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Chick Lit: literatura para elas14. 12. 2011
Literatura
Divulgação
Por Carolina Cunha
Título da chick lit

Escolha uma escritora. Coloque uma mulher como protagonista de uma história. Insira um pouco de solteirice e insegurança no trabalho, tempere com decisões erradas, loucurinhas no shopping e apimente com um bonitão para ser conquistado.
 
Esses são alguns dos ingredientes básicos de um livro chick lit, ou “literatura de mulherzinha”, gênero que não deixa muitas opções: ou você ama ou odeia.

De um lado, estão os críticos que acusam esses livros de serem vazios e fúteis, com personagens superficiais, pintados em um mundo com problemas, mas ainda cor-de-rosa. Do outro, estão as fãs, que se identificam com os personagens e fazem figas para que tudo dê certo. Há quem torça o nariz, mas a mulher que nunca leu um livro do gênero, que atire a primeira pedra.

Na visão de seus autores, esses livros revelam o que seria uma mulher moderna em cada país. Os americanos têm a glamourosa Carrie Bradshaw, de Sex and the City, os ingleses têm a atrapalhada Bridget Jones, e os irlandeses, as mulheres criadas por Marian Keyes, uma das principais expoentes do chick lit.

Marian Keyes é considerada uma máquina de fazer best-sellers, e seus livros já venderam mais de 20 milhões de exemplares no mundo todo, sendo traduzidos para 32 idiomas. A Estrela Mais Brilhante do Céu, seu décimo romance, foi lançado no Brasil este mês e traz mais uma história que se passa na cidade de Dublin.
 
Marian Keyes

Num edifício da Star Street, vive um grupo de pessoas que está prestes a ver suas vidas mudarem com a chegada de um visitante misterioso. Desta vez, Keyes está longe de ser doce e apresenta ao leitor uma história mais densa do que nos livros anteriores.
 
Sem medo de encarar temas espinhosos, ela traz personagens com vidas complicadas, que transmitem diferentes sensações: do tipo que fazem você rir num minuto e chorar em outro. Mas não espere gargalhadas à toa. A autora não tem tido dó de afundar seus protagonistas na depressão.
 
Nesse último romance, Keyes tenta ultrapassar o formato do gênero que a consagrou. A narrativa é contada pelo ponto de vista de um fantasma. Existem dramas que ela tenta aprofundar, com temas fortes como alcoolismo e violência, que estão longe de ser uma comédia romântica. O estilo vem sendo testado pela autora em obras anteriores, mostrando o lado patético (e humano) de alguns personagens.

Um gênero que veio para ficar

Assim como os livros de Marian Keys, autores como Meg Cabot, Jackie Collins, Helen Fielding, Emily Giffin e Sophie Kinsella ocupam cada vez mais espaço nas bolsas das mulheres de hoje.
 
Seus autores e leitores são 99% do sexo feminino (sim, existem homens que também podem gostar!) e as narrativas são romances leves que não têm a pretensão de ganhar prêmios literários ou mudar o mundo, mas apenas divertir seu público.

De Jane Austen a Marian Keyes, livros que caem no gosto das mulheres sempre existiram. E a chick-lit, que foca a mulher moderna, tem suas raízes no final dos anos 90. O grande responsável pelo boom do filão foi O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, lançado em 1998, que mostra uma protagonista que tinha tudo para ser rejeitada: solteira na casa dos trinta anos, com uns quilinhos extras e pouca autoconfiança.

A designer Elisa Almeida, 30 anos, leu os livros sobre Bridget Jones e o que mais chamou a sua atenção foi que a personagem era uma mulher real, igual a todo mundo. “Bridget não é uma Barbie, ela é uma pessoa normal como nós: gordinha, fuma, bebe”.
 
Apesar de ser como toda mulher mortal, Bridget não decepciona e até faz verdadeiros atos de heroísmo para as leitoras. “Muitas situações são desejos que gostaríamos de fazer. Por exemplo, quando ela sai correndo de calcinha na neve para beijar o cara que ama, eu nunca faria isso. Mas ela faz por nós!”, brinca Elisa.

