24 de 26

 
13 de Junho de 2009 | 13:51
 

Caymmi em família   

Nana, Danilo e Dori se reúnem em show no Rio para cantar a obra de seu pai, Dorival, e celebrar a digitalização do acervo do compositor

Dorival Caymmi (1914 - 2008) entrou postumamente na era digital. Todo o acervo do compositor foi digitalizado - em produção orquestrada pelo Instituto Antonio Carlos Jobim - e já pode ser acessado no site oficial do compositor (www.dorivalcaymmi.com.br). Para celebrar a inauguração da página e da correlata exposição Caymmi Acervo Digital, em cartaz no Jardim Botânico, os três filhos do compositor - Nana, Danilo e Dori - se reuniram no palco do Teatro Jobim para cantar a obra imortal do autor do Samba da Minha Terra. Foi a primeira vez que os três cantaram juntos desde a morte de Dorival, em 16 de agosto de 2008.

"É muito difícil viver seu meu pai e sem minha mãe", desabafou Nana Caymmi em cena, após cantar Saudade da Bahia. Longe de ser melancólico, contudo, o show transcorreu num clima mágico e de encantamento. Nana abriu a noite cantando sambas-canções (Só Louco, Não Tem Solução, Adeus, Nem Eu) e mostrando que a majestosa forma vocal exibida em seu último álbum Sem Poupar Coração (Som Livre, 2009) não é truque de estúdio. Dori ficou com a parte das canções praieiras, que caem majestosamente bem no seu timbre doce e profundo como o mar. Timbre que, alias, lembra muito o de Caymmi. Já Danilo, que está ficando cada vez mais parecido fisicamente com o pai, se encarregou de cantar os sambas sacudidos com o balanço que somente a Família Caymmi tem e sabe.



 
 
12 de Junho de 2009 | 09:43
 

40 anos de bom samba   

Beth Carvalho festeja quatro décadas de coerente carreira fonográfica e seleciona repertório para seu primeiro álbum de inéditas em 13 anos

Enquanto seleciona repertório para um álbum de inéditas (o primeiro desde Brasileira da Gema, de 1996), Beth Carvalho festeja 40 anos de carreira fonográfica em 2009. Foi em 1969 que a extinta gravadora Odeon lançou seu primeiro LP, Andança, reeditado recentemente pela EMI Music em série econômica.  Bem que a indústria fonográfica poderia aproveitar a data redonda para repor em catálogo todos os títulos da discografia de Beth, uma das mais coerentes da produção fonográfica brasileira. A intérprete antecipou nomes e tendências que norteariam o mundo do samba. Sua estréia na gravadora RCA em 1976, com o álbum Mundo Melhor, trouxe – somente para citar um exemplo – a gravação mais popular de As Rosas Não Falam, obra-prima do mestre Cartola (1908 – 1980), que lançara tardiamente seu primeiro LP dois anos antes. Em 1978, no antológico De Pé no Chão, Beth revelou a turma do Cacique de Ramos e apresentou uma nova forma de fazer samba que iria dominar o mercado na década de 80. É nesse disco que há a gravação original de Vou Festejar, hit até hoje obrigatório nos shows da cantora.


A propósito, os discos gravados por Beth na RCA representam sua fase de maior popularidade. A artista vinha de bons álbuns gravados em companhias menores, como Canto por um Novo Dia (1973), Pra seu Governo (1974) e Pandeiro e Viola (1975) – trilogia seminal na qual a intérprete já expressou sua opção definitiva pelo samba. Mas foi a partir de seu ingresso na RCA que seus discos popularizaram sua voz em todo o Brasil e sedimentaram sua carreira. Nos Botequins da Vida (1977) emplacou sucessos como Saco de Feijão, exemplo da habilidade da cantora de abordar problemas sociais em sua obra com leveza, sem carregar nas tintas. Aliás,  quem gosta de samba e tem mais de 35 anos certamente curtiu Virada, hino político que sintetizou os anseios dos brasileiros para dar o troco no regime que o oprimira na década de 70. O ano era 1981 e Beth lançava Na Fonte, um de seus melhores discos, o que trouxe inclusive uma inusitada incursão da intérprete pelo universo sertanejo na faixa Alpendre da Saudade. No ano seguinte, Traço de União (1982) cumpriu o que prometia seu título e juntou compositores que nunca haviam trabalhado juntos. Casos de Caetano Veloso e Ivone Lara, autores de Força da Imaginação, o samba mais conhecido do álbum. Aos carnavalescos Suor no Rosto (1983) e Coração Feliz (1984), seguiu-se outro álbum renovador, Das Bênçãos que Virão com os Novos Amanhãs (1985), disco em que Beth pisou no terreiro baiano na faixa O Encanto do Gantois. Um distante prenúncio do CD e DVD Beth Carvalho Canta o Samba da Bahia (2007), que, por sua vez, remetem ao CD Beth Carvalho Canta o Samba de São Paulo (1993), trabalho pioneiro na tentativa de quebra das barreiras bairristas que dividem e conceituam os sambistas por sua posição geográfica.


