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02 de Julho de 2009 | 20:16
 

Novos traços e muito bom humor   

"Porque vocês explicam o tempo inteiro que quadrinhos não é literatura? ", provoca Joca Terron na mesa que reuniu a nova geração de quadrinistas

Por Ramon Mello 
Foto de Tomás Rangel


A primeira mesa da Flip, ‘Novos Traços’, composta pelos quadrinistas Rafael Coutinho, Rafael Grampá, Gabriel Bá e Fábio Moon, foi marcada pela informalidade e bom humor de um encontro entre amigos.

Ao fazer a abertura do evento, o jornalista responsável pela programação da Flip, Flavio Moura, confundiu o nome dos irmãos gêmeos quadrinistas e acabou pedindo socorro ao mediador do painel, o escritor Joca Reiners Terron. A platéia, composta por aproximadamente 300 pessoas, não conteve os risos e os aplausos.

Joca Terron iniciou a conversa destacando o ineditismo da participação de quadrinistas na programação oficial da FLIP; "Um mesa inusitada para uma festa literária." Em seguida, com intimidade de quem é leitor de graphic novels, os quadrinistas foram apresentados.

"Rafael Coutinho, filho do incrível Laerte, está produzindo um graphic novel [Leia um trecho da história aqui] co-assinado com o escritor Daniel Galera. Rafael Grampá, dono de traços violentos, é autor de Mesmo Delivery (Desiderata) [Um trecho aqui]. Gabriel Bá e Fábio Moon - como vocês podem ver eles são gêmeos - começaram publicando os próprios livros de maneira alternativa e hoje produzem para o mercado americano. Essa dupla é especialista em auto-ficção, episódios autobiográficos", resumiu Joca.

Pensando no público que não está habituado com histórias em quadrinhos, os convidados leram trechos de suas obras enquanto os desenhos apareciam no telão.



Joca, Coutinho, Grampá, Fábio e Gabriel


Gabriel Bá e Fábio Moon dividiram a leitura de uma melancólica história e improvisaram uma trilha sonora com o celular, provocando suspiros na platéia. Rafael Coutinho, ao ler o trecho de sua parceria com Galera, publicada na revista Piauí, protagonizou um dos melhores momentos do encontro, mostrando-se um excelente dublador ao lado da atriz Carolina Manica, namorada de Rafael Grampá, convidada para participar da leitura. Grampá convocou Coutinho ler um trecho da violenta história de Mesmo Delivery (Desiderata), seu primeiro trabalho solo como autor de quadrinhos.

No fim das "performances", Joca destacou as "diferenças brutais" no estilo das histórias, referindo-se à violência nos quadrinhos de Grampá.

Em seguida, os irmãos quadrinistas relembraram o início da carreira em São Paulo quando publicavam pequenas tiragens de fanzines. "Publicávamos nem que fosse para a leitura dos amigos ou amigos da mamãe", brinca Gabriel. "Colocávamos os amigos da faculdade como personagens e era bom porque o público ficava com interesse de ler as histórias".

Grampá contou sobre a trajetória anterior ao trabalho de quadrinista, no mercado publicitário. "Eu ganhava dinheiro, mas não era feliz. Parece que isso também é muito comum com os escritores, né?", indaga Grampá, que atualmente prepara com Daniel Pellizzari o álbum Furry Water, que será lançado na Comic Con, em San Diego.

"Mas nós o aliciamos: Ganhar dinheiro pra quê? Venha fazer quadrinhos", brincou Gabriel Bá, que realizou junto com o irmão, Grampá,  Becky Cloonan e Vasilis Lolos, a HQ independente 5, vencedor do Eisner Award 2008.

Rafael Coutinho falou sobre a relação com seu pai, o cartunista Laerte, e sobre a decisão de assumir o trabalho de quadrinista: "Meu pai é uma pessoal especial. Fico feliz que o tempo amadureceu nossa relação. No início fiquei confuso com a questão profissional, pensava em ser artista plástico. Decidi, sou quadrinista."

"Porque vocês explicam o tempo inteiro que quadrinhos não é literatura? ", provoca Joca.

