um jeito que sabia desde a puberdade e sempre impressionava as amigas.

– Cê tomou a droga errada... tá dançando igual lacraia.

Silvânia virou-se para ver quem falava.

– É verdade que você vai embora? – pergunta ele em seguida.


O último dia

Em uma das salas, alguém pediu uma folha em branco para desenhar. A professora foi até o armário e mandou que pegassem uma e passassem adiante. E assim foi feito, até a vez da Ana Paula. Ana Paula pegou mais de uma, escondendo mas nem tanto, e esperou a professora notar; ela notou e deixou cair os braços. Olhou para o armário e olhou para Ana Paula. Olhou para o armário de novo e para Ana Paula de novo. Suspirou. As provas já tinham acabado, não?

Dos armários do fundo da classe emergiram papel crepom, massinha e cartolina. Pilhas de cartolina de todas as cores (menos da vermelha, da qual por algum motivo as professoras gostavam tanto) foram rapidamente desbaratadas. Isso as outras filiais não haveriam de herdar.


Tão bonito que dói

Estou no terceiro cigarro da noite e ainda não vi ninguém que preste. Circulo, dou uma volta pelo primeiro andar, acabo pedindo alguma coisa do bar.

Há uma menina maquiada como uma boneca e metida em uma blusa cheia de babadinhos, toda branquela e acompanhada. A biba amiga dela saltita até o DJ que resmunga ao ouvir o pedido por Kraftwerk: vou ver.
Algum rock depois, o DJ aquiesce a tocar The model modificada, com uma base de guitarra emprestada do Garbage. É o tom. Me aproximo do braço da lolita gótica com o cigarro aceso. Fsst. As células se degeneram sob a brasa. Logo se formará uma bolha. Não, esperem: ela percebeu; esfregou. Assim fica marca.

Ela olha pro braço e olha pra mim. Olha pro braço. Pra mim.

– Porra, toma cuidado!

Só isso. Os olhos assassinos demoram um pouco para desgrudarem de mim; vejo que ela captou o propósito – eu parado na frente dela, não com cara de desculpas, não submisso e bêbado, mas sóbrio, sonso e segurando o cigarro no mesmo lugar do contato incendiário – só que não quer se perder nessa. Prefere sua vidinha de simulacro. Mas está marcada.


Wifi

Lia não deveria ser anunciada em qualquer biboca. Precisava de um canal exclusivo, de um boca-a-boca sagaz. Sabia exatamente quem devia procurar, mas relutou muito em fazê-lo. Afinal, o cara era um crápula. Um crápula engenhoso e conhecido no mercado. Mexia com a fila de transplantes, repassando fígados e córneas para gente que podia pagar. Relativizou a si e a ele até se aproximarem o suficiente para uma conversa ser marcada. Foi difícil convencê-lo a vir. Teve de abdicar de algumas precauções a que se propusera antes, como a de não mencionar do que se tratava ao telefone. Mas também não entregou o ouro; disse apenas que

– É um método infalível para fazer qualquer ameba passar em concurso.

– Infalível. – replicou o interlocutor, cético.

– Como a justiça divina, Jacques.

Uma pausa de efeito. Ou talvez Jacques estivesse fazendo outra coisa ao mesmo tempo.

– Vai falando.

– Vamos grampear o concurso.

– É fácil falar.

– O grampo estará num candidato.

– Da mesma forma.

– Jacques, o grampo vai ser o candidato.

– ?

– Mas preciso de documentos para ela.

– Ela?

– Ela.


Simone Campos estreou na literatura aos 17 anos com o romance No shopping  (7Letras, 2000). Desde então, participou de diversas antologias e coletâneas – entre elas, Geração 90: os transgressores (Boitempo Editorial / Org. Nelson de Oliveira) e 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura (Record / Org. Luiz Ruffato). Cursou jornalismo e produção editorial na UFRJ. Em 2006, publicou seu segundo romance em papel, A feia noite (7Letras), e em 2007 a ficção científica on-line Penados Y rebeldes


>>> Saiba mais sobre Simone Campos, AQUI!

>>> Leia o artigo "Dinheiro não traz inspiração. Mas ajuda", de Simone Campos. 





 
 
24 de Agosto de 2009 | 03:28
 

SUÍTE DAMA DA NOITE, EM COPACABANA   

Manoela Sawitzki lança seu romance "Suíte Dama da Noite" no Hotel Olinto, em Copacabana, nesta quinta, 27.

Foto: Cristina Lacerda




A escritora gaúcha Manoela Sawitzki, radicada no Rio de Janeiro, lança seu romance Suíte Dama da Noite (Record) no Hotel Olinto, em Copacabana, nesta quinta-feira, 27 de agosto, a partir das 19h.

Sinopse:

Júlia Capovilla conduziu sua vida para o decisivo momento em que reencontraria Leon, por quem se apaixonara ainda menina. Quando o destino finalmente os reúne, ela se dá conta de que a única forma de mantê-lo em sua vida é tornar-se sua amante. A partir de então, os únicos momentos de alegria na existência de Júlia acontecem na cama, a cada crepúsculo, na suíte Dama da Noite.


Manoela Sawitzki nasceu em Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, em 1978. É escritora, dramaturga e jornalista. Publicou o romance Nuvens de Magalhães (Mercado Aberto) e a peça Calamidade (Funarte), cuja primeira montagem lhe rendeu o Prêmio Açorianos de Melhor Dramaturgia de 2007. Colabora com as revistas Bravo! e Aplauso, e já trabalhou em roteiros para cinema e televisão.