Se Beth (1986) é sustentado pelos alicerces do pagode que dominou o Brasil naquele ano, Alma do Brasil (1988) – álbum que marcou a estréia de Beth na companhia hoje denominada Universal Music – se fez ouvir pelo romantismo de Saigon. Saudades da Guanabara (1989) e Intérprete (1991) completam a feliz trilogia que marcou a primeira passagem de Beth por essa gravadora. Discos infelizmente fora de catálogo. Nos últimos anos, Beth Carvalho vem se dedicando a uma série de registros ao vivo de shows. Mas seu esperado álbum de inéditas já começa a ser gestado e, pelo histórico da artista, tem tudo para ser tão importante com seus anteriores álbuns de estúdio, referências para quem não é ruim da cabeça nem doente do pé.



 
 
11 de Junho de 2009 | 16:49
 

Titãs pelo filtro de Bonadio   

Grupo volta à cena com álbum de inéditas produzido pelo produtor de bandas como CPM22 e NX Zero. Disco foi feito entre São Paulo e Estados Unidos

Foram nada menos do que seis anos de espera por um disco de inéditas dos Titãs, cuja trajetória emblemática na história do rock brasileiro foi contada este ano nos cinemas no documentário A Vida Até Parece uma Festa. Nas lojas esta semana, o CD Sacos Plásticos marca o início da parceria da banda com Rick Bonadio, polêmico produtor de NX Zero e CPM22, entre vários outros grupos desprezados pela crítica, mas amados por fãs fiéis. O álbum reúne 14 inéditas filtradas pelo som de Bonadio, que pilota teclados, guitarra e programações na maior parte das faixas. A gravação foi feita basicamente em São Paulo, mas faixas como a balada Porque Eu Sei que É Amor - o provável hit radiofônico do CD, embora a faixa de trabalho seja a canção Antes de Você - tiveram a adição de cordas captadas num estúdio de Nashville (EUA), a meca do country americano.

Para quem prefere os Titãs mais pesados e secos de álbuns como Cabeça Dinossauro, a pedida é ir direto à faixa Deixa Eu Entrar, encorpada com a guitarra de Andreas Kisser (do Sepultura), parceiro da banda na música. Em contrapartida, esses fãs mais antigos talvez estranhem a alta dosagem eletrônica de faixas como Múmias. Hoje reduzido a um quinteto, por conta da morte de Marcelo Fromer em 2001 e das saídas de Arnaldo Antunes (no início da década de 90) e de Nando Reis (no início dos anos 2000), o grupo segue a cartilha de Bonadio com a intenção de reencontrar a popularidade.



 
 
10 de Junho de 2009 | 10:46
 

Dez anos de Ana Carolina   

Cantora festeja uma década de sucesso com álbum de inéditas produzido por Alê Siqueira, Mario Caldato Jr e Kassin.

Faz dez anos que a voz rascante de Ana Carolina ecoou em todo o Brasil através da TV Globo. Incluída na trilha sonora nacional da novela Andando nas Nuvens, a música Garganta acabou fazendo mais sucesso do que a própria história. A faixa figurava no primeiro álbum da artista mineira, editado em 1999. Dez anos e vários hits globais depois, a cantora apronta álbum de inéditas para festejar essa década de sucesso popular. Dentro é a música de trabalho, por ora disponível somente para download através do celular de uma empresa de telefonia. O CD, que sai em julho, foi produzido por um trio antenado formado por Alê Siqueira, Mario Caldato Jr. e Kassin (os dois últimos pilotaram o bem-sucedido Sim, de Vanessa da Mata). Esse trio tem a missão de renovar a música de Ana, que pareceu ter chegado a um ponto de exaustão no duplo Dois Quartos, seu álbum anterior de estúdio. Entre as faixas, há Entreolhares, gravada e composta com o cantor norte-americano John Legend. O novo disco é uma das maiores apostas da gravadora Sony Music para o segundo semestre de 2009. Que venha julho!