"Na verdade, não importa a forma; poesia, videoclipe ou história em quadrinhos. E o importante é o que se quer contar.", diz Gabriel Bá.

Grampá completa: "A gente explica porque nos perguntam, sempre."



 
 
02 de Julho de 2009 | 15:52
 

Exclusivas em Paraty   

Entrevistas exclusivas feitas na cidade vão ao ar na próxima semana aqui no SaraivaConteúdo

Por Bruno Dorigatti
Foto de Tomás Rangel


Estamos fazendo aqui em Paraty entrevistas exclusivas em vídeo com alguns dos autores presentes na cidade, material que começa a entrar no site a partir da próxima semana. Hoje pela manhã conversamos com o escritor amazonense Milton Hatoum, que falou sobre seus premiados romances, seu recém-lançado livro de contos, A cidade ilhada (Companhia das Letras), onde sua prosa decantada alcança uma forte densidade em estórias enxutas, mas ainda trazendo reminescências de uma Manaus remota, e um tanto além dos estereótipos que geralmente chegam ao resto do país e do mundo. 

Hatoum falou também sobre a relação com Euclides da Cunha, cuja morte tragica completa 100 anos em 2009. Seus Ensaios Amazônicos foram tema de um doutorado abandonado pelo caminho pelo escritor hoje radicado em São Paulo, mas cujo dívida literária foi paga no conto "Uma carta de Brancoft". O escritor comentou também a relação e as surpresas com os leitores. Uma delas, esteve em Manaus a procura dos Dois irmãos (Companhia das Letras), que dão título ao romance lançado em 2000. Hatoum participa na sexta da mesa mais cobiçada desta 7. Flip, ao lado de Chico Buarque, onde vai ler um trecho de Órfãos do Eldorado (Companhia das Letras), novela lançada no ano passado e que trata, assim como o novo romance de Chico, Leite derramado (Companhia das Letras), de reminescências familiares.
 






 
 
02 de Julho de 2009 | 15:24
 

Dawkins e a defesa do ateísmo   

O biólogo inglês antecipou alguns temas de sua conferência

Por Marcio Debellian
Foto de Tomás Rangel


Está marcado para hoje, às 19hs, o painel que contará com a participação do escritor inglês Richard Dawkins. Durante a coletiva, nesta manhã na Pousada do Ouro, ele adiantou alguns assuntos que devem marcar as discussões.
 
O autor, ateu convicto, defende A Origem das Espécies, de Charles Darwin, como o livro mais importante de sua biblioteca. “É uma questão de educação. Se eu não conhecesse a teoria da evolução, poderia acreditar em Deus”. Para ele, a religião oferece uma falsa explicação sobre a origem da existência, e clama para o termo “Bright” (“inteligentes” ou “brilhates”) como nova forma para denominar os ateus. “Assim, como os homossexuais criaram o termo “gay” para denominar sua preferência sexual, defendo o termo 'bright'. É algo mais leve, do que 'ateu', afirmou o biólogo. 


Dawkins e seu editor, Luiz Schwarz  


O escritor diz que sonha em viver num mundo sem religião, mas acredita que isso ainda tomará muito tempo: “Não estarei vivo para presenciar”, e esteve envolvido recentemente em uma campanha que espalhou pelos ônibus de Londres os seguintes dizeres: “There’s probably no God. So, stop worrying and enjoy your life” – "Deus provavelmente não existe, então pare de se preocupar e aproveite a sua vida." Confira o site oficial do movimento pró-ateísmo, Atheist Campaign, e acompanhe o manual de instruções para a vida, de acordo com a campanha:





 
 
02 de Julho de 2009 | 13:19
 

Adriana Calcanhotto faz show de abertura da FLIP    

A cantora e autora do livro "Saga Lusa" trouxe seu show Maré para Paraty

Por Marcio Debellian
Foto de Tomás Rangel


Adriana Calcanhotto, que já havia feito o show de abertura da FLIP, quando o homenageado foi Vinicius de Moraes, abriu novamente a Festa, que este ano homenageia Manuel Bandeira.
 
