22 de Julho de 2009 | 15:48
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Cristovão Tezza, rindo à toa 
Por Ramon Mello e Bruno Dorigatti
Entre risos e gargalhadas, Cristovão Tezza falou sobre seu ofício literário, que começou nos anos 1980, em Curitiba, cidade que o catarinense de Lages habita desde os 7, 8 anos, quando perdeu o pai. De um mundo de “paisagem do Cebolinha” à uma cidade fria (no clima e nas pessoas), que não tem Carnaval, como ele mesmo define, aos poucos, foi criando relação com ela, se entranhando no seu jeito curitibano. Em 1988, foi publicado
Trapo, pela editora Brasiliense, livro que abriu espaço para o escritor e conta com um curioso posfácio de Paulo Leminski, “que praticamente convida o leitor a não ler aquele livro. Felizmente, é no fim, daí você já leu”, como nos conta Tezza nessa conversa.
O escritor ficou conhecido nacionalmente no ano passado, quando
O filho eterno (Record, 2007) arrebatou os prêmios mais importantes do país – o Prêmio São Paulo de Literatura, o Portugal Telecom de Literatura, o Jabuti, o Prêmio Bravo!, e o da Associação Paulista dos Críticos de Arte. Desde então, tem tido pouco tempo para se dedicar ao novo romance, que tem o título provisório de
Um erro emocional e teve um trecho lido durante a última Festa Literária Internacional de Paraty [veja ao final da entrevista], onde Tezza participou da mesa ao lado do mexicano Mario Bellatin. “Mas eu preciso de tempo para me concentrar, agora no segundo semestre realmente vou conseguir escrever. Faz um ano que estou vivendo só de fama. [risos] Escrever que é bom, nada”, admite.