 
 
09 de Junho de 2009 | 14:58
 

Prêmio guerreiro dá samba   

Prêmio que homenageia Clara Nunes tem Zeca Pagodinho como líder de indicações. Cerimônia de entrega dos troféus vai acontecer em 1º de julho, no Canecão

Com cinco indicações, por conta do CD de inéditas (Uma Prova de Amor) que lançou em 2008, Zeca Pagodinho é um dos favoritos da 20ª edição do Prêmio da Música Brasileira, cuja cerimônia de entrega dos troféus está agendada para 1º de julho, em festa-show no Canecão. A edição de 2009 do prêmio homenageia Clara Nunes (1942 - 1983), cantora mineira que esteve em grande evidência nos anos 70, quando priorizou o samba em seu repertório. É a primeira edição do prêmio realizada sem o apoio de um patrocinador (a empresa de telefonia móvel que bancava o evento retirou seu patrocínio este ano, por conta da crise econômica). A lista divulgada nesta terça-feira apresenta 103 indicados em 16 categorias. Os indicados foram selecionados pelo júri (composto por um mix de jornalistas e artistas) a partir do julgamento de  809 CDs e de 137 DVDs inscritos para avaliação. Depois de Zeca Pagodinho, os artistas com maior número de indicações (três, cada) são Nelson Sargento, Luiz Melodia e Chico César.

Eis a lista completa dos indicados:

CATEGORIA ARRANJADOR

ARRANJADOR:

- Jaques Morelenbaum por 'E a música de Tom Jobim' - Roberto Carlos / Caetano Veloso (Sony Music)

- Rildo Hora por 'Uma prova de amor' - Zeca Pagodinho (Universal)

- Wagner Tiso por 'Samba e jazz - um século de música' - Wagner Tiso (Independente)

CATEGORIA CANÇÃO

MELHOR CANÇÃO:

- 'Acabou meu sossego', de Nelson Sargento e Agenor de Oliveira - intérprete Nelson Sargento (Olho do Tempo)

- 'Então leva', de Bira da Vila e Luiz Carlos da Vila - intérprete Zeca Pagodinho (Universal)

- 'Uma prova de amor', de Nelson Rufino e Toninho Geraes - intérprete Zeca Pagodinho (Universal)

CATEGORIA PROJETO VISUAL

ARTISTA:

- Chico César, disco 'Francisco forró y frevo' - Adams Carvalho (EMI)

- Ney Matogrosso, disco 'Inclassificáveis' - Cássia D´elia (EMI)

- Omara Portuondo e Maria Bethânia, disco 'Omara Portuondo e Maria Bethânia' - Gringo Cardia (Biscoito Fino)

CATEGORIA REVELAÇÃO

ARTISTA:

- A Trombonada (Independente)

- Warley Henrique (Independente)

- Zabé da Loca (Crioula Records)

CATEGORIA CANÇÃO POPULAR

MELHOR DISCO:

- 'Confete e Serpentina', de Maria Alcina, produtor Mauricio Bussab (Outros Discos)

- 'Nova estação', de Wanderléa, produtores Lalo Califórnia e Thiago Marques Luiz (Lua Music)

- 'É Tempo de Amar', de Zé Renato, produtor Dé Palmeira (MP,B)

MELHOR DUPLA:

- Rick e Renner ('Passe o tempo que passar' - Warner)

- Rio Negro e Solimões ('Arrastão' - Universal)

- Zezé di Camargo & Luciano ('Zezé di Camargo & Luciano' - Sony Music)

MELHOR GRUPO:

- Banda Calypso ('Acústico' - Som Livre)

- Doces Cariocas ('Doces Cariocas' - Abacateiro Música)

- The Originals ('A festa continua' - Universal)

MELHOR CANTOR:

- Eduardo Canto ('Lupicínio Rodrigues' - Albatroz)

- Zé Geraldo ('Catadô de bromélias' - Sol do meio dia)