A artista trouxe à Paraty um show que teve como base o seu espetáculo Maré, que está na estrada há mais de um ano, mas incluiu novidades como “A Cor Amarela”, faixa do novo disco de Caetano Veloso, Zii e Zie, e canções que não estavam no roteiro original do show, como “Eu Sei que Vou te amar” e “Metade”. Em ambas as músicas, a platéia - que lotou o interior da tenda e a praça em volta dela - cantou junto, criando momentos emocionantes.





A cantora, que em sua obra dialoga constatemente com o o universo de poetas como Waly Salomão, Augusto de Campos e Antonio Cicero, escolheu dois poemas de Manuel Bandeira para o show de Paraty – “Poética” e “Porquinho da Índia” – além de apresentar uma versão musicada de "Vislumbre”, um belo poema de Mario de Sá-Carneiro, que ela disse gostar de cantar “em ocasiões como estas”. 
 
Adriana permanece em Paraty nesta quinta-feira para uma tarde de autógrafos do seu livro Saga Lusa (Cobogó), em que narra com muito humor o “surto” que teve no início da turnê Maré, em Portugal, por conta de uma combinação de medicamentos para combater uma forte gripe. 



 
 
01 de Julho de 2009 | 22:24
 

Abertura da 7. Flip: Eterna vida provisória   

Davi Arriguci Jr. abriu a Flip com conferência sobre o homenageado deste ano, Manuel Bandeira

Por Bruno Dorigatti
Fotos de Tomás Rangel e de arquivo (Manuel Bandeira)


  


Com dez minutos de atraso, Flávio Moura apresentou e passou a palavra para o crítico literário Davi Arrigucci Jr. que procurou ser breve e intenso, "como o poeta, espero". O poeta, no caso, é o grande homenageado deste ano, Manuel Bandeira, o responsável da passagem para a poesia moderna no Brasil, o nosso São João Batista - como afirmava Mário de Andrade - aquele que anunciava as novas formas, o verso livre, uma nova concepção do poético, da poesia.

Bandeira foi aquele que leu mais profundamente os clássicos, medievais e da língua portuguesa, abriu a leitura para o simbolismo francês de Mallarmé, os poetas menores franceses e do simbolismo belga, além dos romantismo alemão. Mais tarde, nos anos 1950, se abriria novamente para a vanguarda, como os poetas concretos. Destinado à morte desde a adolescência, tuberculoso que foi, foi se tratar na Europa, tal um personagem de Thomas Mann, em A montanha mágica. 

"Bandeira teve uma eterna vida provisória. Sobreviver foi uma vitória sobre si mesmo, um extremo desejo de transcedência. Um país que deu um homem da fibra moral de Bandeira tem que dar certo", afirmou Arrigucci para uma Tenda dos Autores praticamente lotada, em seu depoimento como experiência de leitor do poeta pernambucano. O crítico tem alguns livros e ensaios sobre Bandeira, um deles, Humildade, paixão e morte, que levou 17 anos para ser finalizado.

Na conferência procurou resumir como Manuel Bandeira concebeu a poesia, como a praticou e com que sentido. No livro memorialístico, Itinerário de Pasargáda, lançado em 1954, o poeta volta às suas reminescências mais antigas, aos 3 anos, no pátio do Palace Hotel, onde aquela emoção diferente que sentiu e mais tarde seria associada à experiência poética. Esta emoção poética, segundo Arrigucci, se diferencia da emoção comum, já que seria uma sensação de universo que traz um mundo completo, uma totalidade orgânica, e mesmo objetos do mundo banal trazem esta sensação de totalidade, do insondável quando observados, sentidos através desta emoção poética.





"Alumbramento. Que no espanhol tem o significado de iluminar, parir, mas também traz uma manifestação espiritual, ecos do simbolismo", definiu o crítico. No poema "Evocação do Recife", quando ele comenta da "moça nuinha no banho", quando ficou parado, o coração batendo, estático e extático, o poeta apresenta sua faceta com uma raiz erótica no mundo sensível, espécie de epifania, aparição, mas que traz consigo eventos espirituais, materiais, emotivos. Este seria o alumbramento que assombrou e tomou Bandeira, um núcleo simbólico da experiência, uma síntese da totalidade. 

