20 de Agosto de 2009 | 18:25|
 

Os gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon falam sobre a profissão de quadrinista   

Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá vêm merecidamente conquistando o reconhecimento pelo seu trabalho, que, com alguns importantes prêmios, começam  a chamar a atenção do público que não é tão aficionado assim por quadrinhos. Na batalha há mais de dez anos, os irmãos começaram com o fanzine 10 Pãezinhos, publicaram alguns livros com as estórias que ali saíram pela Via Lettera. Desde então, participaram de algumas antologias, lançaram alguns álbuns autorais, realizaram trabalhos sob encomenda e adaptações. O alienista, adaptação da clássica novela de Machado de Assis, ganhou o Prêmio Jabuti de “Melhor Livro Didático e Paradidático de Ensino Fundamental ou Médio”, no ano passado, e também foi selecionado, junto com outro álbum da dupla, Meu coração, não sei porquê,  para a lista do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) 2009. Ainda em 2008, os irmãos levaram alguns prêmios no Eisner Award – o principal no universo dos quadrinhos, que homenageia o mestre Will Eisner, autor de Spirit, entre tantas outras estórias –, como Melhor Antologia (5), Melhor Série Limitada (para Gabriel Bá, porThe Umbrella Academy, junto com Gerard Way) e Melhor Comic Digital (para Fábio Moon, pelo trabalho em Sugarshock, em parceria com Joss Whedon).

Em 2009, além de colaborarem semanalmente com uma tira na Folha de S. Paulo aos sábados, chamada “Quase nada”, eles publicaram na Época São Paulo a história“Procurando São Paulo”, onde, em certa manhã, a cidade amanhecia livre de carros, ônibus e motos. Atualmente, além dos trabalhos sob encomenda, a dupla está escrevendo uma série, chamada Daytripper, ainda inédita, que será publicada lá fora pela Vertigo. “A gente já tem umas 100 páginas desenhadas, estamos quase na metade. É a primeira oportunidade que a gente teve de escrever uma história longa, desenhar e publicar numa editora grande. Essa é chance que temos de mostrar nosso trabalho de autor e não só contar as histórias de outras pessoas – que são histórias que gostamos bastante, mas que são bem diferentes das histórias que escrevemos”, eles nos contam nesta entrevista exclusiva ao SaraivaConteúdo. As histórias da dupla abordam o dia-a-dia de pessoas normais, que amam, sofrem, choram e se alegram com as pequenas coisas, são tocadas pelos pequenos gestos, um tanto diferente das histórias de super-heróis, aventurescas ou fantasiosas que ainda imperam no Estados Unidos. 


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