- Zé Renato ('É tempo de amar' - MP,B)

MELHOR CANTORA:

- Maria Alcina ('Confete e Serpentina' - Outros Discos)

- Renata Arruda ('Deixa' - Canela Produções)

- Wanderléa ('Nova Estação' - Lua Music)

CATEGORIA INSTRUMENTAL

MELHOR DISCO:

- 'Brasilianos 2', de Hamilton de Holanda, produtores Hamilton de Holanda e Marcos Portinari (Brasilianos)

- 'Forró e Choro Vol. 1', de Marcelo Caldi e Fábio Luna, produtores Marcelo Caldi e Fábio Luna (Delira Música)

- 'Passo de anjo ao vivo', de Spok Frevo Orquestra, produtores Wellington Lima e Zé da Flauta (Biscoito Fino)

MELHOR SOLISTA:

- Alessandro Penezzi ('Sentindo'- Capucho)

- Hamilton de Holanda ('Brasilianos 2'- Brasilianos)

- Toninho Horta ('Cape Horn' - Porto das Canções)

MELHOR GRUPO:

- Curupira ('Pés no Brasil, cabeça no mundo' - Independente)

- Quarteto Maogani ('Impressão de choro' - Biscoito Fino)

- Spok Frevo Orquestra ('Passo de anjo ao vivo'- Biscoito Fino)

CATEGORIA MPB

MELHOR DISCO:

- 'Banda larga cordel', de Gilberto Gil, produtor Liminha (Warner)

- 'Novas Bossas', de Milton Nascimento e Jobim Trio, produtores Milton Nascimento e Jobim Trio (EMI)

- 'Telecoteco', de Paula Morelenbaum, produtores Antonio Pinto, Leo Gandelman,& Alex Moreira, Beto Vilares, Juan Campodonico e Pablo Bonilla, Marcos Cunha e Paula Morelenbaum (Universal)

MELHOR GRUPO:

- Bossacucanova ('Ao vivo - uma celebração aos 50 anos da bossa nova' - Batida Diferente)

- Pedro Luis e a Parede ('Ponto Enredo - EMI)

- Quinteto Violado ('Quinto Elemento' - Independente)

MELHOR CANTOR:

- Gilberto Gil ('Banda larga cordel' - Warner)

- Milton Nascimento ('Novas Bossas' - EMI)

- Ney Matogrosso ('Inclassificáveis' - EMI)

MELHOR CANTORA:

- Áurea Martins ('Até Sangrar' - Biscoito Fino)

- Marisa Monte ('Infinito ao meu redor' - EMI)

- Rosa Passos ('Romance' - Telarc)

CATEGORIA POP/ROCK

MELHOR DISCO:

- 'Barraco Dourado', de Bangalafumenga, produtor João Mário Linhares (MP,B)

- 'Labiata´, de Lenine, produtores Jr. Tostoi e Lenine (Universal)

- 'A Arte do barulho', de Marcelo D2, produtores Mário Caldato Jr., Mauro Berman e Marcelo D2 (EMI)

MELHOR GRUPO:

- Bangalafumenga ('Barraco Dourado' - MP,B)

- O Rappa ('7 vezes' - Warner)

- Skank ('Estandarte' - Sony Music)

MELHOR CANTOR:

- Lenine ('Labiata' - Universal)

- Toni Platão ('Pros que estão em casa' - EMI)

- Zé Ramalho ('Canta Bob Dylan - Tá tudo mudando' - EMI)

MELHOR CANTORA:

- Ana Carolina ('Dois quartos - Ao Vivo' - Sony Music)

- Cibelle ('Cibelle' - ST2)

- Paula Toller ('Nosso' - Posto 9 Música)

CATEGORIA REGIONAL

MELHOR DISCO:

- 'Francisco forró y frevo', de Chico César, produtores BID e Chico César (EMI)

- 'Cantar Caipira', de Pena Branca, produtores Pena Branca e Ricardo Zohyo (Velas)

- 'Cidade e Rio', de Roberto Mendes, produtor Roberto Mendes (Biscoito Fino)

MELHOR DUPLA:

- Chitãozinho e Xororó ('Grandes clássicos sertanejos acústico I e II' - Evidências Music)

MELHOR GRUPO:

- Fim de feira ('A revolução dos pebas' - Bacamarte)

- Mazuca de Agrestina ('Mazuca de Agrestina' - Coreto Records)

- Orquestra Contemporânea de Olinda ('Orquestra Contemporânea de Olinda' - Som Livre Apresenta)

MELHOR CANTOR:

- Chico César ('Francisco forró y frevo' - EMI)

- Pena Branca ('Cantar Caipira' - Velas)

- Zé Paulo Medeiros ('Cine Mazzaropi'- Brazil Música!)