A poesia, agora no século XX, está nos amores e nos chinelos, nas coisas lógicas e nas desbaratadas. O amor e a morte, o sentimento de finitude e destruição estariam no cerne da lírica bandeiriana. Aqui, um esboço da biografia de Bandeira ajuda a entender as transformações e o rumo de sua poesia. Em 1920, já no Rio de Janeiro, o poeta perde o pai, depois de já ter perdido a mãe e a irmã, todos na sua Recife natal. Se muda para a Rua do Curvelo, no morro de Santa Teresa, centro do Rio, e lá encara a solidão, a pobreza e a eminência da morte. Começam a aparecer em sua obra o alto (o morro) e o baixo (a cidade), a interioridade do quarto e a exterioridade da rua.

No morro, ele descobre no Rio a visão do mais humilde cotidiano, da pobreza e incorpora ao estilo essa visão de baixo. Em 1933, ao se mudar para a Rua Morais e Vale, beco da Lapa, no pé do Morro de Santa Teresa, a então ampla paisagem se asfixia no beco. O "Poema do beco" é sintomático desse momento:

"Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?

- O que eu vejo é o beco"

Esta poesia feita de pequeninos nadas, mas repletos de valor plástico e musical dos fonemas, é, segundo Arrigucci, um belo exemplo do que buscava Bandeira: esconder as grandes coisas no cotidiano da rua, alcançar uma depuração do estilo na brevidade. Uma poesia através de circunstâncias e desabafos.



 
 
26 de Junho de 2009 | 19:36
 

POEMAS INÉDITOS DE ARMANDO FREITAS FILHO   

“Não tenho mais tempo a perder. Tenho muitas coisas para estudar, o que é diferente de ler. 'Lar' é o livro mais importante que já escrevi. Por quê? Porque é um livro onde a veste está mais rasgada"

BOB

Primeiro amor fora da família.
Primeira língua que me lambeu
deliciosamente morna de desejo.
Primeiro beijo de língua, primeiro
amigo, guardião das sete chaves
de todos os segredos: dos mais
sujos ou íntimos da alma de carne
meu meio-irmão de outra raça
ou meu primeiro filho, inconcebível
morto aos quatorze anos.


18 de Fevereiro

Dia do meu adversário.
Invisível, no início, quando
inocente, não se olha para trás
apesar de cada ano crescer
a sombra, à luz de velas
cercada de palmas vivas
que vão mudando de sentido
sub-reptícias, diminuindo o som
uma a uma, perfumando-se, frias
enquanto as chamas relutantes
se firmam e enfrentam o sopro
que perde o fôlego para o fogo.

[Poemas do novo livro de Armando Freitas Filho: 'Lar' (Companhia das Letras)]

>>> Leia entrevista exclusiva com Armando Freitas Filho na Saraiva Conteúdo, AQUI!



 
 
26 de Junho de 2009 | 17:49
 

DIÁLOGOS CARIOCAS: O RIO EM DIFERENTES FACES   

Encontros vão reunir especialistas e gestores públicos para debater a cidade sob uma ótica humanista, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ

A primeira edição do ciclo Diálogos Cariocas, promovido pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, em parceria com a produtora Paluana, será realizada nos próximos dias 26 e 30/06 e 1 e 3/07 com palestras e debates que prometem colaborar para ampliar o olhar para as questões urbanas da cidade. A mediadora será a jornalista Cláudia Tisato e os encontros contam com patrocínio da Eletrobrás. O evento é gratuito. 

Nos debates, haverá também mostra com trechos editados de filmes sobre o Rio de Janeiro, como ‘Orfeu do Carnaval’ (Marcel Camus), Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa (Roberto Farias), O Assalto ao Trem Pagador (Roberto Farias) e Rio 40 Graus (Nelson Pereira dos Santos), sempre contextualizando os temas apresentados e discutidos.

Quatro temas principais serão abordados nos ‘Diálogos Cariocas:

O Rio que se muda’, no dia 26/06, a partir da palestra de Carlos Fernando Andrade, doutor em Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e superintendente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

‘Rio, cidade, lagoa, mar e floresta’, no dia 30/06, contará com a presença de Antonio Carlos Gusmão, mestre em Controle da Poluição Industrial e Saneamento Básico pela UERJ e presidente da Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA).

