Olá Visitante, seja bem vindo!
Faça Login ou Registre-se
Artes
Filmes e Séries
Games
Literatura
Música
Quadrinhos
Home > Para Ler > Matérias
Linha do tempo: a vida e obra de Fernando Henrique Cardoso08. 12. 2011
Literatura
Divulgação
Por Andréia Silva

A Soma e o Resto – Um Olhar Sobre a Vida aos 80 Anos (Civilização Brasileira), recente lançamento do  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é um livro sobre reflexões políticas e pessoais do ex-presidente, gravadas em mais de 10 horas de conversa com Miguel Darcy de Oliveira.
 
O bate-papo com o amigo expõe a visão de Fernando Henrique sobre temas como a polêmica em torno da legalização das drogas, o sentido da vida, a espiritualidade, a morte e a relação com a família.

FHC já possui uma bibliografia extensa. Muito antes de ser eleito presidente, o sociólogo já tinha uma longa lista de livros publicados, iniciada na década de 1960, quando se dedicava a questões socioeconômicas e sobre desenvolvimento.

 
 
 
Anos 60: obra acadêmica
 
Dois anos depois de terminar a tese de doutorado sobre a escravidão, FHC lançou o livro Empresário Industrial e Desenvolvimento Econômico no Brasil, de 1964. Com a chegada da ditadura militar no Brasil, ele é exilado e se muda para o Chile.
 
De lá, continua suas publicações como Cuestiones de Sociología del Desarrollo en América Latina, de 1968, e Mudanças Sociais na América Latina, de 1969. Até então, seus livros eram voltados para a área acadêmica e não tinham grande repercussão.
 

FHC e Ruth Cardoso em 1968, durante exílio no Chile
CRÉDITO: Arquivo Pessoal/Instituto FHC
 
Nesse mesmo ano, lança, ao lado de Enzo Faletto, seu primeiro livro de grande repercussão, Dependência e Desenvolvimento na América Latina. A essa altura, já era um pensador renomado tanto no Brasil quanto no exterior, onde, desde cedo, mantinha contato com intelectuais como Sartre, Roger Bastide, Alain Touraine, entre outros.

Anos 70: livros sobre política

É a partir da década de 70 que seus livros passam a abordar mais o universo político. A publicação América Latina: Ensayos de Interpretación Sociológico-Política marcaria o fim do seu exílio no Chile. De volta ao Brasil, ele passa a participar mais ativamente da política.

O momento político do país inspirou o ex-presidente, que, até o final da década, lançou mais oito livros, como Política e Desenvolvimento em Sociedades Dependentes (1971); O Modelo Político Brasileiro e Outros Ensaios (1972); Os Partidos e as Eleições no Brasil, São Paulo 1975: Crescimento e Pobreza, Autoritarismo e Democratização, todos em 1975; e Amazônia: Expansão e Capitalismo (1977).

Antes, em 1978, além de lançar Democracia Para Mudar, FHC se candidata a senador por São Paulo, mas não é eleito, e torna-se suplente do senador Franco Montoro.
 
Anos 80: intelectual

A década de 80 consolidou FHC como intelectual. É em 1980 que ele se filia ao PMDB – depois volta para o PSDB – e, três anos depois, assume uma cadeira no Senado, em um momento onde a campanha pelas Diretas Já, da qual ele foi um dos articuladores, ganhava força.

São desse período livros como As Ideias e Seu Lugar: Ensaios Sobre as Teorias do Desenvolvimento (1980) e Perspectivas - Fernando Henrique Cardoso: Idéias e Atuação Política (1983).
 
Em 1985, ano em que disputou a prefeitura de São Paulo – e tirou a fatídica foto posando já como eleito, na eleição que acabou vencida por Jânio Quadros – lançou A Democracia Necessária.

Anos 90-00: De acadêmico a presidente e observador político.

Outro destaque é a publicação internacional The New Global Economy in The Information Age: Reflections on Our Changing World, de 1993, onde FHC está ao lado de nomes como Martin Carnoy, Manuel Castells e Stephen Cohen.
 
Nesse ano, troca o ministério das Relações Exteriores pelo da Fazenda, no governo de Itamar Franco, no qual implantou o Plano Real. O ano ainda traria mais um lançamento: A Construção da Democracia, o último antes de FHC tornar-se presidente.
 

FHC toma posse como presidente da República em 1994
CRÉDITO: Arquivo Pessoal/Instituto FHC
 
Em 1994, FHC assumiu o posto de novo presidente da República. No primeiro mandato não houve tempo para publicações, ao contrário do segundo, onde, só no primeiro ano, em 1998, publicou três livros: Avança Brasil, O Mundo em Português – Um Diálogo e O Presidente Segundo o Sociólogo: Entrevista de Fernando Henrique Cardoso a Roberto Pompeu de Toledo.

Longe de cargos políticos, mas ainda um personagem importante na política nacional, FHC continuou lançando livros no mercado internacional, como Charting a New Course: The Politics of Globalization and Social Transformation (2001) e The Accidental President of Brazil: a Memoir (2006), livro feito especialmente para o mercado americano e que traz prefácio assinado por Bill Clinton.
 
Todos trazem um tom de memória e apontam caminhos para os próximos desafios, assim como seu novo livro A Soma e o Resto, ao trazer um tom esperançoso com relação ao futuro.
 