MELHOR CANTORA:

- Lia de Itamaracá ('Ciranda de ritmos'- Independente)

- Lúcia Menezes ('Pintando e bordando' - Som Livre)

- Renata Rosa ('Manto dos sonhos' - Independente)

CATEGORIA SAMBA

MELHOR DISCO:

- 'Estação Melodia ao vivo', de Luiz Melodia, produtor Humberto Araújo (Biscoito Fino)

- 'Versátil', de Nelson Sargento, produtor Paulão Sete Cordas (Olho do Tempo)

- 'Uma prova de amor', de Zeca Pagodinho, produtor Rildo Hora (Universal)

MELHOR GRUPO:

- Grupo Fundo de quintal ('Samba de todos os tempos' - Som Livre / LGK Music)

- Partideiros do Cacique ('Filhos da fé' - Tupiniquim Entertainment)

- Quinteto em branco e preto ('Patrimônio da humanidade' - Trama)

MELHOR CANTOR:

- Luiz Melodia ('Estação Melodia ao vivo' - Biscoito Fino)

- Nelson Sargento ('Versátil' - Olho do Tempo)

- Zeca Pagodinho ('Uma prova de amor' - Universal)

MELHOR CANTORA:

- Dona Inah ('Olha quem chega' - Dabliú Discos)

- Leci Brandão ('Eu e o samba' - Som Livre / LGK Music)

- Mart´nália ('Madrugada' - Biscoito Fino)

CATEGORIA ESPECIAL

DVD:

- Antonio Nóbrega, 'Nove de Frevereiro', diretor Walter Carvalho (Brincante)

- Luiz Melodia, 'Estação Melodia ao vivo', diretor Danilo Bechara (Biscoito Fino)

- Toni Platão, 'Pros que estão em casa', diretor Gringo Cardia (EMI)

DISCO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA:

- 'My baby Just cares for me', de Delicatessen, produtores Beto Callage e Carlos Badia (Independente)

- 'Something for you', de Eliane Elias, produtor Eliane Elias (EMI)

- 'Encanto', de Sérgio Mendes, produtores Sérgio Mendes e Will I.Am (Universal)

DISCO ERUDITO:

- 'Missa de N. Sra. da Conceição & Credo em Si Bemol', de Orquestra Sinfônica Brasileira da Cidade do Rio de Janeiro, produtor Maestro Roberto Minczuk (Independente)

- 'Heitor Villa-Lobos Choros n° 2,3,10,12, de Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, produtor maestro John Neschling (Biscoito Fino)

- 'Tchaikovsky Sinfonia n° 4 Capricho italiano', de Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, produtor maestro John Neschling (Biscoito Fino)

DISCO INFANTIL:

- 'Mundiverso', de Escola trilhas e Instituto Stagium, produtor Nélio Spréa (Parabolé Educação e cultura)

- 'Contando e cantando histórias', de Grupo Pererê, produtores Maíra Simões, Luciana Catarina e Renato Murakami (Independente)

- 'Carnaval palavra cantada', de Sandra Peres e Paulo Tatit, produtores Sandra Peres e Paulo Tatit (MCD)

DISCO PROJETO ESPECIAL

- 'Omara Portuondo e Maria Bethânia', de Omara Portuondo e Maria Bethânia, produtores Jaime Alem e Swami Jr. (Biscoito Fino)

- 'O samba informal de Mauro Duarte', de Samba de fato e Cristina Buarque, produtor Alfredo Del Penho (Deckdisc)

- 'Entre Cordas', de Zezé Gonzaga, produtor Hermínio Bello de Carvalho (Biscoito Fino)

DISCO ELETRÔNICO:

- 'Lounge Vol. 1', de DJ Cleston, produtor DJ Cleston (Coqueiro Verde)

- '1 Real', de DJ Dolores, produtor DJ Dolores (Independente)