O tema ‘Medo, violência e liberdade’, no dia 01/07, será abordado por Vera Malaguti, doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e secretária-Geral do Instituto Carioca de Criminologia.

A palestra ‘Rio: favela ou bairro’, em 03/07, terá como convidado Sérgio Magalhães, doutor em Urbanismo FAU/UFRGS e professor de Urbanismo da UFRJ.

Convidados especiais

O evento contará também com Nelson Pereira dos Santos, convidado do dia 03/07, e Janice Caiafa, que participará do debate no dia 01/07.

>>> Confira a programação completa no site Diálogos Cariocas.

Diálogos Cariocas
Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ
Salão Dourado - Campus Praia Vermelha - UFRJ
Av. Pasteur, 250 – Urca - Rio de Janeiro - RJ

Dias: 26 e 30/06 e 01 e 03/07
Horário: 14 às 18h

Inscrições gratuitas:

http://www.dialogoscariocas.com.br/ 
email: dialogoscariocas@paluana.com 
ou pelo telefone: (21) 3507.4629 



 
 
26 de Junho de 2009 | 17:30
 

CASA DE CULTURA MANTÉM PROGRAMAÇÃO DE CINEMA E LITERATURA   

Exibição de filmes e debates com produtores e diretores brasileiros faz parte da programação da Casa de Cultura, uma extensão da FLIP.

CASA DE CULTURA - PROGRAMAÇÃO

QUINTA-FEIRA, 02 DE JULHO

10h30 Manifesto por um Brasil literário

O Instituto C&A, a Casa Azul, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o Instituto Ecofuturo e o Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) promovem debate sobre a importância da literatura e sobre políticas de promoção da leitura. O escritor Bartolomeu Campos de Queirós lerá o "Manifesto por um Brasil literário".

13h30 Oficina literária - Poesia

Extensão da homenagem a Manuel Bandeira, a oficina literária tem como tema a poesia e será ministrada pelo tradutor e poeta Paulo Henriques Britto. As aulas são reservadas aos aprovados no processo de seleção realizado em junho.

15h10 Bandeira nas ondas do rádio

Com edição de estréia sobre Manuel Bandeira, o programa de rádio digital Lettera Libris realizará leitura dramatizada de poemas, projeção de vídeos sobre o poeta e a cidade de Recife e gravação de podcasts com críticos e escritores, que comentarão a obra do homenageado da 7a. FLIP.

16h30 Em caso de felicidade: entrevista com David Foenkinos

Descrito pelo jornal Le Monde como “cômico depressivo”, o parisiense David Foenkinos prefere usar o humor para discutir temas sérios. Aos 34 anos, é autor de O potencial erótico de minha mulher (2005) e Em caso de felicidade (2008). Seu último livro, Quem se lembra de David Foenkinos, recebeu o prêmio Jean Giono de 2007.

18h30 Cinema e Filosofia, com Ollivier Pourriol 

O escritor francês Ollivier Pourriol, autor de Cinefilô, propõe aos leitores um convite singular: aprender filosofia a partir de filmes pop. Na FLIP, ele expõe a teoria de Spinoza sobre o desejo de eternidade, ilustrada por filmes como Blade Runner (de Ridley Scott), X-Men (de Bryan Singer) eMatrix (de Andy Wachowski), entre outros, e conversa com o público.

SEXTA-FEIRA, 03 DE JULHO

10h30 Acordo Ortográfico em questão

O angolano Ondjaki, autor de Bom dia, camaradas, e o brasileiro Marcelino Freire, autor de Balé ralé, trocam impressões a respeito do Acordo Ortográfico que entrou em vigência este ano e pretende uniformizar a ortografia de oito países falantes do português. Na mediação, o escritor Marcelo Moutinho, organizador do Dicionário amoroso da língua portuguesa.

>>> Leia artigo exclusivo de Marcelino Freire, na Saraiva Conteúdo.