 
Comentários (15)
Rosemary Ribeiro - 25/10
Prá quem não sabe, o Plano Real foi idealizado no governo Itamar Franco, mas o FHC era o Ministro da Fazenda do então governo... e foi ele junto com sua equipe que tirou o plano do papel. com isso quero dizer, que Itamar não governou sozinho, e que também, FHC tinha, e ainda tem uma bagagem cultural superior, e como economista pôde sim fazer o Plano Real um SUCESSO; como foi!!FHC é um cara que tem um Q.I invejado por lula e sua gang... Ele devia pensar na possibilidade de voltar, pelo menos como ministro da Economia! É de pessoas como ele, que o Brasil está precisando.
josé vicente - 15/10
É uma grande farsa, usou do privilégio concedido pelo presidente Itamar Franco, e assumiu a paternidade do plano real como se fosse idéia sua o que o levou a presidência da república, mas relutou em assumir a paternidade de um filho fora do casamento, é um aproveitador de mão cheia. Mais esperto que inteligente.
Valdeke Silva - 06/04
A verdade é só uma! De todos os Presidentes que o Brasil já teve, só quatro tiveram a coragem de fazer o que precisava ser feito naquele momento.Fernando Henrique Cardoso foi um destes quatro Presidentes, o resto só passou, inventaram coisas mirabolantes que deram em nada.Mexer na estrutura do País mesmo que é bom, nada!Por isso FHC é um dos quatro grandes.Ah, os outros foram: Getúlio Vargas,Juscelino Kubitschek e Fernando Collor de Melo.
Beatriz Botan - 06/03
Amei a materia e ajudou bestante meu tabalho de Sociologia! Obg!!! *_*
valcirio de oliveira walter - 22/10
já penso que os 1 quatro anos de fhc foi bom o tal de mat perico elaborou o plano real deu certo mas no seg mandato se deu muito desmprego os preços ficaram a deriva os aposentado se ferrando ai também o fator prevden e mais mais..............
jackeline neves - 02/10
nao estava nascida mas estou fazendo um ceminario sobre ele no colegio e gostei muito parece q ele foi um bom presidente e q comandou bem o brasil... boa noite entre no youtube e coloquem dicas de jack meus videos sobre maquiagem e penteados sao de mais gostaria q vcs visualisacem e da uma curtida no face esta jackeline neves e eu sou morena de cabelo cacheado e olhos verdes escrevi isso pra vcs me localisar malhor pra nao entrar em outro video beijinhos para quem ler
manuela oliveira - 02/10
ele nao fez merda nenhumaa
joão gonçalves chaves - 11/09
É preciso dar terras para quem quer trabalhar e produzir. Plantar e colher; Encher os campos de perspectivas que venham encher a mesa dos trabalhadores de comida e não de sonhos e ilusão. Sou a favor de dar terras aos técnicos agrícola e em agropecuária que conhecem melhor do que ninguém como produzir bons frutos nesse solo pátrio..
joão gonçalves chaves - 11/09
Foi com o presidente Fernando Henrique Cardoso que o povo pobre desse país começou a ter direito a uma sesta básica e outras conquistas maiores, no entanto, o que se faz hoje em dia com as famigeradas bolsas família.O projeto, foi da socióloga e professora de saudosa memória Ruth Cardoso. Veja o setor primário e como anda!!! e a distribuição de terras produtivas pelo INCRA!!! é um verdadeiro caos.. Ninguém tem produzido o suficiente que venha dar para se manter nos assentamentos, nem mesmos os próprios assentados que têm tudo,. terra boa e crédito em abundância. Gostaria de possuir uma gleba de terra para mostrar como se trabalha e se produz nesse Nordeste brasileiro..
JOÃO GONÇALVES CHAVES - 11/09
Foi com o presidente Fernando Henrique Cardoso que o povo pobre desse país começou a ter direito a uma sesta básica e outras conquistas maiores, no entanto o que se faz hoje em dia com as famigeradas bolsas.O projeto, foi da socióloga e professora de saudosa memória Ruth Cardoso.
JOÃO GONÇALVES CHAVES - 11/09
Os homens não se admiram pelo poder e sim pelos feitos. Acho que o presidente Fernando Henrique Cardoso, foi um grande político e, na condição de presidente da república, fez o que pôde para levar o país ao desenvolvimento. Apenas não concordo com as privatizações das empresas que davam certo, como foi o caso da Vale do Rio Doce e as Telecomunicações.
Luiz Guilherme Carmanhan - 29/06
Considero um homem integro e muito inteligente, deveria se candidatar novamente.
Jose Duarte Carrazoni - 20/06
O presidente Fernando Henrique, fez deste Pais um orgulho dos brasileiros e o mundo,nos brasileiros temos motivos para nos grandecer por termos o previlégio de de deus enviar um homem deste porte na terra, para béns grande presidente.
ana carolinda pereira - 30/05
me ajudoou muito em meu trabalhooo obg *_*
Brenno - 18/09
me ajudou mto....
Comente você também!
Nome

Mostrado junto ao comentário
Email

Não mostrado junto ao comentário
Postar Comentário
CAPTCHA
Copie os caracteres que
aparecem na figura ao lado

Links relacionados
Visite nosso site de vendas
Arquivo
powered by Brado! Networks