19 de Outubro de 2009 | 21:50|
 

A poesia de Bruna Beber   

"Toda vez que perguntam 'Você se considera poeta?', é sempre meio dividido. Ou você se considera poeta se referindo a um talento, ou se considera poeta ou escritor como profissão." 

Bruna Beber nunca vai trabalhar a poesia como uma profissão. Na lida diária, ela bate ponto em um escritório de publicidade, em São Paulo, cidade onde habita há dois, desde que saiu de Sanja, como carinhosamente apelidou São João de Meriti, no subúrbio do Rio de Janeiro, onde viveu.

A poesia é outra coisa para a jovem poeta (poetisa é um termo que não lhe cai bem, segundo a própria) que, no entanto, chega ao segundo livro, Balés(Língua Geral), depois do elogiado A fila sem fim dos demônios descontentes (7Letras, 2006) e de figurar em coletâneas e antologias Brasil e mundo afora. 

"É uma coisa que eu faço por prazer, para me divertir, sozinha. Quando não estou lendo, estou escrevendo", conta nesta entrevista exclusiva ao SaraivaConteúdo

Parte de Balés foi na mala para São Paulo com ela, em meados de 2007, mas foi todo retrabalhado e complementado em meio à desorganização urbana, à rotina massacrante de toda cidade grande, talvez um pouco mais excruciante por lá. 

Na conversa, ela fala sobre sua poesia, de como surgiram os livros, da importância da música no que escreve e lê alguns poemas, permeados por amores e desamores, reminiscências e coloquialidades.

[Foto de Tomás Rangel] 

> Confira o blog da poeta

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