13h30 Oficina Literária

15h30 Indústria do Cinema

Pedro Buarque de Holanda, da Conspiração Filmes, e Rita Buzzar, roteirista e produtora dos longas Olga e Budapeste, discutem a indústria do cinema e as políticas de patrocínio à produção audiovisual. Mediador: Guilherme Fiuza.

17h30 Curta O poeta do Castelo e pré-estréia  Só 10% é mentira

O poeta do Castelo (1959, 9 min), de Joaquim Pedro de Andrade, acompanha Manuel Bandeira em uma manhã da década de 1950, no Rio de Janeiro. Bandeira toma café da manhã, datilografa em sua cama e anda pelas ruas do bairro do Castelo. O curta será exibido no início de cada filme da programação. No documentário Só 10% é mentira (2008, 78 min.), o diretor Pedro Cezar faz um registro lírico do poeta Manoel de Barros, com imagens que representam o universo do autor.

>>> Leia entrevista exclusiva com o cineasta Pedro Cezar, na Saraiva Conteúdo.

21h Mesa Cineclube Paraty

FLIP - Casa da Cultura: Cinema fora de ordem  Atiq Rahimi (diretor e roteirista de Terra e cinzas, exibido em Cannes), Alekei Abib (co-roteirista de Via Lactea), Maria Camargo (roteirista do programa Por toda minha vida, da TV Globo) e Newton Cannito (roteirista de Quanto vale ou é por quilo, de Sergio Bianchi) discutem a produção de roteiros que recusam fórmulas.

22h Show Francis Hime e Olivia Hime:

Homenagem a Manuel Bandeira “Sim, gosto de ser musicado, traduzido e... fotografado”, afirmou certa vez Manuel Bandeira. Inspirados pela declaração, Olivia Hime e Francis Hime apresentam, na FLIP, um repertório em homenagem ao poeta, com músicas criadas por Tom Jobim, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Dorival Caymmi, Francis Hime, entre outros, a partir de poemas de Manuel Bandeira.

Local: Tenda dos Autores

SÁBADO, 04 DE JULHO

10h30 Profissão: repórter

 Nascido na Califórnia, Jon Lee Anderson é um dos principais jornalistas de guerra da atualidade e dedicou grande parte de sua carreira à cobertura de eventos na América do Sul, em Cuba e no Oriente Médio. É autor de livros como Guerrillas: Journeys in the Insurgent World, A queda de Bagdá e Che Guevara: uma biografia, um dos principais perfis biográficos sobre o líder revolucionário.

13h30 Oficina Literária 

15h30 O mar e os sertões

No ano do centenário da morte de Euclides da Cunha (1866-1909), o escritor Milton Hatoum, o crítico literário Francisco Foot Hardman e a professora Walnice Nogueira Galvão conversam sobre o autor de Os sertões. Na mediação, o jornalista Daniel Piza, que este ano trilhou o mesmo caminho percorrido por Euclides da Cunha na Amazônia no começo de século XX.

17h30 Intercâmbios literários entre Brasil e França

Anne-Solange Noble, responsável pelos direitos estrangeiros da editora Gallimard, e Françoise Nyssen, diretora editorial da Actes Sud, discutem a presença da literatura brasileira no universo literário francês. Na mediação, Angel Bojadsen, da editora brasileira Estação Liberdade.

19h30 Curta O poeta do Castelo e pré-estréia Todo mundo tem problemas sexuais

O bem-humorado Todo mundo tem problemas sexuais (2008, 80 minutos), de Domingos de Oliveira, conta cinco histórias temáticas: Impotência, Perversão, Sedução, Desejo e Preferências sexuais. Em comum, elas têm os muitos desencontros sexuais dos personagens.

20h30 Concerto Kaleidos

O quinteto de sopros Kaleidos apresenta composições apreciadas por Manuel Bandeira. No repertório, músicas de Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Ari Barroso, entre outros. O concerto integra a programação da FLIP - Casa da Cultura, mas será realizado na Igreja da Matriz.

DOMINGO, 05 DE JULHO

10h30 Curta-metragem O poeta do Castelo e filme Os condenados

Baseado em obra de Oswald de Andrade, Os condenados (1973, 80 min.), de Zelito Viana, se passa na década de 1920, em São Paulo, onde a prostituta Alma D’Alvelos lê para os clientes de um bordel o estranho diário do telegrafista João do Carmo.