- 'Punx', de Guizado, produtor Guilherme Mendonça (Independente)



 
 
08 de Junho de 2009 | 14:14
 

Diana Krall na praia da Bossa   

Sai no Brasil o DVD 'Live in Rio', com o registro do show em que a cantora canadense celebra a música criada por João Gilberto e Tom Jobim nos anos 50

Diana Krall sempre teve bossa para cantar jazz à moda pop, fazendo incursões periódicas pelo repertório soberano de Tom Jobim (1927 – 1994). Live in Rio, o DVD que a gravadora ST2 está lançando no Brasil sob licença da Verve, é o mergulho mais fundo da cantora canadense nas águas da Bossa Nova. Como o título diz, foi gravado no Rio de Janeiro, a cidade-berço do som do amor, do sorriso e da flor. Mais precisamente, traz o registro ao vivo do show captado na casa carioca Vivo Rio entre 31 de outubro e 1º de novembro de 2008. Não se trata de um show ortodoxo de Bossa Nova, mas Krall passa pelo filtro da velha bossa e do jazz um repertório que agrega standards como I Love Being Here with You, tema do repertório de Peggy Lee. Entre um tema de Burt Bacharach (Walk on by, sucesso na voz de Dionne Warwick nos anos 60) e um clássico de Irving Berling (Let’s Face the Music and Dance, 1936), Krall dá sua visão para hits da Bossa Nova made in Brazil que ganharam o mundo. Entram no cardápio  esforçada interpretação em português de Este seu Olhar (de Jobim),  abordagem da célebre Garota de Ipanema (traduzida sob ótica feminina para The Boy from Ipanema) e reverente leitura em inglês do Samba de Verão na forma (So Nice) como ele é conhecido no mundo todo.
 
  

 

Live in Rio sucede a edição do último CD de estúdio de Krall, Quiet Nights, também inspirado pela Bossa Nova e já lançado no Brasil pela Universal Music. Contudo, enquanto o CD tem faixas que tangenciam o pop, o DVD é mais jazzístico com espaço para as improvisações do quarteto que acompanhou a cantora na cena carioca, com destaque para o violonista Anthony Wilson e o baterista Jeff Hamilton (uma orquestra também foi recrutada para dividir o palco com a cantora e os músicos). Nos extras, há encontros da artista com alguns criadores da Bossa.



 
 
07 de Junho de 2009 | 14:15
 

O suingue de Seu Jorge em DVD   

Sucesso nas rádios com hits como Burguesinha, cantor se prepara para lançar o registro audiovisual do show America Brasil com participação de Damien Rice

Seu Jorge ganhou o mundo como ator por seu trabalho no filme Cidade de Deus. Mas, no Brasil, o artista é curiosamente mais conhecido e cultuado por sua música cheia de suingue. O último álbum de Jorge, America Brasil - O Disco, emplacou ao longo de 2008 hits radiofônicos como Mina do Condomínio e Burguesinha. Sem falar em Trabalhador, tema que tocou quase diariamente na novela Duas Caras. Resultado: a gravadora EMI Music resolveu investir no cantor e bancou - em parceria com o Canal Brasil - a produção de um DVD com o registro de um show da turnê do disco. Amanhã, 8 de junho, data em que Jorge completa 39 anos, a gravadora manda para as rádios o single promocional com a música inédita - Pessoal.Particular, parceria de Jorge com Peu Meurray e Leonardo Reis - que puxa o DVD, gravado em janeiro deste ano em São Paulo. Detalhe: America Brasil - O DVD conta com a ilustre participação do cantor irlandês Damien Rice, autor do hit The Blower's Daughter, popularizado no Brasil na versão em português (É Isso Aí) gravada por Jorge em dueto com Ana Carolina. Em breve nas lojas.



 
 
06 de Junho de 2009 | 17:53
 

Tremendo rock'n'roll   

Erasmo volta renovado em disco de rock e de inéditas em que firma parcerias com Nando Reis, Chico Amaral e Liminha, produtor do CD

Enquanto Roberto Carlos celebra seus 50 anos de carreira com olhar retrospectivo sobre seu passado de glória, seu amigo de fé e irmão camarada Erasmo Carlos festeja 68 anos - completados esta semana - com o lançamento de um álbum de inéditas, Rock'n'Roll. O título já vai direto ao ponto. O Tremendão presta um tributo ao rock que, garoto, ouvia nas esquinas da Tijuca na companhia de Roberto e de um gordinho abusado que viria a ser conhecido nacionalmente pelo nome de Tim Maia (1942 - 1998).

