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Remakes de filmes: superam ou não os originais?07. 10. 2011
Filmes e Séries
Por Luma Pereira
 
Quando vamos procurar um filme, não basta saber apenas o título. É preciso conhecer também o ano da produção e o nome do diretor, para não se perder entre as muitas versões do mesmo longa. São as chamadas refilmagens, que homenageiam, modernizam ou se inspiram na original.
 
“Há uma boa dose de oportunismo, de aproveitar a fama do filme original. Mas também é uma proposta de atualizar a produção, refazendo-a com uma roupagem que agrade mais à plateia de hoje”, afirma Carlos Primati, historiador de cinema. Os remakes também contam com as avançadas tecnologias atuais. “Geralmente, eles são mais ruidosos, espetaculares e sangrentos”. Mas isso não garante o sucesso.
 
Há casos em que a refilmagem respeita o original, como ocorre em A Noite dos Mortos-Vivos (Romero), de 1968, refeito em 1990, com direção de Tom Savini. “Praticamente tudo que havia de bom foi mantido, por questão de respeito e reverência mesmo”, diz. E completa: “mas o filme não deixou de se modernizar. A personagem Bárbara não é mais uma mulher frágil e submissa, é uma verdadeira heroína de ação”.
 
Tem vezes também em que o remake supera o original. Como em Madrugada dos Mortos (Snyder), de 2004, refilmagem de Zumbi: O Despertar dos Mortos (Romero), de 1978. Segundo o historiador, é um dos melhores filmes de zumbi já feitos. “Consegue a proeza de melhorar o original, pois foi realizado com mais recursos e um orçamento infinitamente superior”, comenta. Além de manter o clima assustador típico dos filmes de horror, não deixa de fora o humor.
 

Cena do filme Madrugada dos Mortos
 
Mas é raro o remake superar o original, pois estes clássicos são cultuados devido aos detalhes particulares apresentados e à participação de determinados astros e estrelas consagrados na sétima arte.
 
A produção Nosferatu, de 1922, empata em qualidade com a de 1979, cada uma seguindo o estilo de seu diretor, Murnau e Herzog, respectivamente. Primati acredita que são duas obras-primas, e a refilmagem se justifica, já que muitas pessoas podem não se interessar pelo cinema mudo e preferirem a versão mais atual.
 
E há casos em que a refilmagem é inferior ao original, como ocorreu com o remake de O Dia dos Mortos (Romero), de 1985. Às vezes a qualidade do filme se deve mais à criatividade empregada do que ao orçamento bilionário de que dispõe.
 
A volta do vampiro
 

Cena do filme A Hora do Espanto    
 
No dia 7 de outubro estreia nos cinemas outro remake de filme de horror: A Hora do Espanto, filmado originalmente em 1985, com direção de Tom Holland. No longa da década de 80, o protagonista Charley Webster (William Ragsdale) desconfia que o vizinho Jerry Dandrige seja um vampiro, e pede a ajuda de Peter Vincent (Roddy MacDowall), apresentador de seu programa de terror favorito: TV Fright Night.

Para o historiador, o principal trunfo dessa versão é a presença de Chris Sarandon como um vampiro moderno e charmoso.
 
Já na refilmagem, dirigida por Gillespie, o garoto, vivido por Anton Yelchin, pede ajuda a um mágico de Las Vegas também chamado Peter Vincent (David Tennant) para desvendar o mistério. Desta vez, a produção conta com Colin Farrell como o vampiro Jerry, e Toni Collette como a mãe de Charley.
 
Outra diferença em relação ao original é que no atual o protagonista é um ex-nerd que namora a garota mais popular da escola. Na década de 80, houve a continuação do filme, que Primati considera “muito ruim”. “Mesmo sendo feito pouco tempo depois, ainda no mesmo clima, a produção fracassou e não conseguiu repetir o êxito do original”, completa.
 
Mas as novas versões também têm seu lado bom. “O que acontece é que pelo menos a história foi recontada, outro público pôde conhecer o filme e, talvez, até se interessar pelo original”, diz. E completa: “nesse sentido, podemos dizer que as refilmagens fazem um grande serviço ao cinema, colocando de volta à pauta filmes que a nova geração talvez desconheça”.
 
Apesar disso, Primati acredita que não basta produzir apenas refilmagens, é necessário também arriscar. “O cinema é indústria, mas também é uma arte. É preciso ver até onde a arte pode ir, se reinventar, experimentar, tentar novas fórmulas, não apenas emular o que já deu certo”, afirma. Os remakes têm o seu valor, mas é sempre bom produzir novidades. Assim, pode-se ter: o original, uma refilmagem e também uma produção única e nova.
 
Veja os trailers de A Hora do Espanto
 
- A hora do Espanto versão de 2011
 
 
Leia Mais
 
 
 
Comentários (1)
celso almeida prudencio - 01/07
gostei de saber sobre essa versões de filmes
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