13h30 Oficina Literária 

15h30 Curta O poeta do Castelo e filme Separações Separações , de Domingos de Oliveira,

Separações (2002, 116 min.), de Domingos de Oliveira, acompanha a crise no casamento de Glorinha e Cabral, um dramaturgo de 50 anos. Cabral propõe a separação, mas tenta reconquistar a mulher quando ela se apaixona por outro homem.

18h Filme ‘De corpo inteiro’

Adaptação do livro homônimo de Clarice Lispector, De corpo inteiro (2008, 66 min.), de Nicole Algranti, encena entrevistas feitas pela escritora para as revistas Fatos & Fotos e Manchete nos anos 60 e 70. Entre as personalidades entrevistadas estão Paulo Autran, Helio Pellegrino, Chico Buarque e Bibi Ferreira.

 



 
 
26 de Junho de 2009 | 17:03
 

FLIPZONA MOVIMENTA PROGRAMAÇÃO ENTRE JOVENS   

Depois de sete edições, organização da FLIP criou a FlipZona - um projeto direcionado aos jovens, com o intuito de aproximá-los do universo literário.

A FlipZona será um projeto continuado envolverá toda a rede de ensino de Paraty, como já acontece com a Flipinha.

Haverá oficinas de produção e edição de áudio e vídeo, caracterização teatral, produção de texto, animação, videogame, fotografia, debates com escritores e profissionais cuja produção mantém relações com o universo jovem, exibição de filmes, etc.

PROGRAMAÇÃO FLIPIZONA

QUARTA-FEIRA, 01 DE JULHO

8h Docudrama
Documentário e dramatização
Paulo Maia e Marcos Reis

10h Bate-papo sobre fotografia
Iatã Cannabrava
Giancarlo Mecarelli

12h Projeção de vídeos
Projeto Kabum

13h30 Filme
“Oxalá cresçam pitangas”
Diretor: Ondjaki
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

15h Filme
“Stardust”

Diretor: Matthew Vaughn
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

16h30 Projeção de vídeos
Minidocumentário
Casa Escola
Profas. Clarice Cará, Daniel Firencze e Edson Oliveira

18h Apresentação surpresa


QUINTA-FEIRA, 02 DE JULHO

8h Bate-papo sobre ilustração e tecnologia
Daniel Kondo
Baseado no “Livro surfando na Marquise”, de Paulo Bloise

9h30 Docudrama
Documentário e dramatização
Paulo Maia e Marcos Reis

10h Bate-papo sobre ilustração e poesia
Cyntia Cruttende
Baseado no livro “Sob o sol, sob a lua”

12h Projeção de vídeos

13h30 Filme
“A fantástica fábrica de chocolate”
Diretor: Tim Burton

15h Filme
“As aventuras de Tintin”
baseado nas histórias em quadrinhos criadas
pelo autor belga Georges Prosper Remi – conhecido como Hergé

16h30 Bate-papo sobre criação e ilustração
Ana Raquel
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

16h30 Bate-papo sobre criação e ilustração
Ana Raquel

18h Apresentação surpresa

18h30 Sarau Manuel Bandeira
Declamação de poesias

20h Crie Futuros Ibero América: a palavra como ponte
Experimento de criação coletiva para criar futuros desejáveis

Angel Mestres, Transit, Espanha
Ana Tomé Diaz , AECID
Efrain Rodriguez, Cuba
Jaime Collyer, escritor, Chile
Lala Deheinzelin, Brasil

SEXTA-FEIRA, 03 DE JULHO

8h Bate-papo sobre os conflitos na adolescência
Rodrigo Lacerda
Basedo no livro “O fazedor de velhos”

9h30 Docudrama
Documentário e dramatização
Paulo Maia e Marcos Reis

10h Bate-papo sobre o quadrinho e a literatura
Fabio Moon e Gabriel Bá

12h Projeção de vídeos
Projeto Kabum

13h30 Filme
“Crepúsculo”
Diretora: Catherine Hardwicke
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