Rock'n'Roll flagra Erasmo em momento de renovação. O compositor abriu o leque de parceiros e apresenta 12 inéditas no disco produzido por Liminha, que nunca havia pilotado um disco de Erasmo em que pesem seus bons serviços prestados ao rock brasileiro. São músicas feitas com nomes como Nando Reis (Mar Vermelho e Um Beijo É um Tiro), Nelson Motta (Chuva Ácida e Noturno Carioca) e Chico Amaral, letrista de A Noite Perfeita e A Guitarra É uma Mulher.

A propósito: além das guitarras que dão o tom roqueiro do CD, Erasmo festeja as mulheres - assunto dominante em sua obra - através de músicas que atestam jovialidade e sensualidade. Em Olhar de Mangá, por exemplo, ele relaciona na letra os nomes de divas de diversas áreas como Bibi Ferreira, Frida Khalo, Simone, Maria Bethânia e Lady Di. Até uma mulher imaginária - a Capitu de Machado de Assis - entra na lista.

Rock'n'Roll chega às lojas pela gravadora do próprio Erasmo (visto acima em foto de Gilda Midani), a Coqueiro Verde Records, até então mais focada na edição de DVDs licenciados por selos estrangeiros. Apesar da lista ilustre de parceiros, a ótima Jogo Sujo - composta solitariamente por Erasmo - mostra que ele se garante sozinho. A faixa abre o disco e entrega o jogo de cara, citando na guitarra elementos de blues e de country, ritmos que acabaram ajudando a gerar esse tal de rock'n'roll que, 50 anos depois, ainda anima o espírito e a discografia de Erasmo Carlos.



 
 
05 de Junho de 2009 | 10:11
 

Águas profundas de Bethânia   

Chega às lojas DVD 'Dentro do Mar Tem Rio', com o registro do show feito pela cantora em 2006 com inspiração nos álbuns 'Mar de Sophia' e 'Pirata'

Demorou, mas saiu. Chega às lojas nesta sexta-feira, 5 de junho, o DVD que perpetua em som e imagem um dos shows mais aplaudidos de Maria Bethânia, Dentro do Mar Tem Rio. Estreado em novembro de 2006, com repertório baseado nos CDs Mar de Sophia e Pirata, o espetáculo revolveu as memórias das águas da intérprete baiana com uma costura poética no roteiro, bem ao estilo teatral da artista (em foto de Beti Niemeyer).

A gravação ao vivo do show já foi lançada no fim de 2007, com o registro captado em agosto daquele ano em temporada de Dentro do Mar Tem Rio no Canecão, no Rio de Janeiro (RJ). Era para ter saído, na mesma ocasião, o DVD correspondente, mas Bethânia desaprovou a qualidade das imagens filmadas pelo cineasta Andrucha Waddington. Uma nova gravação foi então agendada para dezembro de 2007, no encerramento da turnê nacional em São Paulo (SP). Entre a gravação e a edição do DVD, Bethânia já lançou CD e DVD divididos com a cantora cubana Omara Portuondo. No momento, a intérprete já se prepara para lançar mais dois CDs, com repertório majoritariamente inédito.

Enfim nas lojas, Dentro do Mar Tem Rio reúne, em 36 faixas, 56 músicas e textos entrelaçados em roteiro urdido com canções marítimas, sambas à moda baiana e temas folclóricos. Do roteiro original, apenas Riacho do Navio foi suprimido do DVD.

