Por André Bernardo
A paixão é antiga. Mas só agora Ana Carolina tomou coragem de assumi-la. Além de cantora e compositora, essa mineira de 37 anos é também pintora. Com direito à exposição de 15 telas na prestigiada Galeria Romero Britto, em São Paulo. “Antigamente, eu pintava para ouvir música. Hoje em dia, ouço música para pintar”, explica.
O repertório do novo álbum, o registro ao vivo do espetáculo
Ensaio de Cores, reflete o atual momento de Ana Carolina. A começar pelo repertório, que reúne desde músicas de outros artistas, como “Rai das Cores”, de Caetano Veloso, e “Azul”, de Djavan, até composições próprias, como “As Telas e Elas” e “Carvão”, todas elas calcadas no universo de tintas, cores e matizes.
De quebra, Ana Carolina ainda mistura, numa mesma canção, os improváveis Chico César, Tom Zé e Leandro & Leonardo. “Eu gosto de correr riscos. Eu poderia muito bem viver à sombra do sucesso. Mas não é isso o que eu busco para a minha vida”, garante.
A princípio, a ideia era fazer um show acústico e intimista, com apenas quatro apresentações: duas no Rio e duas em São Paulo. Mas o sucesso da curtíssima temporada encorajou Ana Carolina a excursionar por outras capitais. E, também, registrar o espetáculo em CD, DVD, Blu-ray e até vinil.
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Com 12 álbuns lançados – entre estúdio, ao vivo e coletâneas –, Ana Carolina diz que gosta de se reinventar a cada novo trabalho.
Desta vez, subiu ao palco com uma banda formada só por mulheres: a pianista Délia Fischer, a violoncelista Gretel Paganini e a percussionista Lanlan. “Tocar com as meninas foi muito divertido e prazeroso. Eu me senti como a vocalista de uma banda”, brinca.
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