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Retrospectiva Artes Visuais 201129. 12. 2011
Artes
Divulgação
 
Por Maíra Reis
Exposição Em Nome dos Artistas

O ano de 2011 foi marcado por uma intensa programação de exposições de artes visuais no Brasil. Para lembrar essas exibições, SaraivaConteúdo contou com a ajuda do artista visual e doutor em Artes pela Unicamp Ivan Ferrer Maia para listar os melhores eventos do ano, aqueles que foram destaque pelo país.

O critério adotado para eleger as melhores exposições foram os conteúdos das obras expostas e também o “currículo” dos artistas.

 
 
 
 
 
Confira abaixo a retrospectiva com o melhor em artes visuais de 2011:
 
 
Em Nome dos Artistas
Local: Pavilhão da Bienal (São Paulo, SP)
 
Foi a grande exposição do ano, que reuniu ícones da arte americana contemporânea, como
Damien Hirst, Jeff Koons, Matthew Barney, Cindy Sherman, Nan Goldin, Paul Chan, entre outros.

Damien Hirst teve uma seção especial dentro da exposição em função de seu talento, que é reconhecido como um selo da arte contemporânea mundial – tanto que, hoje, ele ocupa a posição de um superstar. O destaque máximo do espaço dedicado a Damien foram bezerros e vacas partidas ao meio dentro de taques de formol. Para Ivan, “Damien Hirst é polêmico, e seus trabalhos já levantaram diversos debates éticos”.

Em Nome dos Artistas foi a exposição que mostrou uma compilação de artistas que, além de terem um trabalho que envolve a cultura pop, recriam narrativas simbólicas por meio de associações com a realidade.
 
 
O Mundo Mágico de Escher
Local: Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB (São Paulo, SP)
 
 
Esta mostra reuniu 92 peças – incluindo gravuras originais, desenhos e trabalhos conhecidos do mestre da geometria – que apresentavam alguns efeitos de ilusão de ótica, jogos geométricos complexos e alta qualidade estética.

Maurits Cornelis Escher (1898-1972) é mundialmente reconhecido, pois apresenta um trabalho que envolve o lúdico em enigmas que levam o observador a ter curiosidades acerca do seu trabalho.
 
Ivan explica que “quem vê a obra desta figura que revolucionou a arte gráfica se fascina pelos espaços tridimensionais, que saltam de superfícies planas e das situações impossíveis”.A exposição demonstrou como Escher é multifacetado.
 
 
Nelson Leirner 2011-1961 - 50 anos
Local: Centro Cultural FIESP (São Paulo, SP)
 
 
A FIESP apresentou, no segundo semestre, a trajetória dos 50 anos de produção de um dos artistas mais interessantes e polêmicos da arte contemporânea brasileira, Nelson Leirner. Segundo Ivan, “Nelson Leirner é o Duchamp brasileiro”.

Com mais de 40 obras, a exposição teve como destaque brincadeiras que foram realizadas por Nelson por intermédio de instalações, objetos, moda, pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, entre outros.

A instalação de mais destaque foi Hobby, presente do artista para o público, realizada nestes últimos quinze anos. A obra era composta por três mil ilustrações e cartões postais que estavam aplicados com adesivos em personagens infantis.

 
Caos e Efeito
Local: Itaú Cultural (São Paulo, SP)
 
 
Imagine reunir 81 artistas, 150 obras e três andares de um prédio. Esse foi o efeito do caos que o Itaú Cultural provocou ao realizar uma exposição que analisava as questões da vida e as artes contemporâneas brasileiras.

A exibição teve interação com diversas vertentes das artes, além de contar com o jornalismo como ferramenta integrante no processo criativo de muitos artistas. Ivan ressalta que “a exposição contou com a participação de artistas consagrados e emergentes, isso provoca uma subversão de valores temporais”.

 
6ª VentoSul – Bienal de Curitiba
Local: diversos pontos da cidade de Curitiba (Paraná)
 
 
Curitiba é uma cidade que vem emergindo como um grande polo de eventos da arte contemporânea do Brasil, fora do eixo Rio - São Paulo.

A Bienal de Curitiba exibiu obras de artistas de países de cinco continentes, proporcionando um dos eventos com mais destaque no ano de 2011.