15h Filme
“Vermelho como o céu”
Diretor: Cristiano Bortone

Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

16h30 Projeção animação
Produção de alunos de Paraty sobre a obra de Machado de Assis

18h Apresentação surpresa

18h30 Sarau Manuel Bandeira
Declamação de poesias

20h Crie Futuros Ibero América: a palavra como ponte
Experimento de criação coletiva para criar futuros desejáveis

Angel Mestres, Transit, Espanha;
Ana Tomé Diaz , AECID
Efrain Rodriguez, Cuba
Jaime Collyer, escritor, Chile
Lala Deheinzelin, Brasil

SÁBADO, 04 DE JULHO

9h30 Docudrama
Documentário e dramatização

Paulo Maia e Marcos Reis

10h Bate-papo sobre mídias e comunicação
Marcelo Tas

12h Projeção de vídeos

13h30 Filme
“A princesa Mononoke”

Diretor: Hayao Miyazaki
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

15h Filme

“Oliver Twist”
Diretor: Roman Polanski
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

16h30 Projeção de vídeos

18h Apresentação surpresa

18h30 Projeção animação

Produção de alunos de Paraty sobre a obra de Machado de Assis

19h Bate-papo sobre expedições
Paula Saldanha e Roberto Werneck

DOMINGO, 05 DE JULHO

10h Filme
“Ratatouille”
Diretores: Brad Bird e Jan Pinkava
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

13h30 Filme
“Duelo de titãs”

Diretor: Boaz Yakin
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

15h Filme
“Encantadora de baleias”

Diretor: Niki Caro
Cineclube Paraty
De 11 a 14 anos

>>> Saiba mais sobre a FLIPZONA, AQUI!

 




 
 
25 de Junho de 2009 | 11:21
 

FLIPINHA AGITA A GAROTADA EM PARATY   

O programa educativo da FLIP acontece de janeiro a dezembro com ações que envolvem alunos e professores da rede escolar pública e privada.

FLIPINHA O ANO TODO

Ciclo de Literatura: Seminários sobre o autor homenageado do ano para os professores da rede pública e privada de ensino de Paraty.

Oficina de Ilustrações: Oficina para a comunidade caiçara sob a coordenação do ilustrador Roger Mello. Os desenhos produzidos são utilizados no material gráfico da Flipinha.

Mediadores de Leitura: Jovens que passam por uma capacitação em literatura, teatro e música proporcionam as crianças uma prática de leitura eficiente e prazerosa.

Ciranda dos Autores: Encontros dos alunos com escritores e ilustradores. Desde 2004 foram recebidos mais de 60 autores.

Flipinha no Mar: Atividades ligadas à literatura e ao patrimônio cultural no local, com o intuito de dar acesso à cultura e à literatura às comunidades mais distantes de Paraty.

TENDA DE FLIPINHA

A Tenda da Flipinha, montada durante a Flip, tornou-se o ponto de encontro das atividades realizadas ao longo do ano.

Pés-de-livros: Das árvores da Praça da Matriz pendem barbantes com livros, aonde cerca de 70 mediadores de leitura convidam o público à

Arte na Praça: Mais de 30 oficinas simultâneas dos saberes e fazeres de Paraty que celebram o patrimônio imaterial local.

Ciranda dos Autores: 2009 serão 22 autores, 13 mesas temáticas voltadas ao público infantil

Ciranda dos Bonecos: Oficinas com crianças e jovens para a produção de bonecos de papel machê de personagens da literatura. Os bonecos são instalados na Praça da Matriz durante a FLIP.

AUTORES CONFIRMADOS

Ana Raquel | Anna Claudia Ramos | Anna Lee | Bia Hetzel  | Caio Riter | Carlos Heitor Cony | Celso Sisto | Fábio Sombra | Ivan Zigg | Jô Oliveira |Jonas Ribeiro |Júlio Emílio Braz  |Luciana Savaget | Márcio Vassallo | Marina Colasanti |Nilma Lacerda |Paula Saldanha|Regina Yolanda | Rosa Amanda Strausz |Rosana Rios |Roseana Murray |Rosinha Campos |Ruth Rocha |Salmo Dansa | Tiago de Melo Andrade

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