Por Marcelo Rafael
Chega às lojas, no final deste mês de junho, mais um livro sobre um dos fundadores da Apple, Steve Jobs, que, após lutar por anos contra um câncer, faleceu em outubro de 2011. Diferente das muitas outras biografias em que o conhecido rosto de Jobs toma a capa toda, esta é em quadrinhos e conta uma parte pouco conhecida de sua história.
O Zen de Steve Jobs tem lançamento previsto para 29/06 pela editora Devir, com quadrinhos bem limpos, ao estilo zen. Apenas três cores preenchem as páginas: preto, azul e branco ou verde, azul e branco.
Com idas e vindas no tempo, entre 1970 e 2011, a HQ narra o relacionamento do empresário com o monge zen-budista Kobun Chino Otogawa (1938-2002), com ênfase nos anos 80, quando Jobs deixou a Apple e teve seu primeiro contato com o zen budismo em um templo da Califórnia.
Os ensinamentos de Kobun, mais o zazen (a meditação sentada) e o kinhin (a meditação caminhando), além de terem influenciado a vida pessoal do empresário, parecem ter motivado também o minimalismo e a praticidade de alguns produtos, bem como o rumo dos negócios financeiros da Apple.
O roteiro fica por conta de Caleb Melby, colaborador da revista norte-americana Forbes, e as ilustrações são da agência JESS3.
Ao lado do engenheiro computacional Steve Wozniak e do investidor Mike Markkula, Jobs fundou uma das companhias de computação mais bem-sucedidas do EUA, concorrendo diretamente com a IBM e a Microsoft.
O zen budismo é um dos ramos do budismo japonês, de caráter bastante rígido, focado no silêncio e na vacuidade do Universo, e nada tem a ver com o Dalai Lama.