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Livro sobre filmes de rock traz textos com introduções de Kid Vinil e Rubens Ewald Filho25. 05. 2012
Música
Divulgação
Cena de 'Cazuza'
 
Por Edu Fernandes

Em comparação com as milenares artes plásticas, o cinema e o rock'n'roll são expressões artísticas jovens.
 
Não demorou muito para que essas duas linguagens encontrassem pontos em comum e trilhassem parte de suas jornadas lado a lado.
 
Filmes sobre a vida de músicos do gênero, fitas estreladas por astros do rock, documentários sobre bandas, protagonistas emblemáticos que adoram o bom e velho rock'n'roll são exemplos de produções cinematográficas que constantemente são lançadas no circuito.
 
O livro Popcorn, escrito pelo jornalista e crítico musical Garry Mulholland, traz cem desses títulos em análises descontraídas e, por vezes, polêmicas.
 
O volume ganhou recentemente uma edição brasileira, com introduções escritas pelo músico, DJ e colunista musical Kid Vinil e pelo crítico de cinema e apresentador de televisão Rubens Ewald Filho. 
 
Antes mesmo de pousar em terras brasileiras, o livro foi comentado por Kid Vinil na internet, o que iniciou o contato dele com a editora que lançaria Popcorn no Brasil. “A editora Pensamento se interessou pelo que eu falava na minha coluna e pediu para eu escrever o texto de apresentação”, conta Kid.
 
Já com Rubens, o contato foi mais formal. “O editor me escreveu pedindo um prefácio, para ajudar a dar uma cara brasileira ao livro”, relata o crítico. “Fui escrevendo e mandando. Cada vez nos parecia que faltava algum aspecto que não tinha sido abordado antes, por isso o texto ficou até um pouco grande”.

Na centena de artigos que compõem a obra, nomes como Elvis Presley, Johnny Cash, Beyoncé Knowles e Tina Turner desfilam pelas páginas de Popcorn, mas há sempre aquela banda ou músico cujos fãs acharão que o cinema deixou para trás.
 
“Eu queria ver filmes sobre bandas independentes que eu gosto, ou de coisas mais antigas”, confessa Vinil.
 
“Tem muitas bandas psicodélicas, como o Love, que foram esquecidas no cinema. O guitarrista Arthur Lee, do Love, teve uma vida louca e é um cara importante que pouca gente lembra”.

Rubens Ewald Filho tem vontade de ver mais produções cinematográficas sobre a vida de roqueiros.
 
"Quase todas as bandas tiveram ao menos um show gravado”, afirma. “Por outro lado, as cinebiografias são poucas e, em geral, até bem-sucedidas”.
Pôster do filme estrelado por Elvis Presley

Fronteiras cruzadas
 
O foco de Popcorn são os filmes cuja temática seja o rock, mas é comum roqueiros se arriscarem em cena e atores subirem ao palco com bandas.
 
“Pode até ter atores que se tornam músicos, mas não lembro de nenhum que tenha sido tão bem-sucedido”, opina Kid Vinil. “É mais fácil um músico que se torna ator, como o Tom Waits e o David Bowie, mas eles nunca são tão bons atores quanto são bons músicos. Há alguns casos elogiados, como a Courtney Love em O Povo contra Larry Flint, mas lá ela estava interpretando a si mesma, uma louca drogada”.
 
“David Bowie provou que era ótimo ator, mas por algum motivo idiota existe preconceito contra cantor que interpreta, não só de rock, de qualquer gênero”, avalia Ewald. “Até hoje tem gente que não aceita Sinatra, Judy Garland...”
 
No Brasil, temos exemplos mais escassos do cinema roqueiro. Em seu texto, Rubens Ewald Filho relembra alguns deles, como Cazuza – O Tempo não Para e Bete Balanço.
 
Atualmente, a produção nacional foca-se em documentários musicais. Sobre compilá-los em um livro, Ewald avalia que “ainda é cedo”, como na canção da Legião Urbana. “Mas eu fiz a apresentação do livro do Rodrigo Rodrigues, sobre musicas de cinema, que será um almanaque muito ilustrado”, promete.
 
Kid Vinil poderia ser um protagonista de filme de rock sobre sua carreira. “É engraçada essa ideia”, diz, entre risos. “Sempre aparece para mim, quando eu toco ou discoteco, algum sujeito de óculos e cavanhaque que diz que todo mundo o chama de Kid Vinil. Talvez seja uma boa chamar todos esses 'clones' para fazer um filme”, afirma, rindo novamente.
 
 
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