Serviço:

Lançamento do livro Suíte Dama da Noite 

Endereço: 
Av. Atlêntica, 2230 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ

Dia 27 de agosto, quinta-feiras, das 19h às 22h

>>> Leia um trecho do romance  Suíte Dama da Noite  (Record), de Manoela Sawitzki:




 
 
18 de Agosto de 2009 | 19:07
 

O Corpo identidades, memórias e subjetividades   

Joëlle Rouchou, Monica Pimenta Velloso e Cláudia de Oliveira organizaram um livro que é resultado de um seminário realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa

Em Corpo: identidades, memórias e subjetividades, as organizadoras -  Joëlle Rouchou, Monica Pimenta Velloso e Cláudia de Oliveira  - propõem uma reflexão crítica através de textos assinados por diferentes autoras, entre elas Eliane Robert Moraes,Nízia Villaça, Ieda Tucherman, Marize Malta, Maria Luisa Luz Tavora,Maria Antonieta Antonacci e Viviane Matesco.
 
                     

 
O prefácio é assinado por Nísia Trindade Lima:

“Corpo: identidades, memórias e subjetividades, com suas diferentes abordagens, conta uma história. Que longe está de ser única, concisa ou definitiva. É uma história na qual cabem partes do mundo em que o corpo se faz, se reflete e se recria, numa construção e reconstrução simbólica e social. Desde os finais do século XIX, o corpo conquista a atenção de distintos autores, incluindo Marx, Engels e Nietzsche. Alertando para a dimensão social dos sentimentos e dos gestos, as obras de Georg Simmel e de Marcel Mauss marcaram um avanço decisivo nessa reflexão. Apertos de mão, saudações, cafunés, abraços, beijos no rosto ou na boca, expressam formas distintas de usar o corpo, traduzindo valores culturais e afetos. A todo instante, decodificamos o mundo através do corpo, transformando-o em informações visuais, auditivas, olfativas, táteis e gustativas. Nessa conversa com o mundo, na qual o corpo recolhe informações, a bagagem cultural e o pertencimento social de cada indivíduo são documentos indispensáveis. Seja tomando o corpo como moradia íntima, seja como lugar de invenção e metamorfoses, é com ele que marcamos presença no mundo. E é a história dessa presença que aqui é contada"

Sobre as organizadoras:

Monica Pimenta Velloso é historiadora e pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) e do CNPq. Doutora em História Social (USP). 

Joëlle Rouchou é jornalista graduada pela PUC-Rio, mestre em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ e doutora em Comunicação e Cultura pela USP. 

Cláudia de Oliveira é doutora em História Social (IFCS/UFRJ); pesquisadora Pós-doc no Setor de História, Fundação Casa de Rui Barbosa.




 
 
14 de Agosto de 2009 | 10:49
 

ENTER, O LANÇAMENTO   

O lançamento de ENTER - Antologia Digital, organizado pela professora Heloisa Buarque de Hollanda, lotou o Cinemathèque Jam Club.


Por Ramon Mello
Fotos: Vânia Laranjeira

Um telão foi montado na entrada do espaço, para projeção online do ENTER que abriga a produção de 37 escritores contemporâneos. Ainda assim, as perguntas mais frequentes durante o evento foram: Onde compro o livro? Quanto custa a antologia? Cadê a mesa com os exemplares?



A escritora e DJ Cecilia Giannetti animou a festa com um playlist eclético, de Beat Box a Michael Jackson, só desgrudou da mesa de som para participar da foto com Heloisa e outros autores da antologia, entre eles Maria Rezende,Ismar Tirelli Neto, Simone Campos, Domingos Guimaraens, Mariano Marovatto, Diana de Hollanda e Carol Bensimon.



Durante a noite, os outros selecionados da antologia passaram pela festinha: Michel Melamed, Augusto Guimaraens Cavalcanti, João Paulo Cuenca, Ana Paula Maia, Fabiano Vianna e Lirinha, acompanhado da esposa, a atriz Leandra Leal.

Nega Gizza ligou: perdeu o vôo em Brasília. Marília Garcia mandou um abraço da França. Alice Sant'Anna  também está fora do país, foi representada por sua mãe sua mãe, a editora de moda Zizi Ribeiro. E a cordelista Lourdes Alves mandou um beijo do Recife.

Outros escritores prestigiaram o lançamento, como Leandro Jardim, Manoela Schawinski , Jô Bilac , Rodrigo Bittencourt e Paulo Scott. E  os editores Eduardo Coelho e Carolina Casarin da Língua Geral; Elisa Ventura da Aeroplano; Sergio França e Ana Paula Costa da Record; Bruno Dorigatti e Marcio Debellian do portal SaraivaConteúdo também conferiram a estréia do site.

Além da presença da Secretaria Estadual de Cultura Adriana Rattes; do Secretario Municipal de Cultura de Araruama, Ricardo Adriano; gerente de patrocínio da Petrobrás, Giuseppe Zani; e da crítica literária Beatriz Resende.

A bebedeira continuou nos botecos da Voluntários da Pátria, mas essa parte não posso contar aqui...

(momento colunismo social encerrado)

A propósito, a organização da festa foi coordenada pela produtora Valeska Zamboni. E o layout de ENTER foi concebido Samara Tanaka, design responsável pela identidade visual do projeto.

> Leia o artigo do escritor Alexandre Inagaki sobre ENTER – Antologia Digital, no blog   Pensar Enlouquece, pense nisso.

> Leia a análise do editor Eduardo Coelho sobre ENTER – Antologia Digital, no blog Autores e Livros.

> Leia a matéria do jornalista Miguel Conde sobre Heloisa Buarque de Hollanda, publicada no Segundo Caderno, O GLOBO.

> Leia matéria do jornalista Luis Felipe Reis sobre ENTER – Antologia Digital, publicada no Caderno B, Jornal do Brasil.

Veja mais fotos exclusivas o lançamento:







 
 

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