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As mil e uma adaptações de 'Os Três Mosqueteiros'11. 10. 2011
Filmes e Séries
Divulgação
Por Luma Pereira
 
“Um por todos! Todos por um!”. Não há quem não conheça essa famosa frase de Os Três Mosqueteiros, clássico da literatura escrito por Alexandre Dumas. A história é simples: d’Artagnan, jovem da Gasconha, resolve ir a Paris se tornar um mosqueteiro.
 
Mas são tantas aventuras que não há como não se envolver e ficar curioso para saber o que acontecerá. “Na narrativa, alternam-se duelos, intrigas políticas, cavalgadas, raptos, passagens dramáticas e cômicas”, conta Maria Lúcia Dias Mendes, docente da Unifesp.
 
A principal fonte de Dumas para escrever a obra foi Mémoires de M. D’Artagnan, escritas por Courtilz de Sandras e publicadas em 1700. Claude Schopp, estudioso do autor, comenta que ele teria emprestado o livro na Biblioteca Municipal de Paris em junho de 1843 e jamais devolvido.
 
O romance foi publicado em folhetins, de março a julho de 1844, no jornal Le Siècle. “O autor organizava a obra de modo a manter a expectativa do leitor, criando, para cada capítulo, finais que o fisgassem até o próximo número”, explica Maria Lúcia. Se a história fizesse sucesso, era depois publicada em livro.
 
O primeiro título dado por Dumas foi Athos, Porthos e Aramis, nomes dos três mosqueteiros. Porém, o editor do jornal Le Siècle sugeriu o nome atual, mais popular, como até hoje é conhecido. O autor concordou, reconhecendo que o título seria absurdo, pois na verdade são quatro mosqueteiros e não três, e isso traria mais sucesso à obra.
 
É um romance histórico, comum no século XIX – “e como o leitor e o narrador já sabem o final, o que mantém o interesse pelo enredo é o modo como se dão os acontecimentos, isto é, a peripécia”, explica.
 
Dumas recria épocas e personagens, busca a fidelidade na representação dos hábitos, costumes e espírito da época retratada. Tem vários personagens reais, como o rei Luís XIII e a rainha Ana da Áustria. “Ele sabia escolher bem os momentos em que a História da França oferecia algo bom para ser contado”, diz a professora.
 
Ela afirma também que o autor consegue criar personagens tão completas e cheias de personalidade, que fica difícil imaginar como teriam sido as pessoas reais em que ele se baseou sem antes passar pelo retrato pintado no romance.

Mosqueteiros para todos os públicos
 
Tanto foi o sucesso da história de d’Artagnan, que ela não foi publicada apenas em livro. Recebeu várias adaptações, e hoje é uma das obras mais conhecidas do mundo, por todos os tipos de público. No dia 12 de outubro de 2011, Os Três Mosqueteiros estreia novamente nos cinemas, agora em 3D, dirigido por Paul W. S. Anderson. O elenco conta com Logan Lerman, como d’Artagnan, e Milla Jovovich, como Milady.
 
Cena do filme 3D Os 3 Mosqueteiros
 
Existem também os filmes de 1933, 1948, 1973 e 1993. Fora a produção da Disney, realizada em 2004, com Mickey, Donald e Pateta como protagonistas, e Minnie e Margarida no elenco. Os três mosqueteiros aparecem, ainda, em O Homem da Máscara de Ferro (Wallace, 1998), que é baseado em outra obra de Dumas, O Visconde de Bragelonne, da qual essas personagens também fazem parte.
 
Entretanto, a obra não ficou restrita às telonas. Foi produzida para o teatro, originando muitas peças, inclusive uma brasileira, com Luana Piovani e Rodrigo Santoro no elenco, realizada em 1998.
 
Também recebeu uma adaptação em forma da série de animação chamada D’Artagnan os Três Mosqueteiros, na década de 1980. O desenho era cômico e as personagens eram representadas por animais. Algumas pessoas devem se lembrar do começo do refrão da música de abertura, composta por Mário Lúcio de Freitas: D’Artagnan, D’Artagnan é um valente e forte!/ D’Artagnan, D’Artagnan a enfrentar a morte!.
 
