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Fernando Vilela: Ilustrações de autor26. 01. 2012
Literatura
Divulgação
 
Por Luma Pereira
Ilustração do livro Os Heróis do Tsunami

Fernando Vilela é artista plástico, designer e educador que trabalha também como escritor e ilustrador de livros infantis.
 
Vilela começou a realizar ilustrações infantis em 2004, quando foi convidado pela Cosac Naify a fazer os desenhos de Ivan Filho-de-Boi, de Marina Tenório, que lhe rendeu o Prêmio Revelação Ilustrador da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil).
 
Já recebeu também outros prêmios, como o Jabuti e a Menção Novos Horizontes do Prêmio Internacional do Salão Jovem de Bolonha. Além disso, entrou para a lista de honra do IBBY (Internacional Book Board for Young People), no ano de 2008.
 
 
É em seu ateliê em São Paulo que ele coloca em prática sua arte. “Lá tem todos os materiais de que posso precisar, uma mesa de trabalho... Gosto de sempre ter tudo à mão – esse espaço de criação é meu ateliê”, diz.
 
O autor da imagem
 
“Quando penso numa história, ela me vem em imagens. É como um filme que passa dentro da minha cabeça, uma sequência”, afirma. A partir disso, vai escrevendo as ideias e fazendo os esboços para, em seguida, elaborar as ilustrações.
 
Depois pensa nos personagens e no formato do livro. Sempre pesquisa muito na internet, em livrarias e bibliotecas, para deixar o desenho o mais próximo possível da realidade. “Se eu posso ir ao zoológico desenhar um bicho, acho mais legal”, diz.
 
Utiliza vários tipos de materiais, como lápis, papel, nanquim, aquarela, tinta a óleo e acrílica. Faz também gravuras em madeira e metal. “Faço o desenho no papel ou na tela, digitalizo as imagens, e depois trabalho a integração delas com o texto”, descreve.
 
O diferencial de suas ilustrações é o forte aspecto gráfico. “Devido ao fato de eu ter trabalhado bastante com gravuras, o pensamento gráfico perpassa todo meu trabalho, em contraste, em movimento”, comenta.
 
Ilustração de Os Heróis do Tsunami
 
Ao ilustrar um texto, acredita estar ampliando a leitura da história. “Acrescento conteúdo ao texto. Na ilustração, você dá atributos a personagens, além de criar clima de espaços e paisagens. Eu busco interferir mesmo na história”, afirma.
 
E completa: “Eu acho que o livro ilustrado te dá um casamento do texto com a imagem. Até acho que a gente não devia chamar de autor e ilustrador, mas autor do texto e autor da imagem”.
Inspiração interior
 
Algumas vezes gosta de ficar no silêncio para se concentrar; em outras, prefere ir para a bagunça, e, então, escolhe um bar bem barulhento. Desenha desde a infância e sempre teve apoio da família, que indicou a ele os caminhos para desenvolver o talento.
 
Para realizar suas ilustrações, Vilela busca inspiração em pesquisas, conversas com crianças e também na própria imaginação. “A criança com quem eu mais converso é a minha própria criança interior. É preciso entrar em sintonia com ela”, afirma.
 
Além disso, também tem ideias em viagens e a partir de vivências próprias. O livro de imagens Toalha Vermelha (Brinque-Book, 2007) é fruto de uma experiência de vida do ilustrador. Ele estava andando de barco em Paraty – RJ quando sua toalha vermelha caiu no mar.
 
Então, mergulhou para tentar recuperá-la e desceu a 7 ou 8 metros de profundidade, mas não conseguiu alcançá-la. “Aí tive a ideia do livro, onde a toalha fosse a personagem e a história fosse a viagem dela no fundo do mar”, afirma.
 
Para ilustrar Os Heróis do Tsunami, com lançamento previsto para março de 2012, a inspiração foi a catástrofe ocorrida na Ásia, em 2004. O acontecido impressionou o ilustrador, que foi pesquisar mais sobre o assunto.
 
Ilustração de Os Heróis do Tsunami
 
Ele descobriu que a maioria dos animais tinha se salvado do desastre, pois pressentiu a chegada do tsunami. “Então, resolvi fazer um episódio em que os animais salvam as pessoas. Eu brinco que esse livro é a arca de Noé ao inverso”, comenta.
 
As imagens do livro foram feitas em desenho, gravura em madeira e pintura. E depois digitalizadas. A grande inspiração para criar a água do mar foram as xilogravuras de Hokusai, artista japonês do século XIX.
 
Ilustração como arte
 
Quando faz um livro, o ilustrador diz que não pensa apenas nas crianças, que são o público-alvo, mas também na arte. “Meu trabalho é mais experimental de linguagem e funciona para todas as idades. Eu considero a ilustração uma arte”, diz.
 
“Tenho retorno de adultos, não só de pais, mas de designers e artistas que acabam comprando meus livros pelas ilustrações, pela arte”, completa. “Eu faço livros porque eu gosto. A minha sorte é que existe mercado e existe público infantil”, diz.
 
Vilela costuma ilustrar livros de sua própria autoria e também de outros autores. Conta que, quando tem de desenhar as imagens de obras suas, o grau de exigência de si mesmo é maior.
“Com os outros autores, tem projetos que eu dialogo com o escritor e tem projetos que não. Às vezes sou convidado pela editora para ilustrar um livro, e aí não tenho diálogo com o autor, só com o editor”, relata.
 
Para quem curte o trabalho de Vilela, em 2012, ele lançará três outros livros: Eu Vi, Onde Eles Estão? e O Disfarce dos Animais, todos pela editora Brinque-Book.
 
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