Outro ponto importante do evento foi a realização de diversas atividades em Curitiba e em outras cidades – Brasília (DF), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Belo Horizonte (MG), Londrina e Cascavel (PR) e Florianópolis (SC).

Foram sete meses de uma intensa programação, com palestras, mesas-redondas, exposições, cursos, oficinas, mostras de filmes, performances, interferências urbanas e residência artística.
 
 
O Retorno do Desejo Proibido
Local: Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, SP) 
 

O tripé de artistas modernistas – com ênfase no surrealismo – são Frida Kahlo, Maria Martins e Louise Bourgeois. Esta última, em 2011, ganhou uma exposição individual em uma das instituições de arte de mais renome de São Paulo, o Instituto Tomie Ohtake.

A autora da aranha do Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, localizado no Parque do Ibirapuera, expôs 112 obras que envolviam temáticas de estados psicológicos.

Com desenhos, objetos, instalações e esculturas, a exposição apresentou a produção da artista que nasceu em Paris, em 1911, e faleceu recentemente, em 31 de maio de 2010, com 98 anos.
 
 
Mariko Mori – Oneness
Local: Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB (Rio de Janeiro, RJ)
 
 
O que será que o budismo tem a ver com tecnologia? Nessa exposição da artista japonesa contemporânea, Mariko Mori, tem tudo.

Com apenas dez peças, que eram grandes o suficiente para provocar impactos físicos e visuais, Mariko reuniu cultura pop, espiritualidade, moda, design e alta tecnologia para compor uma singularidade (Oneness significa algo como “único” em português).

O destaque da mostra foi a instalação Wave UFO (1999-2002), que era enorme e pesava seis toneladas. A instalação aparentava ser uma nave espacial, com capacidade para três visitantes por vez em sessões de 20 minutos.
 
Eletrodos eram fixados nas pessoas para registrar os impulsos cerebrais das três, acionando imagens pré-gravadas que eram projetadas no teto da cápsula.
 
 
Se Não Neste Tempo - Pintura Alemã Contemporânea (1989-2010)
Local: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP (São Paulo, SP)
 
 
Essa exposição, que teve início em setembro de 2010 e terminou no final de janeiro de 2011, foi realizada no cartão postal da Avenida Paulista, o MASP.

Com um evento dedicado só à pintura, demonstrando como ela tem uma produção atual intensa, Se Não Neste Tempo – Pintura Alemã Contemporânea: 1989-2010 trouxe 83 obras de 26 expoentes da arte produzida em Berlim, Leipzig, Dresden, Hamburgo, Düsseldorf, Munique e Karlsruhe.
 
Além disso, apresentou vários estilos e movimentos, passando do abstrato ao figurativo e chegando à estética “suja”, quase “de rua”, e pelo classicismo revisitado e altamente elaborado.
 
 
Keith Haring - Selected Works
Local: Centro Cultural Caixa Federal (São Paulo, SP)
 
 
O ícone das artes underground de Nova Iorque, Keith Haring (1958-1990), foi o foco de uma exposição com 94 obras antes nunca vistas no país.

De acordo com Ivan, Keith “foi um artista pioneiro na arte do grafitismo, na arte urbana, em conexão com a cultura pop”.

O artista que sempre apresentou uma arte forte, democrática e despretensiosa e era reconhecido pelo uso de linhas grossas, cores vibrantes e figuras características, teve sua vida e seus trabalhos retratados nessa exposição com artigos pessoais e até vídeos de Keith no Brasil.
 
 
Game On
Local: Museu da Imagem e do Som - MIS (São Paulo, SP)
 
 
Quem nunca foi a uma exposição e ficou com vontade de tocar em algum objeto artístico? Sempre havia cartazes, placas e seguranças instruindo, por intermédio da frase “proibido tocar”, o limite entre o visitante e a obra.

A proposta da exposição Game On, no Museu da Imagem e do Som (MIS), instiga (isso mesmo, a exposição ainda está em cartaz e vai até o dia 10 de janeiro de 2012) justamente o contrário: toque. Inclusive, toque, brinque e divirta-se.

Nesse evento que percorre a história, a cultura e o futuro dos videogames, os visitantes podem jogar mais de 120 títulos, incluindo os mais antigos, como Penny Arcades, Pinball, Pachinko, Space Wars e Computer Space, além das mais novas tecnologias em realidade virtual (Halo 3, Wii Sports Resort, Rock Band etc).

 
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