Eis as músicas do DVD, aguardado por todo o séquito da Abelha Rainha:

1- Flores do Amazonas/Canto de Nanã
2- Beira-mar
3- Asa Branca
4- Grão de Mar/O Nome da Cidade
5- Kirimurê
6- Pedrinha Miudinha/Orixá
7- Histórias Pro Sinhozinho
8- Santo Amaro
9- Sereia de Água Doce 
10- De Papo Pro Ar
11- Águas de Cachoeira
12- O Vento
13- A Dona do Raio e do Vento/Oração de Oiá
14- Moda/Temporal de Caboclinhos/Sargaço Mar
15- Memárias do Mar
16- Texto - Mar Sonoro
17- Yemanjá Rainha do Mar
18- Texto-Marinheiro Real
19- O Marujo Português
20- Sábado em Copacabana
21- Eu Não Sei Quase Nada do ar
22- A Saudade Mata a Gente
23- Gostoso Demais
24- Lágrimas
25- Memória das Águas
26- Cantigas Populares
27- Texto- Poesia/Poetas Populares
28- Filosofia Pura
29- Texto-Inscrição/Canto de Oxum
30- Debaixo D’Água/Agora
31- Texto - O Rio
32- Francisco, Francisco
33- Texto - Ultimatum
34- Movimento dos Barcos
35- Das Maravilhas do Mar, Fez-se O Esplendor de Uma Noite
36- A-la-la-ô/A Filha da Chiquita Bacana/Chuva,Suor e Cerveja/Água Lava tudo/Frevo Molhado



 
 
04 de Junho de 2009 | 10:16
 

Os sabores de Zélia   

Cantora lança em 9 de junho CD de inéditas gravado em Minas Gerais e São Paulo, com produção dividida entre John Ulhoa e Beto Villares

Em 2004, Zélia Duncan revisitou o repertório de cantoras da antiga em CD, Eu me Transformo em Outras, que figurou em todas as listas de melhores discos daquele ano. Em 2005, a cantora e compositora abriu o leque de parceiros, voltou a mirar repertório contemporâneo e se renovou no álbum Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band. De novo, Zélia freqüentou as listas de destaques musicais de 2005. Daí a natural expectativa do mercado fonográfico com o lançamento de seu primeiro álbum de inéditas em quatro anos, após passagem pelo grupo Mutantes e turnê com Simone que rendeu DVD e CD ao vivo. Pelo Sabor do Gesto chega às lojas a partir de terça-feira, 9 de junho. A novidade está produção dividida entre John Ulhoa (cérebro criativo do grupo Pato Fu) e Beto Villares, que já havia pilotado o incensado Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band. A parte feita por Ulhoa foi gravada em Minas Gerais. As faixas conduzidas por Villares foram registradas em São Paulo.

Rotas à parte, Zélia continua abrindo o leque de parceiros e apresenta colaborações com Marcelo Jeneci (Todos os Verbos), Zeca Baleiro (Se Um Dia me Quiseres, cuja letra motivou a melodista bissexta a fazer uma música em cima dos versos enviados por Baleiro), Chico César (o funk Esporte Fino Confortável, faixa que traz os vocais de César) e o próprio John Ulhoa (Tudo Sobre Você, graciosa canção pop que já toca nas rádios e abre os trabalhos promocionais do disco).

Duas faixas são versões - e aqui cabe lembrar que a música que consolidou a carreira fonográfica de Zélia em 1995  foi uma versão, Catedral. Mas são versões de músicas que vão soar como inéditas. Zélia as pescou na trilha sonora do cult filme Les Chansons d'Amour (Canções de Amor, França, 2007), assinada pelo cantor e compositor francês Alex Beaupin. De Bonnes Raisons virou Boas Razões e ganhou os vocais de Fernanda Takai, que vem a ser a vocalista do Pato Fu e a mulher de John Ulhoa. Já As-Tu Déjà Aimé? deu origem a Pelo Sabor do Gesto, a faixa-título do disco.

Como já virou regra em discos de Zélia, Pelo Sabor do Gesto inclui música de Itamar Assumpção (1949 - 2003). No caso, uma inédita, Duas Namoradas, parceria do Nego Dito com Alice Ruiz. Outro ícone de Zélia, Rita Lee, figura no repertório com a regravação de Ambição, música dos anos 70, da fase em que Rita compunha temas exclusivos para as novelas da Rede Globo (Ambição foi lançada em 1997 na trilha de O Astro e só viria a ser gravada por Rita em seus álbuns em 1993). Completando o repertório, há nova parceria de Zélia com Moska (a primeira, Carne e Osso, foi popularizada na abertura da novela Sete Pecados) e regravação de Telhados de Paris, tema do gaúcho Nei Lisboa. Enfim, um bom time que, a julgar pela ficha técnica, deve ter rendido um bom disco que - quem sabe? - pode figurar na lista de melhores de 2009.



 
 

24 de 26