No Brasil, era exibido pela extinta TV Manchete, no programa Clube da Criança, apresentado por Xuxa. Já foi transmitido pelo SBT no Programa do Bozo e no Domingo no Parque. Um pouco antes, em 1964, os estúdios Hanna-Barbera lançaram o desenho Mosquete, Mosquito e Moscardo, também inspirado na obra de Alexandre Dumas.
 
Em 2011, a Salamandra traduziu a versão francesa em forma de histórias em quadrinhos, da editora Delcourt. Há também uma versão recente para o público infantil, adaptada por Silvana Salerno, publicada pela editora DCL. Esta obra integra a Coleção Correndo Mundo, criada pelo escritor Fernando Nuno.
 
Silvana conta que é apaixonada pelo livro, tendo lido os três volumes – da biblioteca do pai – aos 13 anos de idade. “Quando faço uma adaptação, procuro preservar o estilo do autor, as sutilezas do texto, o humor e a filosofia da obra”, conta. E completa: “Uma adaptação é uma redução e, nisso, é preciso ter muito cuidado para dosar ação e reflexão”.
 
Ela conta que, como a obra de Dumas foi escrita no século XIX, tem um vocabulário que não é utilizado atualmente. Então, adota a linguagem contemporânea, com vocábulos conhecidos, porém sem facilitar. Acha importante que o leitor sempre aprenda algo de novo com o que lê.

São quatro mosqueteiros
 
Mas o que torna esse enredo tão interessante? Para Silvana, isso se deve ao grande teor de aventura contido na obra, que mistura isso com referências históricas e intrigas políticas e amorosas. Maria Lúcia acredita que Dumas sabia transformar as aspirações de sua época e de seu público em narrativas envolventes e inigualáveis.
 
“O romance trata de temas que sempre tocaram e tocam a todos de uma maneira geral: amizade, justiça, amor, ideais”, comenta a professora. E completa: “Talvez o autor tenha descoberto a fórmula mágica, que continua a seduzir leitores e espectadores até os dias de hoje”.
 
Além disso, as personagens são humanizadas e não idealizadas. Têm paixões reais como qualquer pessoa comum, sofrem e têm dias ruins. “Isso faz com que elas se tornem muito próximas dos leitores e, por isso, mais envolventes também”, afirma Maria Lúcia.
 
Os heróis não escondem suas fraquezas: d’Artagnan é um pouco desajeitado; Porthos é vaidoso e guloso; Aramis vive no dilema entre o amor sensual e o amor cristão – é o mais sedutor em relação às mulheres, mas o mais temente a Deus, vive neste paradoxo; e Athos é melancólico e silencioso. “Entretanto, todos trazem em si uma alma cavalheiresca e uma lealdade comovente”, completa a professora.
 
No romance, a frase “Um por todos! Todos por um!” é como um grito de guerra, o símbolo de união dos mosqueteiros. Remete a um romance de capa-e-espada. Quatro espadas juntas: uma por todas e todas por uma!
 
 
Veja o trailer de Os Três Mosqueteiros, a mais recente adpatação do clássico da literatura para o cinema:
 
 
 
 
Veja mais. 

 
Comentários (8)
Renan - 02/06
auguem conta essa hhistoria para mim por favor
adalia priscila - 06/03
adorei o filme e muito bom e interessante
Eduarda - 07/11
A história do livro tem a ver com a do filme ?
jhony - 01/11
show de bola !!! bom muito bom
Fabiane Machado - 31/10
Ja vi e é tudo de bom!!!!!!!!!!!!!!!
valeria - 30/10
eu amo os mosqueteiros e assisti todas as versoes ja criadas, até os animes, são todos muito cheios de emoção, ação, romance, amor, tdo num só filme...adoro...
Fernanda - 26/10
voces poderiam ter colocado a classificaçao
cicera - 17/10
muito bom esse filme adrenalina pura
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