Talvez o maior trunfo da literatura chick lit seja criar personagens femininos que tragam uma profunda empatia e identificação. As protagonistas dos livros são quase como amigas íntimas das leitoras e, mesmo quando não ganham a sua simpatia, elas podem até compreendê-las. Muitas leitoras chegam a enxergar os próprios dilemas do dia a dia nas personagens.

É o caso da publicitária Vanessa Hannud, 21 anos, que acha que Mackenzie, do livro Visions in White, de Nora Roberts, é praticamente um espelho de si mesma. “Ela é extremamente incisiva com o trabalho e no seu relacionamento com a mãe (que é bem conturbado). Mas, ao mesmo tempo, se mostra medrosa quanto a encontrar alguém e vulnerável perante um pequeno grupo de amigas”, diz.
“Essa sou eu há um bom tempo!”, brinca.
 
Outra característica comum dos chick-lits é o humor. A analista de RH Paola Franceschi, 30 anos, foge dos livros que possam abalar seu alto-astral. Paola já leu diversas obras do gênero, mas sua autora favorita é Sophie Kinsella, autora de O Segredo de Emma Corrigan, Samantha Sweet: Executiva do Lar e Lembra de mim?, os quais ela considera hilários.

“Acho que os personagens dela são divertidos e atrapalhados. A forma que ela escreve a trama faz com que você não pare de ler o livro. É como uma febre. Eu posso passar o final de semana inteiro lendo o livro para acabar logo e não ter que ler picado ao longo da semana”, admite Paola.

Além de Bridget Jones, os títulos mais conhecidos do público brasileiro são O Diabo Veste Prada, de Lauren Weisberger, sobre uma escritora que tem que provar que merece um cargo na disputada revista Vogue, e a série Delírios de Consumo de Becky Bloom (Sophie Kinsella), sobre uma jornalista financeira que ensina as pessoas a lidarem com o dinheiro, mas transforma-se numa consumidora compulsiva.

Algumas editoras brasileiras começaram a apostar no gênero, como a Novo Conceito, que possui grande parte de seus títulos voltados para as garotas (o carro-chefe são os títulos de Nicholas Sparks), e a editora Planeta, que criou, em 2008, um selo exclusivo para o gênero, com mais de 20 títulos no catálogo.

Contar histórias semelhantes de jeitos diversos parece ser o desafio de um escritor chick-lit. Mas engana-se quem pensa que esse é um gênero sem criatividade. Nas prateleiras das livrarias, é possível encontrar títulos de todo o tipo: drama, suspense, feito para as teens, histórias sensuais e apimentadas e até mesmo aqueles que trazem a moda do momento: vampiros sexy. 

Lá fora, especialmente na Inglaterra e nos Estados Unidos, o sucesso fez com que o mercado criasse subgêneros para classificar os tipos de livro, como mom lit (para mães), wedding lit (as que vão casar), bigger girl lit (as mais cheinhas), fantasy lit (as heroínas com super poderes), o glamour lit (as de carreira glamourosa) e muito mais. Mas quem gosta de ler sabe: uma boa história ultrapassa qualquer rótulo. 
 
Comentários (3)
Karen Cristine - 07/07
Comecei a ler os livros de Jane Green aí depoisn não consegui parar, abaixo uma listinha dos autores preferidos Marian Keyes, Sophie Kinsella, Meg Cabot, Sarah Mason, Rachel Gibson, Cecelia Aher, Gemma Townley, Melissa Senate, Laura Lenine Autoras brasileiras são: Paula Pimenta, Carina Rissi, Carol Sambar, Fernanda Saads, Li Mendi
Cybelle - 25/04
Indico a Brasileira Carina Rissi que escreveu Perdida e tabem Procura-se um marido, livros Chick lit Porem apaixonantes, voce rir, voce fica nervosa, te prende do 1 capitulo ao fim.Como se voce fosse a melhor Amiga da personagem e Ela tivesse te contando toda sua historia! E no fim, voce se sente orfa daquela Pessoa que parece que voce nunca Mas Ira ver!
Glauber - 04/01
Sou homem e adoro Marian Keyes amo É agora... ou nunca! O melhor livro dela. E como sou escritor apostarei na ideias de click it porque amo ler livro assim!.
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