Livro: "Brain, the robot of our Mind: A model and vision about robots and their future"

SINOPSE:

Nesse livro apresento uma hipótese que considero fundamental para o estudo de inteligência artificial.E se, após anos de estudo e evolução das ciências cognitivas, que teremos pela frente, e ganha cada vez mais destaque com a evolução das ciências da computação, descobrirmos que o cérebro é apenas uma máquina de nossa mente, ou seja, apenas uma ferramenta de modelagem do mundo real para processamento da mente, onde residiria a real inteligência humana?Ou ainda, em outras palavras, onde estará realmente a causa maior de nossa inteligência: no cérebro físico ou na mente imaterial?A relevância aqui é que, se essa hipótese for verdadeira, todo o esforço que temos atualmente no desenvolvimento de aprendizado de máquina ainda será em vão para atingir inteligência artificial forte.Além disso, toda a ideia de uma superinteligência, inclusive com potencial ameaça ao próprio ser humano, desde seus empregos até sua existência, além dos diversos conceitos atuais de download/upload de inteligência, a partir do cérebro, e imortalidade, proposta por vários cientistas modernos, também caem por terra, pelo menos a gerada através do avanço do deep learning e capacidade computacional das máquinas, como disseminado, muitas vezes de forma alarmista, na mídia.Na verdade, nosso cérebro é uma máquina de construir paradigmas e estamos sempre presos a eles, até para criar algoritmos que irão realizar atividades cognitivas, por mais paradoxal que isso possa ser.Se você for da área de ciências da computação, como muitos de meus leitores, talvez uma das coisas que mais surpreenda seu cérebro é que a nossa memória não foi projetada para armazenar dados não relacionados ou puros, que em tecnologia da informação chamamos de ‘raw data’ ou dados primários, uma vez que eles são armazenados em uma estrutura nobre chamada de neurônios.Sim, os nossos neurônios são a estrutura básica de armazenamento de dados – ou seja, não existe nenhum hard disk (HD) ou memória RAM/ROM no padrão de hardware que conhecemos –, e portanto o que irá ficar registrado lá é essencialmente aprendizado, e deve ser utilizado da forma mais eficiente possível, o que é uma função da evolução descobrir.Dessa forma, o cérebro pode ser considerado o órgão de processamento chave do corpo humano, se comparado aos demais órgãos.Entretanto, René Descartes trouxe uma proposta de distinção de corpo e mente, dentro de uma visão científica, conhecido até hoje como conceito mente e corpo, onde a mente ganha um diferente nível de hierarquia e complexidade:Essa contribuição facilita bastante a abstração dos estudos do cérebro e de seu funcionamento, principalmente do que não vemos ou sequer temos provas de existir. Na verdade, ele separou o paradigma do material e o imaterial, de forma científica, superando todos preconceitos de sua época do que poderia ser considerado fora dos padrões científicos, criando o conceito de dualismo e a base da filosofia da mente, alinhada a ideias antigas de outros filósofos, como Aristóteles e Platão.Para a Inteligência Artificial, ou ainda, para pensarmos em criar máquinas com capacidade de pensar no mesmo nível humano, foi necessário romper também um outro paradigma de material e imaterial, que é a separação de software e hardware.Considero Alan Turing como chave nesse processo, tanto como Descartes no passado, no momento que apresenta dois conceitos inovadores: a máquina genérica, com capacidade de executar qualquer programa, e a visão de inteligência de máquina.A separação de software, como a funcionalidade imaterial, da máquina ou hardware em si, que executa essa funcionalidade, pode parecer hoje simples, olhando qualquer computador. Mas imaginar isso olhando válvulas, motores, cabos, etc, que emulavam lógicas primitivas, e ainda com visão de que tudo isso poderia um dia pensar, foi fundamental para chegarmos no nível de evolução que estamos hoje.

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