Por ser filho de João Nogueira (1941 - 2000), um dos grandes sambistas projetados nos anos 70, Diogo Nogueira logo ficou sob os holofotes quando decidiu seguir a carreira musical. O contrato com a gravadora EMI Music ampliou sua popularidade com o lançamento de DVD e CD ao vivo, no segundo semestre de 2007. Um projeto que deu certo. Inclusive porque Diogo é
boa pinta e já conta com fã-clube digno de um galã de novela. Mas o fato é em seu segundo recém-lançado CD,
Tô Fazendo a Minha Parte, o cantor dá pistas de que poderá se impor no universo do samba de forma duradoura. Para começar, o repertório quase todo inédito dissocia Diogo da obra de seu pai. É esse repertório que o artista já está mostrando em cena. O show que promove o CD estreou no sábado (4 de julho) no Canecão, no Rio de Janeiro. Do Rio, partirá em turnê nacional. E, verdade seja dita, tanto no palco como no disco, é nítida a evolução de Diogo. O show conta com produção luxuosa - com direito a cenários de Hélio Eichbauer (o mesmo que assina os cenários dos shows de Adriana Calcanhotto e Chico Buarque) e a trocas de figurinos. O roteiro é muito baseado no repertório do novo disco e abre espaço para que Diogo encarne a figura histórica do galanteador malandro do samba, mas, no bis, o rapaz sai desse universo e se arrisca até a cantar músicas de Jorge Ben Jor. Para a platéia majoritariamente feminina, o sucesso é garantido e perceptível nos coros de 'Lindo! Lindo!" que são ouvidos ao longo do show. E Diogo não se faz de rogado, jogando charme para o público.
